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	<title>Diário2 &#187; política</title>
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		<title>‘Companhia Espacial Portuguesa’ foi a página mais editada da Wikipedia</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Oct 2010 10:31:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>redaccao</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A página mais editada da Wikipédia de língua portuguesa, ontem, dia 06, foi Companhia Espacial Portuguesa, com 32 edições. Ao longo do dia foram produzidas, só nesta Wikipedia, 7956 edições. Confira abaixo o top 10 das páginas que mais atenção obtiveram dos editores no dia de ontem. página edições Companhia Espacial Portuguesa 32 Anahí 25 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A página mais editada da Wikipédia de língua portuguesa, ontem, dia 06, foi <a href='http://pt.wikipedia.org/wiki/Companhia%20Espacial%20Portuguesa' title='Companhia Espacial Portuguesa na Wikipedia'>Companhia Espacial Portuguesa</a>, com 32 edições. Ao longo do dia foram produzidas, só nesta Wikipedia, 7956 edições. Confira abaixo o top 10 das páginas que mais atenção obtiveram dos editores no dia de ontem.</p>
<table width="400" border="0" cellpading="2" cellspacing="2">
<tr>
<td width="350">página</td>
<td width="50">edições</td>
</tr>
<tr>
<td><a href='http://pt.wikipedia.org/wiki/Companhia_Espacial_Portuguesa' title='Companhia Espacial Portuguesa na Wikipedia'>Companhia Espacial Portuguesa</a></td>
<td>32</td>
</tr>
<tr>
<td><a href='http://pt.wikipedia.org/wiki/Anahí' title='Anahí na Wikipedia'>Anahí</a></td>
<td>25</td>
</tr>
<tr>
<td><a href='http://pt.wikipedia.org/wiki/Três_Rios' title='Três Rios na Wikipedia'>Três Rios</a></td>
<td>25</td>
</tr>
<tr>
<td><a href='http://pt.wikipedia.org/wiki/Armchair_Theatre' title='Armchair Theatre na Wikipedia'>Armchair Theatre</a></td>
<td>23</td>
</tr>
<tr>
<td><a href='http://pt.wikipedia.org/wiki/Patrícia_Saboya' title='Patrícia Saboya na Wikipedia'>Patrícia Saboya</a></td>
<td>22</td>
</tr>
<tr>
<td><a href='http://pt.wikipedia.org/wiki/Seleção_Anguilana_de_Futebol' title='Seleção Anguilana de Futebol na Wikipedia'>Seleção Anguilana de Futebol</a></td>
<td>21</td>
</tr>
<tr>
<td><a href='http://pt.wikipedia.org/wiki/Eldorado:_A_Symphony_By_The_Electric_Light_Orchestra' title='Eldorado: A Symphony By The Electric Light Orchestra na Wikipedia'>Eldorado: A Symphony By The Electric Light Orchestra</a></td>
<td>20</td>
</tr>
<tr>
<td><a href='http://pt.wikipedia.org/wiki/Política' title='Política na Wikipedia'>Política</a></td>
<td>19</td>
</tr>
<tr>
<td><a href='http://pt.wikipedia.org/wiki/Eleições_estaduais_em_São_Paulo_em_2010' title='Eleições estaduais em São Paulo em 2010 na Wikipedia'>Eleições estaduais em São Paulo em 2010</a></td>
<td>17</td>
</tr>
<tr>
<td><a href='http://pt.wikipedia.org/wiki/Introdução_aos_vírus' title='Introdução aos vírus na Wikipedia'>Introdução aos vírus</a></td>
<td>17</td>
</tr>
</table>

	Tags: <a href="http://diario2.com/tag/politica" title="política" rel="tag">política</a>, <a href="http://diario2.com/tag/eleicoes-estaduais-em-sao-paulo-em-2010" title="Eleições estaduais em São Paulo em 2010" rel="tag">Eleições estaduais em São Paulo em 2010</a>, <a href="http://diario2.com/tag/anahi" title="Anahí" rel="tag">Anahí</a>, <a href="http://diario2.com/tag/selecao-anguilana-de-futebol" title="Seleção Anguilana de Futebol" rel="tag">Seleção Anguilana de Futebol</a>, <a href="http://diario2.com/tag/patricia-saboya" title="Patrícia Saboya" rel="tag">Patrícia Saboya</a>, <a href="http://diario2.com/tag/eldorado-a-symphony-by-the-electric-light-orchestra" title="Eldorado: A Symphony By The Electric Light Orchestra" rel="tag">Eldorado: A Symphony By The Electric Light Orchestra</a><br /><br/>

