
É indiscutível afirmar que o iPad, da Apple, domina actualmente o mercado de tablets. No entanto, a Samsung tenta mudar essa tendência. Pondo de parte as guerras judiciais entre as duas gigantes tecnológicas, olhamos para a nova aposta de mercado da sul-coreana: o Samsung Galaxy Tab 10.1.
Este novo tablet pretende conquistar uma significativa quota de mercado aos utilizadores insatisfeitos do iPad e a potenciais novos clientes, que não ficaram convencidos com o produto de Cupertino.
Principais Características:
Processador: NVIDIA Tegra 2 Dual-core (1 GHz)
Memória Física: 16/32/64 Gb
Memória RAM: 1 GB
Dimensão: 10,1 polegas
Resolução: 1280×800 pixels
Câmara:
Traseira: 3.0 Megapixel 2048×1536 (com Autofocus e Flash LED)
Frontal: 2.0 Megapixel
Sistema Operativo: Android OS 3.1 (Honeycomb)
Autonomia: 9 horas (estimadas)
Dimensões: 256,7 x 175,3 x 8,6 mm
Peso: 565 g
Em termos de hardware, com um design leve e simples, o GalaxyTab destaca-se do seu principal concorrente no seu peso, contando com apenas um terço do peso, face à última versão do iPad. Também no que toca ao som, este novo tablet apresenta um sistema de duas colunas laterais, potencializando a experiência do utilizador.
A primeira utilização revela-se verdadeiramente simples e prática, sendo apenas necessário configurar a data/hora e o acesso à rede Google (opcional). Com um leve vibrar sempre que se toca numa tecla, opção também configurável através das definições, o teclado virtual deste tablet é bastante intuitivo e de fácil adaptação.
Desenhado para acompanhar em tempo real a nossa localização, o sistema operativo Android adapta-se ao nosso local, ajustando simples e discretas definições, como o tempo (através da aplicação de meteorologia) ou horas.
O sistema operativo foi desenhado para replicar o máximo de informação no “ambiente de trabalho”, apesar de numa forma estruturada e organizada. Desde aplicações nativas da Google, como o e-mail, calendário, tempo, notícias e favoritos da web, a milhares de novas apps no Android Market, o tablet está configurado para tornar a sua utilização mais social e interactiva com o utilizador e os seus contactos.
Apesar dos grandes progressos da Google, este sistema operativo ainda demonstra uma ligeira falta de fluidez nos seus movimentos, tanto entre apps como no próprio ambiente principal, em mudanças rápidas de páginas e/ou informações. Ponto negativo: a inovadora funcionalidade “Falar Agora”, um sistema de comandos por voz, não se encontra disponível em Português de Portugal, induzindo em erro, por diversas vezes, o sistema.
A experiência de browsing não desilude. Com uma intuitiva e fácil utilização, navegar na internet é uma experiência bastante agradável. A favor deste produto, existe um grande marco: este tablet suporta Adobe Flash, ainda bastante utilizado no mundo virtual. A solução de pinch & zoom funciona de forma correcta e brilhante, ajustando quase de imediato a página ao tamanho desejado para uma correcta visualização.
A opção de tabbing neste browser também torna a navegação mais similar à de um computador, tornando-se mais fácil para qualquer utilizador alternar entre páginas e manusear os conteúdos abertos.
A Samsung privilegiou uma experiência mais virtual, eliminando alguns botões, transformando-os em ícones permanentes no canto inferior esquerdo tablet, similares ao botão “Home” da Apple.
Contando já com vários milhares de aplicações, o Honeycomb vem com algumas apps nativas de grande qualidade, tais como o utilizador de e-mail, calendário, um sistema virtual de música e um explorador de ficheiros, similar ao do Windows.
Pontos Positivos:
- Resolução das Câmaras;
- Interactividade com a Internet e aplicações Google
- Suporte para conteúdos Adobe Flash
- Aparência & Design
- Autonomia
Pontos Negativos:
- Sem saída HDMI ou outros dispositivos
- Reflexos no visor
- Relação Qualidade/Utilização/Preço








