Já não basta aparecerem ou serem lembrados de 4 em 4 anos. Refiro-me aos blogs que permitem uma participação cívica para debater propostas eleitorais, ou sugerir novos temas para análise. Estas páginas pretendem sobretudo ajudar os eleitores a esclarecerem algumas dúvidas e ajudam a partilhar pontos de vista mais ou menos divergentes ou convergentes.
Uma nota prévia: na minha óptica, o Twitter tem demonstrado ser o meio mais eficaz nesta matéria. Prova disso é o Twitica. Reúne já os contributos no Twitter de mais de duzentos utilizadores, embora apenas 21,5% contribua para o debate. Curioso é o facto de nesta página uma sondagem sobre a maior vantagem da presença de um deputado no Twitter revelar que cerca de metade dos inquiridos realça que o Twitter permite dar a conhecer uma faceta mais humana dos deputados. O certo é que já são muitos os que beneficiam desta ligação directa com o eleitorado.
Do ponto de vista d’ “A política, os políticos e os meios sociais” temos um artigo, bastante completo do Sérgio Bastos intitulado “Has Politics 2.0 arrived in Portugal?” (já publicado pelo TwitterPortugal Blog, aqui).
Do ponto de vista do utilizador / eleitor existem vários blogs, ou sites, que pretendem trazer a debate propostas, anónimas, para a discussão eleitoral.
Para esclarecer o campo ideológico a que um internauta pertence, pode começar por responder a algumas questões na Bússula Eleitoral. Uma aplicação de fácil utilização, que depois de utilizada permite perceber que por vezes se vota em políticos (pessoas) e não em políticas (medidas), e por mim falo, em função do resultado gráfico obtido.
Para quem procura propostas concretas, o Eu Participo – Legislativas 2009 permite propor e votar em propostas de políticas que poderão ou não vir a fazer parte da agenda eleitoral. Emprego, Educação e Justiça têm sido os temas com mais destaque neste site.
No Políticas do Futuro, os criadores pretendem alargar o debate político que decorre via internet. Aqui são lançados diversos temas e assuntos com o objectivo de se obter uma resposta dos membros do Governo, do PS e de outros Partidos e Movimentos Políticos, para que sejam explicadas as políticas dos últimos quatro anos e as medidas propostas para o futuro do país.
Na mesma linha de princípio existe o Liberopinion. “Um interface entre os eleitores e candidatos para as próximas eleições autárquicas e legislativas que permite, por temas de governação colocar perguntas, sugerir, votar interesse entre muitas outras funcionalidades.” A definição não poderia ser mais esclarecedora. Tem a facilidade de permitir o acesso directo via Twitter ou Facebook.
O Twitter deu origem a um projecto que também pretende acrescentar uma voz no esclarecimento das próximas eleições legislativas. Assim sendo, no Brainstwitter2009 vão ser redigidas 10 recomendações para serem enviadas a políticos e a jornalistas presentes no Twitter. E esta é a plataforma preferencial para recolher os diversos contributos.
As propostas de programas de governo dos principais partidos que concorrem às próximas legislativas podem ser encontrados nas seguintes páginas: PSD, PS, CDS/PP, BE e CDU.
Começam a surgir motivos e a acabar as desculpas para o cidadão comum e interessado não participar no debate político e eleitoral… porque o jogo também se faz nas novas plataformas, e o darwinismo electrónico vai, um dia, permitir que se decidam eleições através das campanhas na Internet. Os comícios começam cada vez mais a dar lugar aos “fóruns online”. Agora depende de cada um. Político ou eleitor… a participação está ao alcance de um interface digital.
Tags: política, participação