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		<title>É Justo que Políticos Recebam Salários para Defender seus Eleitores?</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Sep 2010 15:30:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Cruz</dc:creator>
				<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
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		<description><![CDATA[Este certamente é um artigo que vai gerar polêmica, tanto no Brasil quanto em Portugal. Mas o tema é bastante pertinente frente as eleições presidenciais que irão ocorrer na república tupiniquim dentro de dias. A corrupção é um mal que atinge a todos os países do planeta. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-5325" href="http://diario2.com/e-justo-que-politicos-recebam-salarios-para-defender-seus-eleitores-5324/dinheiro"><img class="aligncenter size-full wp-image-5325" title="dinheiro" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/09/dinheiro.jpg" alt="Dinheiro no governo" width="420" height="360" /></a></p>
<p>Este certamente é um artigo que vai gerar polêmica, tanto no <a href="http://diario2.com/tag/brasil" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Brasil">Brasil</a> quanto em Portugal. Mas o tema é bastante pertinente frente as <a href="http://diario2.com/tag/eleicoes" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with eleições">eleições</a> presidenciais que irão ocorrer na república tupiniquim dentro de dias.</p>
<div id="attachment_5326" class="wp-caption alignleft" style="width: 200px"><a rel="attachment wp-att-5326" href="http://diario2.com/e-justo-que-politicos-recebam-salarios-para-defender-seus-eleitores-5324/dinheiro-na-meia"><img class="size-full wp-image-5326" title="dinheiro-na-meia" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/09/dinheiro-na-meia.jpg" alt="Dinheiro na meia" width="190" height="126" /></a><p class="wp-caption-text">Dinheiro na meia</p></div>
<p>A <a href="http://diario2.com/tag/corrupcao" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with corrupção">corrupção</a> é um mal que atinge a todos os países do planeta. Até mesmo os comunistas. É lógico que em alguns países a situação é mais agravante que em outros, no entanto é um mal comum. E não existe um sistema político perfeito que acabe com a <a href="http://diario2.com/tag/corrupcao" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with corrupção">corrupção</a>, pois o problema não está no sistema burocrático e sim no caráter das pessoas.</p>
<p>Agora é evidente que certos sistemas burocráticos facilitam esta prática. E o que fazer? Na verdade não há muito o que se fazer, já que o processo de mudança deve vir da formação de cada um. Agora, o pouco que se pode fazer reside em medidas como oferecer educação gratuita e de qualidade pra todos, lazer e segurança jurídica. Todo mundo sabe disso, mas nunca vemos estas coisas realmente acontecendo com vigor.</p>
<p>Então, proponho uma outra via. Uma via um tanto quanto filosófica, radical e liberal (como diria Paulo Querido): que os políticos eleitos democraticamente pela sociedade não recebam salários. Sim, é isso mesmo que você leu. O sujeito vai trabalhar de graça. Mas Rafael, isso não vai aumentar a corrupção, já que o malando não receberá um tostão do governo? Creio que não. Vamos analisar?</p>
<div id="attachment_5327" class="wp-caption alignleft" style="width: 154px"><a rel="attachment wp-att-5327" href="http://diario2.com/e-justo-que-politicos-recebam-salarios-para-defender-seus-eleitores-5324/tiririca"><img class="size-thumbnail wp-image-5327" title="tiririca" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/09/tiririca-200x200.jpg" alt="Tiririca" width="144" height="144" /></a><p class="wp-caption-text">Tiririca</p></div>
<p>Uma vez abolido o ganha-pão dos cargos políticos, teremos uma seleção natural de candidatos realmente interessados em trabalhar pelo seu povo, já que a motivação do mesmo deixará de ser o dinheiro e passará a ser de desenvolvimento. Neste cenário, dificilmente veríamos candidatos bizarros nas eleições brasileiras, como o Tiririca (palhaço semi-analfabeto), Maguila (lutador em decadência), Mulher Melancia (dançarina da pior estirpe), Waguinho (ex-drogado, ex-pagodeiro, esquecido e falido) e tantos outros (MUITOS outros, acredite).</p>
<p>Neste sentido, se teremos candidatos mais qualificados e comprometidos, a probabilidade de vermos eleitos pessoas capazes de realizar benfeitorias são enormes. Afinal se o cara depende de um salário do governo pra se sustentar, será que é realmente o mais indicado pra liderar e defender cidades e estados? Será que ele realmente estará comprometido com os interesses de quem o apoia ou estará centrado nos seus próprios interesses?</p>
<p>Antes de querer mudar um país, o candidato precisa mudar a sua vida, mudar as suas atitudes. Precisa ser o exemplo. Se ele mesmo não é capaz de andar com suas próprias pernas, como pretende entrar para a <a href="http://diario2.com/tag/politica" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with política">política</a> e representar pessoas?</p>
<div id="attachment_5328" class="wp-caption alignleft" style="width: 141px"><a rel="attachment wp-att-5328" href="http://diario2.com/e-justo-que-politicos-recebam-salarios-para-defender-seus-eleitores-5324/mensalao"><img class="size-thumbnail wp-image-5328" title="mensalão" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/09/mensalão-200x200.jpg" alt="Mensalão" width="131" height="131" /></a><p class="wp-caption-text">Regalias</p></div>
<p>No âmbito das finanças, imagine quantos milhões de Reais o Brasil pouparia por ano se não precisasse pagar salários a tantos e tantos cargos públicos? Presidente, vice, ministros, suplentes, governadores, prefeitos, senadores, deputados, vereadores&#8230; E devemos lembrar que, pelo menos no Brasil, o sujeito não ganha apenas o salário, mas também dúzias de benefícios, como auxílio moradia, energia, transporte, nutricionista, massagista e tantas outras. Ora, ele está alí pra ajudar o povo, mas com tantas regalias até parece que o ajudado é ele. Por isso que pessoas que nem tem onde cair mortas querem insanamente pegar a sua boquinha (vide exemplos bizarros acima).</p>
<p><a rel="attachment wp-att-5329" href="http://diario2.com/e-justo-que-politicos-recebam-salarios-para-defender-seus-eleitores-5324/corrupcao"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-5329" title="corrupção" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/09/corrupção-200x200.jpg" alt="Corrupção" width="102" height="102" /></a>Uma vez o falecido deputado Enéas Carneiro (Prona) disse isto numa entrevista, quando interrogado sobre o que achava do mensalão: <em>Meu caro, você vira deputado e ganha até elevador em seu nome. Você sente que tem o rei na barriga e pode fazer tudo que quiser. Não me surpreende mensalões e outros desvios de conduta. O mal está mais profundo do que vocês imaginam.</em></p>
<p>Com a economia deste dinheiro, poderíamos realocá-lo nos combalidos orçamentos da educação e da saúde. Poderíamos ter, enfim, uma educação digna, gratuita e de qualidade, que proporcionaria a formação adequada ao cidadão do bem, citada no início deste artigo e, desde modo, entraríamos num círculo virtuoso.</p>
<p>A maior prova de dedicação e amor pelo seu país será aceitar trabalhar por ele sem receber nada em troca. Aí, meus queridos, quero ver os tradicionais demagogos provando todo o seu “amor” pelo seu sofrido povo. É aonde separaremos as crianças dos HOMENS.</p>
<p>Como puderam ver neste artigo, o problema da corrupção, falta de <a href="http://diario2.com/tag/etica" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with ética">ética</a> ou desenvolvimento lento de um país, não se deve exclusivamente aos índices econômicos e sociais, tão alardeados nos últimos anos pelo governo brasileiro. É mais que isso. É questão de coragem e atitude dos líderes do nosso país.</p>

	Tags: <a href="http://diario2.com/tag/corrupcao" title="corrupção" rel="tag">corrupção</a>, <a href="http://diario2.com/tag/politica" title="política" rel="tag">política</a>, <a href="http://diario2.com/tag/etica" title="ética" rel="tag">ética</a>, <a href="http://diario2.com/tag/politicos" title="politicos" rel="tag">politicos</a>, <a href="http://diario2.com/tag/brasil" title="Brasil" rel="tag">Brasil</a><br /><br/>

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		<title>Autarquias.org, opinião aos cidadãos</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 15:30:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio Bastos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ao longo do ano de 2009 os portugueses foram chamados três vezes às urnas. A discussão sobre Política 2.0 alimentou alguns cantinhos da Web, motivou apresentações em conferências e artigos. Se alguma conclusão se pode tirar, é que as &#8220;novas tecnologias&#8221; não estão propriamente instaladas no exercício da política&#8230; pelo menos ao nível do marketing. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao longo do ano de 2009 os portugueses foram chamados três vezes às urnas. A discussão sobre <strong><a href="http://diario2.com/tag/politica" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with política">Política</a> 2.0</strong> alimentou alguns <a href="http://eleicoes2009.info/" target="_blank">cantinhos da Web</a>, motivou apresentações em conferências e <a href="http://diario2.com/a-politica-2-0-chegou-a-portugal-1585" target="_blank">artigos</a>. Se alguma conclusão se pode tirar, é que as &#8220;novas tecnologias&#8221; não estão propriamente instaladas no exercício da política&#8230; pelo menos ao nível do marketing.</p>
<p><img class="alignright size-thumbnail wp-image-3729" title="autarquias.org" src="http://cache.diario2.com/uploads/2009/12/autarquias.org-logo-200.jpg" alt="autarquias.org" width="200" height="200" />No entanto, há excepções por parte da sociedade civil. É o caso do <a href="http://www.autarquias.org/" target="_blank">autarquias.org</a> , uma plataforma que vive da <a href="http://diario2.com/tag/participacao" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with participação">participação</a> dos cidadãos e visa &#8220;reportar, ver, partilhar ou debater problemas municipais&#8221;.</p>
<p>Casos “menores” como lixo e buracos na via pública, postes de iluminação avariados, equipamento danificado, problemas nos abastecimentos e outros podem ser alertados aos municípios pelos cidadãos através do <a href="http://www.autarquias.org/" target="_blank">autarquias.org</a>.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-3732" style="margin: 5px;" title="autarquias.org " src="http://cache.diario2.com/uploads/2009/12/autarquias-logo1.jpg" alt="autarquias.org " width="162" height="117" />Os avisos não caem no vazio. O <a href="http://www.cm-grandola.pt/ " target="_blank">município de Grândola</a>, por exemplo, já utiliza esta plataforma interactiva na resposta aos casos solicitados pelos munícipes. Para além de pedidos e acompanhamento de respostas o <a href="http://www.autarquias.org/" target="_blank">autarquias.org</a> permite também a abertura de debates entre cidadãos.</p>
<p>O <a href="http://www.autarquias.org/" target="_blank">autarquias.org</a> é pertença da <a href="http://www.partilhopiniao.pt/" target="_blank">PartilhOpinião</a>, uma associação que tem por meta a utilização de ferramentas tecnológicas na promoção e valorização da cidadania.</p>

	Tags: <a href="http://diario2.com/tag/politica" title="política" rel="tag">política</a>, <a href="http://diario2.com/tag/autarquias" title="autarquias" rel="tag">autarquias</a><br /><br/>

