
Uma empresa nunca poderá estar centrada em si, por outro lado deverá ter em atenção todos os seus públicos, e o público interno (designado por alguns autores por cliente interno) não deverá ser excepção.
Um cliente/ consumidor insatisfeito tendo por base as redes sociais consegue manifestar-se de forma mais rápida e eficaz, podendo dar dimensões a essa reclamação que não conseguiria dar usando os “meios tradicionais”.
E um funcionário insatisfeito?! A satisfação terá de partir do interior da empresa, de todos os que pertencem ou pertenceram àquela organização, e o que uma empresa afirma ser terá de ser coerente com o que essas pessoas, mais do que ninguém, sentem que é.
Neste seguimento pareceu-me interessante analisar o caso “denunciado” no Twitter, no passado dia 13 de Julho (*).
O utilizador @menosketiago explica o sucedido no seu blogue e utiliza o Twitter para veicular visitas, de forma a dar maior visibilidade ao seu descontentamento, para com a “Companhia das Letras”. Na situação exposta, o @menosketiago refere o ambiente hóstil em que trabalhava, o “clima de agressividade e intimidação, insultos e rebaixamento”, bem como a falta de cumprimento de diversos aspectos, como o suposto pagamento.Ver situação aqui.
Nunca tive um contacto prévio com a empresa anunciada, sublinho. Mas nunca concorreria a um emprego na mesma e recusar-me-ia a trabalhar com eles em alguma ocasião, pois sinto-me alertada por alguém que sigo e que sempre me deu provas de ser de confiança, alguém que faz parte da minha rede Twitter.
Provavelmente ninguém colocou a hipótese de se tratar dum boato (nas redes sociais “it ´s all about trust”). Muitos assumiram a mesma posição que eu assumi fazendo Rt´s e comentários, o que faz antever que um funcionário insatisfeito é tão ou mais forte que um consumidor insatisfeito.
Nota 2: Quando usar as redes sociais não se centre apenas no consumidor! Se o vê como tronco do seu negócio, lembre-se dos membros essenciais: “cliente interno” e todos os outros públicos de interesse.
(*) Foi apenas considerado este caso por pertencer ao panorama português e ser recente
Tags: Companhia das Letras, empresas, público interno