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		<title>Política em 140 caracteres</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 09:30:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Twitter tem se configurado como uma importante ferramenta de interação e de manifestação política. No Irã, em junho, a plataforma sustentou os opositores do presidente Mahmoud Ahmadinejad, driblando a censura e levando ao mundo imagens da repressão. No Brasil, um movimento pela renúncia do presidente do Senado, José Sarney ganhou espaço a partir da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-2117 alignright" title="politicatwitt" src="http://cache.diario2.com/uploads/2009/10/politicatwitt.jpg" alt="politicatwitt" width="300" height="239" />O <a href="http://www.twitter.com/">Twitter</a> tem se configurado como uma importante ferramenta de interação e de manifestação <a href="http://diario2.com/tag/politica" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with política">política</a>. No Irã, em junho, a plataforma sustentou os opositores do presidente <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mahmoud_Ahmadinejad">Mahmoud Ahmadinejad</a>, driblando a censura e levando ao mundo imagens da repressão. No <a href="http://diario2.com/tag/brasil" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Brasil">Brasil</a>, um movimento pela renúncia do presidente do Senado, José Sarney ganhou espaço a partir da tag #forasarney. Grupos sociais dos mais diversos matizes têm usado o microblog para divulgar suas idéias, angariar aliados, debater suas propostas. Trata-se de uma ágora virtual que, em meio à babel de mensagens em 140 caracteres, possibilita que “<em>cada um seja o seu próprio Roberto Marinho</em>”, conforme definiu o jornalista/blogueiro <a href="http://marcelotas.blog.uol.com.br/">Marcelo Tas</a> recentemente, durante o <a href="http://escrevinhamentos.blogspot.com/2009/09/minhas-impressoes-sobre-o-seminario.html">Seminário INFO – Twitter, Orkut e Flickr</a>.<span id="more-2089"></span></p>
<p>Um estudo da agência americana Interpret &#8211; citado em reportagem do <a href="http://online.wsj.com/article/BT-CO-20090925-709554.html" target="_new">Wall Street Journal</a> – revela que os usuários do <a href="http://diario2.com/tag/twitter" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with twitter">Twitter</a> são mais receptivos a publicidade que os integrantes de outras redes sociais. Segundo o levantamento, os tuiteiros fazem mais resenhas, dão mais notas a produtos através da internet (24% contra 12% dos usuários de outras redes sociais), visitam mais perfis online de empresas (20% contra 11%) e clicam em mais anúncios ou patrocínios (20% contra 9%). Uma mina de ouro para quem quer promover um produto, ou a si mesmo.</p>
<p>O resultado é que esta imensa rede, na qual multidões circulam diariamente, tem atraído a atenção de políticos e instituições governamentais. Vereadores, deputados estaduais e federais, senadores e governadores aderiram ao microblog, ao lado de uma miríade de pré-candidatos às <a href="http://diario2.com/tag/eleicoes" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with eleições">eleições</a> de 2010. A maioria ainda não entendeu a vocação e o potencial das mídias sociais, mas os que compreenderem os seus meandros poderão obter vantagens ao estreitarem de forma transparente as suas relações com a população.</p>
<p>O <a href="http://www.saopaulo.sp.gov.br/">Governo do Estado de São Paulo</a>, por exemplo, deu um importante passo ao liberar o uso de redes sociais pelos servidores e ao possibilitar a criação de perfis das secretarias no Twitter &#8211; seu perfil principal, o <a href="http://www.twitter.com/governosp">@governosp</a>, já acumulou mais de 10 mil seguidores. O grande incentivador do uso da ferramenta é o próprio governador <a href="http://twitter.com/JoseSerra_">José Serra</a>. Ele alimenta diariamente sua página que tem mais de 108 mil seguidores. Uma característica do perfil do governador é a informalidade: uma das condições para que um político obtenha bons resultados com a ferramenta.</p>
<p>Para Bruno Caetano, secretário da Comunicação do Governo de SP, “<em>o uso do Twitter encurtou a distância entre o governo e as pessoas</em>”. Para ele, “<em>agora é mais simples interagir, dizer o que não está sendo feito ou até alertar sobre algo que deveria estar funcionando e não está</em>”.</p>
<p>Um exemplo dessa aproximação está no <a href="http://twitter.com/agriculturasp">perfil</a> da Secretaria de Agricultura. O objetivo é atingir quem está dentro e fora da internet. “<em>Muitos dos nossos seguidores são estudantes de agronomia. Eles levam para os pais, que muitas vezes são agricultores, as dicas que damos no perfil</em>”, afirma Vinícius Dias, responsável por gerenciar os perfis de mídias sociais da secretaria. No Twitter há links para o perfil do <a href="http://www.flickr.com/">Flickr</a>, que exibe espécies de peixes com descrições científicas, e do <a href="http://www.youtube.com/">Youtube</a>, com vídeos com explicações práticas de como plantar mudas, por exemplo.</p>
<p>O governo paulista ainda está aprendendo a se relacionar de uma maneira mais interativa com os cidadãos, diz <a href="http://www.linkedin.com/pub/dir/roberto/agune">Roberto Agune</a>, coordenador de inovação do Governo <a href="http://diario2.com/tag/jose-serra" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with José Serra">José Serra</a>. “<em>A idéia é criar um espaço para o cidadão comunicar do ponto de vista dele como estão os resultados dos nossos serviços. É preciso estar inserido onde a população se relaciona. Desde janeiro, 23 órgãos do governo de São Paulo criaram seus blogs. Trata-se de uma mudança cultural que surge com estas novas ferramentas, novas formas de falar com a população e ouvi-la</em>”.</p>
<p>Para Agune, a presença do governo nas redes sociais é um caminho sem volta: “<em>Se você não está presente, outros farão isso por você</em>”, afirma e vai além: “<em>Ou o governo entra e usa estas linguagens ou se afasta da sociedade. Temos que usar estas ferramentas para nos aproximarmos do cidadão e para ouvi-lo. Isso é importante</em>”.</p>
<p>Outro exemplo é o <a title="Comunicação do Governo da Bahia" href="http://www.comunicacao.ba.gov.br/" target="_blank">Governo da Bahia</a>, que inaugurou sua <a href="http://twitter.com/agecom">conta no Twitter</a> em maio do ano passado divulgando notícias sobre o Estado. De acordo com a assessoria de imprensa do Estado, o profile passou por uma fase de testes e só começou mesmo a ser divulgado a partir de dezembro de 2008. Hoje, conta com mais de 10 mil seguidores.</p>
<p>A Prefeitura Municipal de Campo Grande (MS) também está prestes a adentrar o espaço virtual com um perfil no Twitter. O prefeito da cidade, Nelson Trad Filho (PMDB-MS), já tem o <a href="http://twitter.com/nelsinhotrad">seu</a>. Com cerca de 1800 seguidores, Trad Filho recebe elogios e sugestões e responde &#8211; via assessoria &#8211; críticas, sugestões e reclamações de seus munícipes. De olho no perfil, a assessoria – que auxilia o prefeito no microblog &#8211; identifica as dúvidas e reclamações dos followers, encaminha para as secretarias responsáveis – ou para o próprio prefeito quando necessário – e responde o mais rápido possível. “<em>Isso cria um vínculo entre a administração pública e a população plugada. É importante na medida em que o internauta sente que não está falando para o vazio</em>”, explica o coordenador de comunicação da Prefeitura de Campo Grande, Ico Victorio.</p>
<p>O deputado estadual <a href="http://www.twitter.com/pauloduarte_">Paulo Duarte</a> (PT-MS) também aposta na interatividade. Usuário contumaz do Twitter, vai se reunir na próxima terça-feira, 13, com um grupo de seguidores para debater um projeto de sua autoria que prevê a proibição do uso de sacolas plásticas no estado: “<em>Em função das manifestações dos tuiteiros, quero ouvir suas sugestões sobre o projeto. Quero mais ouvir do que falar</em>”, disse Duarte, para quem o microblog é uma ferramenta que possibilita às pessoas “<em>opinar sobre assuntos que dizem respeito diretamente às suas vidas</em>”.</p>
<p>Talvez esteja aí, na interação com a população, o grande segredo das mídias sociais para políticos. Mas, é preciso muito mais que informalidade para criar uma relação de confiança entre um político e a população via Twitter. Mais importante é a transparência. Marcelo Tas diz que o Twitter é uma “<em>ferramenta de ouvir</em>”. Correto.</p>
<p>Tiago Cordeiro, analista de mídias sociais da consultoria <a href="http://www.polvoracomunicacao.com.br/">Pólvora</a>, aposta nisso: &#8220;<em>Há muitos políticos que usam o Twitter como megafone, como se fossem celebridades, querendo contar o que quiserem. Mas ele funciona melhor, sim, como uma espécie de telefone, que te permite conversar e trocar idéias e não apenas ficar recebendo conteúdo que você muitas vezes não vai nem ler direito. O político que esperar até 2010 para abrir seu Twitter já terá perdido espaço</em>”, afirma.</p>
<p><strong>Eles descobriram a mina</strong></p>
<p>Um bom exemplo de uso do Twitter por político foi dado pelo senador Delcídio do Amaral (PT-MS) – cujo <a href="http://twitter.com/delcidio">perfil</a> acumula mais de cinco mil seguidores. Em maio, durante <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1112955-5598,00-TREM+DO+PANTANAL+VOLTA+A+FUNCIONAR+APOS+ANOS+EM+MS.html">viagem inaugural do Trem do Pantanal</a>, o senador usou o próprio celular para contar o que acontecia no vagão das autoridades, fechado à imprensa, onde viajava o presidente Lula. As mensagens acabaram divulgadas em blogs e sites do estado que cobriam a visita do presidente.</p>
<p>“<em>É uma forma muito mais direta de se comunicar com as pessoas. Abre um amplo espectro para a conversa sobre as atividades do dia-a-dia e até para falar de música, política, esportes. Sou um cara que gosta de compartilhar isso com as pessoas</em>”, diz.</p>
<p>O líder do Democratas na Câmara Federal, deputado Ronaldo Caiado (GO), tem mantido atualizado o <a href="http://twitter.com/DeputadoCaiado">perfil</a> no Twitter. “<em>É muito importante, principalmente para nós da oposição, para expor nossos argumentos. O Twitter é um resumo sucinto. Não detalha, mas pauta as matérias. E depois, as pessoas buscam mais detalhes no blog</em>”, diz.</p>
<p>O senador <a href="http://twitter.com/SenCasagrande">Renato Casagrande</a> (PSB-ES) também está no microblog e considera o espaço imprescindível para estreitar o contato com os eleitores: “<em>Com o nível de acessibilidade do eleitor nestas eleições, não há a menor chance de nós, candidatos, ficarmos camuflados. Quem não entender isso vai ficar para trás. Estou contratando dois assessores só para me ajudar a alimentar esses instrumentos</em>”.</p>
<p>Outro senador presente no Twitter é Cristovam Buarque (PDT-DF) &#8211; mais de 20 mil seguidores em seu <a href="http://twitter.com/SEN_CRISTOVAM">perfil</a>. Ele também não abre mão das mídias sociais: “<em>Já tenho equipe e estou usando todos os instrumentos que posso. Torpedo eu recebo mais do que mando. Mas tuito toda hora que posso. Recomendo livros, comento notícias</em>”.</p>
<p>O presidente do Democratas, deputado <a href="http://twitter.com/deprodrigomaia">Rodrigo Maia</a> (RJ), acha que a chave do bom uso do Twitter está na polêmica e no bom humor. &#8220;<em>Quando você põe uma frase mais polêmica e sacaneia um adversário, tem resposta. Tem que ter bom humor, sem agressividade, mas é uma ferramenta que se encaixa bem para quem quer ser mais econômico. Os comentários ganham atenção na mídia também porque às vezes você está em casa, pensando na vida, e vem uma idéia boa. O Twitter te permite usá-la.</em>&#8220;, disse, em <a href="http://noticias.uol.com.br/politica/2009/09/13/ult5773u2445.jhtm">entrevista</a> a Maurício Savarese do Uol Notícias.</p>
<p>O presidente do PT, deputado <a href="http://twitter.com/ricardoberzoini">Ricardo Berzoini</a> (SP), também em entrevista ao Uol, apostou na descontração: &#8220;<em>Pelo dinamismo, é algo que te força a ser conciso, te permite ironias, provocações e reflexões. Dá capacidade uma de interação muito grande, sem dúvida vamos utilizar nas eleições e será uma arena importante</em>&#8220;.</p>
<p><strong>Pela culatra </strong></p>
<p>Seja qual for a estratégia, sem o binômio transparência/informalidade, usando estratégias estranhas às mídias sociais, o Twitter pode se transformar em uma armadilha para o político. Exemplos recentes foram protagonizados pelo líder do Partido dos Trabalhadores no Senado, Aloízio Mercadante, e pelo governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB).</p>
<p>O mico de Mercadante ocorreu às 12h15, do dia 20 de agosto, quando tuitou a seguinte mensagem: “<em>Eu subo hoje à tribuna para apresentar minha renúncia da liderança do PT em caráter irrevogável.</em>” Às 12h28, a Folha Online publicava a notícia: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u612473.shtml" target="_blank">Mercadante usa Twitter para anunciar renúncia à liderança do PT</a>. Às 14h16, o Estadão divulgou a mesma informação (<a href="http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac421977,0.htm" target="_blank">Mercadante diz que deixará liderança do PT em twitter</a>) que, três minutos depois, foi reproduzida pelo G1: <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1274416-5601,00-" target="_blank">Mercad</a><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1274416-5601,00-" target="_blank">ante diz que deixará liderança do PT em twitter</a>. No dia seguinte, voltou atrás patrocinando o primeiro efeito cascata negativo de um político brasileiro no Twitter.</p>
<p>&#8220;<em>O erro foi meu, não foi do Twitter. Depois usei a ferramenta para explicar as razões que me demoveram. Houve manifestações boas, outras que foram duras, mas acho que são válidas. Me expor no Twitter é o mesmo que me expor à rua. Eu não deixo esse expediente para minha assessoria de imprensa, como fazem alguns. O Twitter está para a modernidade como a praça estava para a Grécia antiga. As reações estão em um nível normal</em>&#8220;, afirmou Mercadante posteriormente, mostrando que é possível aprender com os erros na net.</p>
<p>O exemplo do governador André Puccinelli, por sua vez, exemplifica como um político não deve usar um perfil de Twitter. No turbilhão gerado por suas <a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI3989840-EI7896,00-Governador+do+MS+chama+ministro+de+maconheiro.html">ofensas</a> ao ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a quem chamou de “viado” e “maconheiro”, Puccinelli foi alvo de críticas e pedidos de esclarecimento em seu <a href="http://twitter.com/Puccinelli_ms">perfil</a> no microblog. Alheio ao estilo e necessidades das redes sociais, limitou-se a responder com “frases oficiais”. Resultado: o perfil está abandonado desde o dia 30 de setembro.</p>
<p>Segundo Roberto Agune, administrar as críticas recebidas no Twitter é fundamental: “<em>Há críticas interessantes, construtivas, e há quem extrapole.</em>” Para ele, os críticos trazem ferramentas, informações necessárias para fazer ajustes em procedimentos de governo. “<em>É fundamental criar espaços onde se possa ouvir o cidadão. A sugestão de um cidadão pode nos ajudar a melhorar nosso trabalho</em>”, afirma.</p>
<p>Este duplo pilar de sustentação, transparência/informalidade, esta ausente na maioria dos perfis políticos no Twitter. O erro está em se relacionar com as mídias sociais da mesma forma como se relaciona com as mídias tradicionais: na qual o discurso era uma via de mão única. “<em>Antes nós falávamos com um milhão de pessoas. Hoje, um milhão de pessoas falam com você num instante</em>”, resumiu Rodrigo Byrro, gerente de produtos da <a href="http://www.htc.com/">HTC América Latina</a>, durante o Seminário INFO – Twitter, orkut e Flickr.</p>
<p>É como diz <a href="http://twitter.com/Interney">Edney Souza</a>, gestor do <a href="http://www.interney.net/" target="_blank">Interney.net</a>, referindo-se a políticos que se armam das mídias sociais sem prepararem-se para isso: “<em>Ter a oportunidade de falar não significa nada se não tiver avanços</em>”. Para ele, apesar das iniciativas para aproximar população e esfera política, ainda é cedo para dizer que há algum tipo de proximidade. “<em>Tudo que temos são indícios de boas intenções que na prática parecem mais <a href="http://diario2.com/tag/campanha" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with campanha">campanha</a> eleitoral antecipada do que algo de efetivamente produtivo para o cidadão brasileiro. Não bastam iniciativas isoladas para ouvir a população, é preciso começar a priorizar, dar satisfações e entregar resultados. Tudo isso acompanhado de uma comunicação contínua e bilateral.</em>“.</p>
<p><strong>Babel Inútil? </strong></p>
<p>Há quem questione a presença de políticos no Twitter. O diretor executivo da <a href="http://www.transparencia.org.br/index.html">Transparência Brasil</a>, Claudio Weber Abramo, é um deles. No artigo “<a title="Babel inútil" href="http://colunistas.ig.com.br/claudioabramo/2009/09/22/babel-inutil/http:/colunistas.ig.com.br/claudioabramo/2009/09/22/babel-inutil/">Babel inútil</a>”, resume estes perfis como um “nunca acabar de trivialidades, auto-elogios, roteiros de visitas, elogios aos companheiros de partido e espetadelas previsíveis nos adversários”.</p>
<p>O cientista político da Universidade Federal Fluminense (UFF), <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4791809P5">Afonso de Albuquerque</a>, em <a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/09/25/twitter-pode-trazer-mais-perdas-do-que-ganhos-no-jogo-politico-avalia-especialista-767775229.asp">entrevista</a> ao jornal O Globo, alerta para a repercussão instantânea de &#8220;gafes virtuais&#8221; à Mercadante. Outro problema é a dificuldade em se adaptar o discurso a espaços onde a informalidade é a regra. “<em>Neste caso, o efeito pode ser contrário: em vez de atrair, afasta o eleitor</em>”, afirma.</p>
<p>Para Albuquerque, o Twitter pode servir para mostrar o lado humano, mas até isso é complicado para o político. “<em>Na política é preciso tomar decisões que contrariam princípios pessoais. O jogo político não é centrado na opinião pública. É preciso muitas vezes tomar atitudes que surgem nos bastidores</em>”, argumenta.</p>
<p><strong>A força da rede </strong></p>
<p>Pesquisador sênior do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política (NEMP) da Universidade de Brasília, o professor <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4783258H5">Venício A. de Lima</a> explicitou recentemente, no artigo “<a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?msg=ok&amp;cod=558JDB001&amp;#c">Internet e eleições: só não vê quem não quer</a>”, o inevitável avanço da rede sobre a política. Citando duas pesquisas, Lima traça um panorama desta presença inexorável.</p>
<p>Os resultados da pesquisa realizada pelo <a href="http://www.senado.gov.br/sf/senado/centralderelacionamento/sepop/pdf/datasenado/RelatórioFINALdivulgação.pdf">DataSenado</a> “<em>revelam que a internet (19%) já é o segundo meio de comunicação mais usado pelo eleitor brasileiro para informar-se sobre política, atrás apenas da TV (67%). Jornais e revistas aparecem em terceiro lugar, com 11% e o rádio é preferido por apenas 4% dos entrevistados. Além disso, quase metade dos eleitores (46%) acredita que a principal vantagem da internet nas eleições será a troca de informações e idéias. A possibilidade de facilitar a comunicação entre candidatos e eleitores aparece em segundo lugar, com 28%. Os entrevistados que disseram usar a internet diariamente somaram 58%; 78% acessam sites de notícias e 53% participam de alguma rede social, como Orkut ou Twitter.</em>”</p>
<p>Outra pesquisa, realizada pelo <a href="http://www2.correioweb.com.br/cbonline/politica/pri_pol_142.htm">Vox Populi</a>, mostra que a proporção de eleitores que usam a internet para se informar sobre política já chega a 36%: &#8220;<em>Quase dois terços dessas pessoas se informam exclusivamente em sites de notícias e blogs jornalísticos, enquanto que 7% utilizam somente as redes sociais, como Orkut, Facebook e Twitter com essa finalidade. Os 29% restantes combinam as duas possibilidades. São eleitores que acessam a rede com muita intensidade: cerca de 70% dos que procuram nela essas informações dizem que navegam `todo dia ou quase todo dia´ com esse intuito.</em>&#8221;</p>
<p>Não há volta.</p>

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		<title>A Política 2.0 chegou a Portugal?</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 10:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio Bastos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Portugal vive um ano de Eleições. O voto para o Parlamento Europeu teve lugar a 7 de Junho. As Legislativas decorrem a 27 de Setembro e a 11 de Outubro os portugueses vão escolher os seus representantes para as autarquias. Embora seja visível o interesse sobre a “Politica 2.0” tanto nos órgãos de comunicação como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal vive um <a href="http://www.cne.pt/">ano de Eleições</a>. O voto para o Parlamento Europeu teve lugar a 7 de Junho. As Legislativas decorrem a 27 de Setembro e a 11 de Outubro os portugueses vão escolher os seus representantes para as <a href="http://diario2.com/tag/autarquias" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with autarquias">autarquias</a>.</p>
<p>Embora seja visível o interesse sobre a “Politica 2.0” tanto nos órgãos de comunicação como nos meios online, não há desenvolvimentos significativos em tecnologia <a href="http://diario2.com/tag/politica" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with política">política</a> de e para as pessoas. Tal como no resto do planeta, a estratégia vencedora de Barack Obama que o levou à Casa Branca. Meios informativos garantiram a colaboração da <a href="http://www.ionline.pt/conteudo/4161-jose-socrates-contrata-equipa-obama-as-legislativas">Blue State Digital com o PS</a> no sentido de implementar acções <em>online</em>, um facto que acabou por ser <a href="http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/Interior.aspx?content_id=1284810">não conclusivo</a>. Tanto quanto nos é dado a conhecer, as estratégias de marketing político são ainda lideradas por “spin doctors” locais e brasileiros.<span id="more-1585"></span></p>
<p>A pouco menos de um mês para as <a href="http://www.cne.pt/index.cfm?sec=0201000000&amp;NewsID=129">Eleições Legislativas</a>, os partidos políticos têm realizado algumas acções online mas continuam a preferir a habitual forma de interagir com o público: comícios, cartazes, encontros na rua onde falam com os cidadãos (e câmaras de TV). As suas principais iniciativas online têm sido:</p>
<p>- Encontros com bloggers e internautas influentes em iniciativas promovidas pelos dois grandes partidos. <a href="http://diario.iol.pt/tecnologia/jose-socrates-ps-bloggers-internet-directo-socrates/1078316-4069.html">Blogconf pelo PS</a> e <a href="http://webismo.wordpress.com/2009/05/22/politica-2-0-discutida-pelo-psd/">Política 2.0: a comunicação política na Internet e redes sociais &#8211; PSD</a>;</p>
<p>- Embora hajam políticos e partidos com contas em <a href="http://diario2.com/tag/redes-sociais" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Redes sociais">redes sociais</a> como o <a href="http://diario2.com/tag/twitter" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with twitter">Twitter</a> (<a href="http://assembleia.twitica.net/">Twitica</a>), observando os sites dos principais ficamos a ideia que não fazem nenhum uso destas plataformas de comunicação. As melhores práticas estão em movimentos pequenos como o <a href="http://www.mep.pt/">MEP</a> e <a href="http://www.mudarportugal.pt/">MMS</a>, ou no portal para as <a href="http://diario2.com/tag/eleicoes" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with eleições">eleições</a> legislativas criado pelo <a href="http://www.psd.pt/">PSD</a> (<a href="http://www.politicadeverdade.com/">Politica de Verdade</a>). Acaba por não surpreender que os partidos pequenos vejam mais vantagens na aposta online, enquanto que os de maior projecção invistam menos nestas acções evitando assim o “ruído”;</p>
<p>- A maioria da <a href="http://diario2.com/tag/campanha" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with campanha">campanha</a> online parece ser realizada por jovens ou cidadãos independentes conotados com partidos na blogosfera, <a href="http://www.twitter.com/">Twitter</a> e outras redes sociais. Por exemplo, <a href="http://papamyzena.blogs.sapo.pt/">Papa MyZena</a> (<a href="http://www.psd.pt/">PSD</a>) e <a href="http://simplex.blogs.sapo.pt/">SIMplex</a> (<a href="http://www.ps.pt/">PS</a>) dizem-se desassociados de partidos mas fazem a apologia de programas de direita e esquerda e têm algumas pessoas com relações partidárias;</p>
<p>- Partilha áudio e vídeo é uma das recentes inovações nas recentes campanhas. O <a href="http://www.ps.pt/">PS</a> criou a <a href="http://www.socrates2009.pt/Menu/MovTV.aspx">MovTV</a>, o <a href="http://www.psd.pt/">PSD</a> e partidos mais pequenos usam canais <a href="http://www.youtube.com/">Youtube</a>. Em raras ocasiões utilizam o streaming vídeo em eventos que chegam a criar interacção com internautas;</p>
<p>- O <a href="http://www.ps.pt/">PS</a> tem o <a href="http://www.socrates2009.pt/PaginasEspeciais/Registo.aspx">MyMov</a>, plataforma semelhante a uma rede social onde os cidadãos podem, por exemplo, expor as suas ideias;</p>
<p>- Alguns partidos também têm acções de recolha de fundos nos sites.</p>
<p>A imprensa, a TV e rádio têm coberto o tema &#8220;Política 2.0&#8243; com algumas reportagens e mesmo debates. Uma boa iniciativa é o <a href="http://eleicoes2009.info/">Eleições 2009</a>, um blogue do jornal <a href="http://www.publico.pt/">Público</a> que junta bloggers de várias correntes políticas e que expressam as suas diferentes opiniões.</p>
<p>Para além do <a href="http://assembleia.twitica.net/">Twitica</a>, existe outro site interessante para os cidadãos. Através de um questionário, a <a href="http://www.bussolaeleitoral.pt/">Bússola Eleitoral</a> faz a previsão do partido político que mais se aproxima dos ideais da pessoa que responde ao mesmo.</p>
<p>Em conclusão: a &#8220;Politica 2.0&#8243; está num estágio primário em Portugal. Tecnicamente, existem inovações mas não se registam tendências ou comportamentos virais acompanhados por eleitores. Garantir o apoio e a confiança da população é um longo exercício que terá como primado as acções de poder. As redes sociais não garantem só por si a confiança que um candidato ou partido anseiam.</p>
<p><strong>Este post foi originalmente publicado no blog europeu do <a href="http://personaldemocracy.com/blog-entry/has-politics-20-arrived-portugal-0">Personal Democracy Foru (PDF)</a> , conferência mundial mais importante na área de Política e Tecnologia que se realiza anualmente em Nova Iorque.  A primeira edição da PDF Europe terá lugar em Barcelona dias 20 e 21 de Novembro.</strong></p>

	Tags: <a href="http://diario2.com/tag/politica" title="política" rel="tag">política</a>, <a href="http://diario2.com/tag/eleicoes" title="eleições" rel="tag">eleições</a><br /><br/>

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		<title>Sites, foruns, blogs, bússolas: os novos paradigmas da democracia electrónica</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 08:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pedro teichgraber</dc:creator>
				<category><![CDATA[notícias]]></category>
		<category><![CDATA[participação]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Já não basta aparecerem ou serem lembrados de 4 em 4 anos. Refiro-me aos blogs que permitem uma participação cívica para debater propostas eleitorais, ou sugerir novos temas para análise. Estas páginas pretendem sobretudo ajudar os eleitores a esclarecerem algumas dúvidas e ajudam a partilhar pontos de vista mais ou menos divergentes ou convergentes. Uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já não basta aparecerem ou serem lembrados de 4 em 4 anos. Refiro-me aos <em>blogs</em> que permitem uma <a href="http://diario2.com/tag/participacao" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with participação">participação</a> cívica para debater propostas eleitorais, ou sugerir novos temas para análise. Estas páginas pretendem sobretudo ajudar os eleitores a esclarecerem algumas dúvidas e ajudam a partilhar pontos de vista mais ou menos divergentes ou convergentes.<span id="more-1578"></span></p>
<p>Uma nota prévia: na minha óptica, o <a href="http://diario2.com/tag/twitter" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with twitter">Twitter</a> tem demonstrado ser o meio mais eficaz nesta matéria. Prova disso é o <a href="http://assembleia.twitica.net/">Twitica</a>. Reúne já os contributos no Twitter de mais de duzentos utilizadores, embora apenas 21,5% contribua para o debate. Curioso é o facto de nesta página uma sondagem sobre a maior vantagem da presença de um deputado no Twitter revelar que cerca de metade dos inquiridos realça que o Twitter permite dar a conhecer uma faceta mais humana dos deputados. O certo é que já são muitos os que beneficiam desta ligação directa com o eleitorado.</p>
<p>Do ponto de vista d’ “<a href="http://eleicoes2009.info/legislativas/a-politica-os-politicos-e-os-meios-sociais/">A política, os políticos e os meios sociais</a>” temos um artigo, bastante completo do <a href="http://twitter.com/sergiobastos">Sérgio Bastos</a> intitulado “<a title="Has Politics 2.0 arrived in Portugal?" href="http://personaldemocracy.com/blog-entry/has-politics-20-arrived-portugal-0">Has Politics 2.0 arrived in Portugal?</a>” (já publicado pelo TwitterPortugal Blog, <a href="http://twitterportugal.com/blog/a-politica-2-0-chegou-a-portugal/">aqui</a>).</p>
<p>Do ponto de vista do utilizador / eleitor existem vários <em>blogs</em>, ou <em>sites</em>, que pretendem trazer a debate propostas, anónimas, para a discussão eleitoral.</p>
<p>Para esclarecer o campo ideológico a que um internauta pertence, pode começar por responder a algumas questões na <a href="http://bussolaeleitoral.pt/">Bússula Eleitoral</a>. Uma aplicação de fácil utilização, que depois de utilizada permite perceber que por vezes se vota em políticos (pessoas) e não em políticas (medidas), e por mim falo, em função do resultado gráfico obtido.</p>
<p>Para quem procura propostas concretas, o <a href="http://www.euparticipo.org/legislativas2009/">Eu Participo – Legislativas 2009</a> permite propor e votar em propostas de políticas que poderão ou não vir a fazer parte da agenda eleitoral. <a href="http://www.euparticipo.org/legislativas2009/emprego">Emprego</a>, <a href="http://www.euparticipo.org/legislativas2009/educacao">Educação</a> e <a href="http://www.euparticipo.org/legislativas2009/justica">Justiça</a> têm sido os temas com mais destaque neste <em>site</em>.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-1603" title="politica2" src="http://diario2.com/uploads/politica2.jpg" alt="politica2" width="300" /> No <a href="http://www.politicasdofuturo.com/">Políticas do Futuro</a>, os criadores pretendem alargar o debate político que decorre via internet. Aqui são lançados diversos temas e assuntos com o objectivo de se obter uma resposta dos membros do Governo, do PS e de outros Partidos e Movimentos Políticos, para que sejam explicadas as políticas dos últimos quatro anos e as medidas propostas para o futuro do país.</p>
<p>Na mesma linha de princípio existe o <a href="http://liberopinion.pt/">Liberopinion</a>. &#8220;<em>Um interface entre os eleitores e candidatos para as próximas <a href="http://diario2.com/tag/eleicoes" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with eleições">eleições</a> autárquicas e legislativas que permite, por temas de governação colocar perguntas, sugerir, votar interesse entre muitas outras funcionalidades.</em>” A definição não poderia ser mais esclarecedora. Tem a facilidade de permitir o acesso directo via Twitter ou Facebook.</p>
<p>O Twitter deu origem a um projecto que também pretende acrescentar uma voz no esclarecimento das próximas eleições legislativas. Assim sendo, no <a href="http://brainstwitter2009.wordpress.com/">Brainstwitter2009</a> vão ser redigidas 10 recomendações para serem enviadas a políticos e a jornalistas presentes no Twitter. E esta é a plataforma preferencial para recolher os diversos contributos.</p>
<p>As propostas de programas de governo dos principais partidos que concorrem às próximas legislativas podem ser encontrados nas seguintes páginas: <a href="http://www.politicadeverdade.com/archive/doc/Compromisso_de_Verdade_-_Programa_Eleitoral_do_PSD_-_Legislativas_2009_0.pdf">PSD</a>, <a href="http://www.ps.pt/media/Programa_de_Governo_do_PS.pdf">PS</a>, <a href="http://www.cds.pt/rubricas/programaeleitoralCDS.pdf">CDS/PP</a>,  <a href="http://www.bloco.org/media/programabe.pdf">BE</a> e <a href="http://www.pcp.pt/dmfiles/programa-eleitoral-ar2009.pdf">CDU</a>.</p>
<p>Começam a surgir motivos e a acabar as desculpas para o cidadão comum e interessado não participar no debate político e eleitoral… porque o jogo também se faz nas novas plataformas, e o darwinismo electrónico vai, um dia, permitir que se decidam eleições através das campanhas na Internet. Os comícios começam cada vez mais a dar lugar aos “fóruns online”. Agora depende de cada um. Político ou eleitor… a participação está ao alcance de um interface digital.</p>

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		<title>Políticos e media sociais: o que vem pela frente?</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Sep 2009 18:30:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edney Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[análise]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[social media]]></category>

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		<description><![CDATA[Ano passado participei do encontro entre alguns blogueiros e o prefeito/candidato Kassab, curiosamente nesse dia 14/08 fará um ano que esse encontro aconteceu. Na verdade o relacionamento entre blogosfera e política é tão antigo no Brasil quanto a blogosfera em si, sempre foi um dos principais assuntos ao lado de entretenimento e tecnologia. Temos políticos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ano passado participei do encontro entre alguns blogueiros e o prefeito/candidato Kassab, curiosamente nesse dia 14/08 fará um ano que esse encontro aconteceu.</p>
<p>Na verdade o relacionamento entre blogosfera e <a href="http://diario2.com/tag/politica" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with política">política</a> é tão antigo no <a href="http://diario2.com/tag/brasil" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Brasil">Brasil</a> quanto a blogosfera em si, sempre foi um dos principais assuntos ao lado de entretenimento e tecnologia. Temos políticos que tinham blog antes dessa &#8220;moda&#8221; como é o caso da atual sub-prefeita <a href="http://gabinetesoninha.blogspot.com/">Soninha</a> e também casos de <a href="http://www.jornalistasdaweb.com.br/index.php?pag=displayConteudo&amp;idConteudo=1352">blogueiros processados por políticos</a>, a exemplo do que aconteceu com <a href="http://alcinea-cavalcante.blogspot.com/">Alcinéa Cavalcante</a> e <a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2007/09/mais_um_blogueiro_ameacado_por_politico.php">Leonardo Sakamoto</a>.</p>
<p><span id="more-1440"></span></p>
<p>Encontros desse tipo são um avanço nesse relacionamento. Acho extremamente positivo esse tipo de diálogo, mas, na época dei uma <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u433592.shtml">declaração a Folha de São Paulo</a> que resgato agora: &#8220;Ter a oportunidade de falar não significa nada se não tiver avanços&#8221;.</p>
<p>Será que tivemos avanços um ano depois?</p>
<p>• Apesar da então candidata a prefeitura de fortaleza <a href="http://raquelcamargo.com/blog/2008/09/tre-atira-contra-o-twitter-e-acerta-a-vitima-errada/">Luizianne Lins ter &#8220;censurado&#8221; o twitter no Brasil</a>, a ferramenta de microblogging tornou-se extremamente popular entre os políticos. O Estado de São Paulo mantém uma imensa <a href="http://blog.estadao.com.br/blog/link/?title=lista_dos_politicos_no_twitter">lista de políticos que estão usando o twitter</a>.</p>
<p>• O governador do RJ, Sérgio Cabral, determina a <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/02/05/brasil-blogues-ajudam-a-policia-a-protestar-e-se-mobilizar/">prisão do blogueiro</a> Melquisedec Nascimento, do blog <a href="http://militarlegal.blogspot.com/">Militar Legal</a>.</p>
<p>• A Câmarados Deputados lançou sua rede social, o <a href="http://www.edemocracia.camara.gov.br/publico/">e-democracia</a>, &#8220;um portal de interação e discussão virtual da sociedade com o objetivo de promover debates e o compartilhamento de conhecimento no processo de elaboração de políticas públicas e projetos de lei de interesse estratégico nacional&#8221;.</p>
<p>• O Ministério da Cultura lançou a <a href="http://www.culturadigital.br/">Cultura Digital</a> uma rede social para discussão das políticas públicas de cultura digital.</p>
<p>• Foram lançados portais como o <a href="http://vereadores.wikia.com/wiki/P%C3%A1gina_principal">Adote um Vereador</a> e o <a href="http://respeite.me/">Respeite.Me</a> para que a população possa acompanhar os agentes políticos.</p>
<p>• O governador de MG, <a href="http://www.interney.net/?p=9767582" target="_self">Aécio Neves, se encontrou com o vice-presidente mundial do Google, Vint Cerf, e com alguns blogueiros</a> no Palácio da Liberdade. Apesar do evento ter espaço para perguntas o governador saiu rapidamente após seu discurso, levando Vint Cerf e deixando as perguntas dos blogueiros para os secretários de governo que foram bastante atenciosos.</p>
<p>• <a href="http://twitter.com/AndreaMatarazzo">Andrea Matarazzo</a> começa a <a href="http://migre.me/3WhX">atender os munícipes de São Paulo</a> via <a href="http://diario2.com/tag/twitter" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with twitter">twitter</a>, <span style="text-decoration: line-through;">apesar da iniciativa ser muito bacana ainda não li alguém que se manifestou publicamente informando que o problema foi resolvido</span> <strong>update</strong> <a href="http://www.stiletto.blog.br/content/view/309/20/">Aqui tem dois exemplos</a> de <a href="http://twitter.com/Roberto_SP/statuses/3285470673">solicitações atendidas</a> através dessa iniciativa. Estranhamente a <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090704/not_imp397680,0.php">Prefeitura de São Paulo bloqueou o Twitter para servidores</a>.</p>
<p>• O blogueiro <a href="http://cassionl.blogspot.com/2009/07/processo-contra-este-blog.html">Cássio Augusto</a> é processado pela Administração Pública de Nova Londrina, PR.</p>
<p>Fazendo um balanço, fica claro que, apesar de diversas iniciativas visando a aproximação da população com a esfera política, ainda é cedo para dizer que temos algum tipo de proximidade ou percebemos alguma melhora clara. Tudo que temos são indícios de boas intenções que na prática parecem mais <a href="http://diario2.com/tag/campanha" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with campanha">campanha</a> eleitoral antecipada do que algo de efetivamente produtivo para o cidadão brasileiro.</p>
<p>O que cobrei em ambos os eventos que participei, com Kassab e Aécio Neves, ainda está longe de acontecer: não bastam iniciativas isoladas para ouvir a população, é preciso começar a priorizar, dar satisfações e entregar resultados. Tudo isso acompanhado de uma comunicação contínua e bilateral.</p>
<p>O exemplo mais próximo desse diálogo que tenho conhecimento são dos blogs de sub-prefeituras aqui em São Paulo como o da <a href="http://gabinetesoninha.blogspot.com/">Lapa (administrada por Soninha)</a> e o da <a href="http://subdavilamariana.wordpress.com/">Vila Mariana</a> (este último infelizmente está parado desde outubro/2008 quando Fábio Lepique deixou o cargo). Se você conhecer outros exemplos me avise.</p>
<p>Espero que a <a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/06/26/nova-lei-eleitoral-permite-blogs-e-redes-sociais-mas-restringe-publicidade/">nova lei eleitoral</a>, apesar dos <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090719/not_imp404976,0.php">problemas já levantados</a>, passe pelo Senado e providencie algum tipo de avanço. Permitir que os candidatos usem <a href="http://diario2.com/tag/redes-sociais" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Redes sociais">redes sociais</a> durante a campanha cria mecanismos para documentarmos e fiscalizarmos suas promessas mais facilmente. Quem sabe eles começam a gostar da coisa e continuam usando depois de eleitos? <img src="http://www.interney.net/smilies/icon_smile.gif" alt=": ) " /></p>
<p>Ainda quero acreditar que podemos mudar alguma coisa no país, a internet está aí para facilitar, só falta entendermos a diferença entre uma <a href="http://olhometro.com/2009/06/30/forasarney-e-a-revolucao-com-a-bunda-no-sofa/">revolução de verdade e ficar com a bunda no sofá</a>.</p>
<p>(Publicado primeiramente <a href="http://www.interney.net/?p=9768580">aqui</a>)</p>

	Tags: <a href="http://diario2.com/tag/politica" title="política" rel="tag">política</a>, <a href="http://diario2.com/tag/brasil" title="Brasil" rel="tag">Brasil</a>, <a href="http://diario2.com/tag/social-media" title="social media" rel="tag">social media</a><br /><br/>

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		<title>O Twitter, os políticos e as eleições</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Aug 2009 15:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Simão</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
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		<description><![CDATA[A popularidade que o Twitter conquistou atrai um conjunto de pessoas com intenções marcadamente diferentes. Aqueles que apenas vêm ver e não ficam muito tempo, os que partilham a sua vida com os seguidores e criam verdadeiros grupos, comunidades e mesmo amizades. Temos ainda os mais descomprometidos ou os que o usam apenas como mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A popularidade que o <a href="http://diario2.com/tag/twitter" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with twitter">Twitter</a> conquistou atrai um conjunto de pessoas com intenções marcadamente diferentes. Aqueles que apenas vêm ver e não ficam muito tempo, os que partilham a sua vida com os seguidores e criam verdadeiros grupos, comunidades e mesmo amizades. Temos ainda os mais descomprometidos ou os que o usam apenas como mais um meio para difundirem feeds de outras plataformas e os completamente interessados que vêm para a comunidade apenas com um objectivo. (não referi todos os perfis de utilizadores mas a intenção também não passa por aí).</p>
<p style="text-align: justify;">Dois grandes grupos de utilizadores desta plataforma são os jornalistas e, mais recentemente, os políticos. Enquanto que os primeiros viram na plataforma uma fonte de informação e foram ficando cativados pela possibilidade de uma catarse de opiniões reprimidas e de comunicação entre seguidores; os segundos chegam ao Twitter com um objectivo bem definido: “politicar”.<span id="more-1311"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Por “politicar” aqui refiro-me a toda a actividade de defesa e de divulgação de ideias e politicas de trocas de argumentos e de opiniões. Com o aproximar de duas importantes <a href="http://diario2.com/tag/eleicoes" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with eleições">eleições</a> são cada vez mais o número de políticos militantes que chegam à plataforma. Para além de políticos em nome individual temos ainda perfis de partidos e de campanhas. A utilização que estes fazem da plataforma nem sempre é mais adequada levando a que os seus objectivos de “angariar seguidores para a causa”, vulgo, votos funcionem de modo inverso. As comunidades virtuais gozam do estatuto de “inteligência colectiva” e por várias vezes já mostraram que não gostam que outsiders as tentem manipular. Por isso aqui ficam algumas sugestões para políticos e uma boa utilização do twitter.</p>
<p style="text-align: justify;">O twitter NÃO é um megafone de <a href="http://diario2.com/tag/campanha" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with campanha">campanha</a>, isto é, não se limitem a usar o twitter para divulgar as mensagens formatadas para uma <a href="http://diario2.com/tag/campanha" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with campanha">campanha</a> politica nos meios tradicionais. O grande erro dos perfis criados para campanhas e candidatos tem sido o limitar-se a difundir informação da <a href="http://diario2.com/tag/campanha" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with campanha">campanha</a> pré-formatada para campanhas de rua. Ataques gratuitos e “politica de chinelo” também não são bem tolerados pela comunidade que rapidamente os poderá criticar, repudiar e divulgar para uma rede bem mais vasta que a da mensagem inicial.</p>
<p style="text-align: justify;">O twitter também NÃO é um púlpito onde podem subir e falar para uma multidão e influencia-la. Muito pelo contrário qualquer tentativa de impor uma ideia e “verdade” será considerada um insulto à inteligência da rede e rapidamente terá o efeito contrário ao pretendido. Mas a questão da utilização como púlpito ganha contorno mais preocupantes quando juntarmos o autismo dos políticos, isto é, a ideia de estar na plataforma apenas para falar e não para ouvir.</p>
<p style="text-align: justify;">As grandes críticas a alguns perfis referem-se ao facto de não seguirem ninguém e apenas procurarem divulgar informação. Ou quando seguem não haver qualquer tipo de resposta quando interpelados por alguém. A rede exige interactividade e proximidade. Não chega dizer-se próximo dos cidadão por estar no twitter é preciso efectivamente estar, escutar e responder. Isto leva-nos à grande vantagem da plataforma para os políticos e para os assessores e publicitários de campanha. Falo da capacidade quase instantânea de ter um feedback a uma ideia ou a uma <a href="http://diario2.com/tag/politica" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with política">política</a>. Observar e aprender, deve ser deve ser uma regra que poderá trazer muito bons resultados em reajustes a ideias e sobretudo a mensagens. Ser seguido e seguir é outra regra importante para uma boa utilização desta comunidade. Os utilizadores quando seguem alguém esperam reciprocidade, esperam interactividade, ser incluídos no grupo, na comunidade e ter efectivamente uma voz, uma ideia e uma opinião. Dar para receber, é ainda outra ideia a reter. Não usar a plataforma apenas como um canal político mas mostrar também o lado pessoal, não o intimo mas mostrar a humanidade por detrás da capa <a href="http://diario2.com/tag/politica" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with política">política</a>. Partilhar gostos musicais, literários, culturais e gastronómicos dá mais autenticidade à utilização da plataforma, dá uma maior inclusão na comunidade e dá uma maior humanidade ao lado político.</p>
<p style="text-align: justify;">Chegar ao twitter, recolher seguidores, começar a passar mensagens politicas pré-formatadas, não responder, não seguir, não interagir, tentar impor ideias, não observar a comunidade e responder de acordo, são tudo más politicas que um politico poderá ter nesta plataforma.</p>
<h6 style="text-align: right;">Cross-post com: <a href="http://www.comunicamos.org/web/twitter/o-twiter-os-politicos-e-as-eleicoes" target="_blank">COMUNICAMOS</a></h6>

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		<title>A enxurrada (a propósito da demissão de Pinho)</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 11:42:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Campilho</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel Pinho]]></category>
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		<description><![CDATA[Manuel Pinho apontou um par de cornos ao deputado do PCP Bernardino Soares durante o debate do Estado da Nação. Um gesto que há cem anos, no último Parlamento monárquico ou no primeiro republicano, passaria despercebido a três quartos dos presentes. Um gesto que há cinquenta anos, na Assembleia Nacional salazarista, seria impensável, e que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://diario2.com/tag/manuel-pinho" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Manuel Pinho">Manuel Pinho</a> apontou um par de cornos ao deputado do PCP Bernardino Soares durante o debate do Estado da Nação.<br />
Um gesto que há cem anos, no último Parlamento monárquico ou no primeiro republicano, passaria despercebido a três quartos dos presentes.<span id="more-1143"></span><br />
Um gesto que há cinquenta anos, na Assembleia Nacional salazarista, seria impensável, e que a acontecer seria sempre abafado pela censura.<br />
Um gesto que há vinte anos não apareceria na televisão estatizada, ficando remetido para os jornais do dia seguinte como mais um episódio do debate parlamentar.<br />
Um gesto que há dez anos teria feito as delícias dos noticiários de todos os canais, forçando o Governo a emitir um comunicado e levando a uma cadeia de reacções que talvez originasse uma demissão nas 24 horas seguintes.<br />
Um gesto que há dois anos teria sido notado e comentado por blogs ainda durante o debate, chegando já amplificado aos noticiários e aos programas de comentário político, que forçariam a uma reunião de emergência para decidir a demissão nessa mesma noite ou na manhã seguinte.<br />
Um gesto que esta semana foi publicado em vídeo e fotografia em poucos minutos na Internet. Que foi <a href="http://search.twitter.com/search?q=%23deb15+pinho" target="_blank">comentado em directo no twitter por centenas de cidadãos,</a> em diálogo com os deputados na Assembleia. Que foi quase instantaneamente reconhecido por todos os agentes políticos como um ultraje intolerável à democracia e ao Parlamento. Um gesto que tornou a demissão imediata do ministro inevitável – porque a irrupção não-filtrada da opinião dos cidadãos comuns a isso obrigou.<br />
Os <em>mass media</em> são ainda os principais fornecedores de informação, mas já não controlam a expressão da opinião pública. Esta mudança tornou o debate político mais participado e transparente. Mas também mais imediatista e mais  feroz. Apesar de haver muitos deputados no <a href="http://diario2.com/tag/twitter" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with twitter">twitter</a>, os políticos portugueses ainda não apreenderam as implicações desta comunicação desintermediada. É urgente que aprendam a lidar com o “admirável mundo novo” que aí está. Se não querem ser levados na enxurrada que colheu Manuel Pinho.</p>

	Tags: <a href="http://diario2.com/tag/manuel-pinho" title="Manuel Pinho" rel="tag">Manuel Pinho</a>, <a href="http://diario2.com/tag/politica" title="política" rel="tag">política</a><br /><br/>

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