As “baixo custo” são das companhias aéreas que mais emoções despertam. Paixão e clubismo de um lado, ódio e raiva de outro.
A Ryanair, com 65 milhões de passageiros transportados em 2009, suscita todo o tipo de sentimentos no Facebook. Sem oficializar a presença em qualquer extensão da Web Social, mobiliza milhares de pessoas em páginas e, sobretudo, grupos.
Depois das bases criadas em Porto e Faro os holofotes da Ryanair apontam para Lisboa, destino sem operações da companhia. No Facebook o “prós e contras” já começou com a criação dos grupos We Want Ryanair in Lisbon e do We Don’t Want Ryanair in Lisbon. O primeiro tem mais de 10 mil participantes e o segundo menos de 50.

Outros campos de batalha estão abertos em toda a linha do Facebook, mas de forma isolada. Os conhecidos sites de ódio da Ryanair têm equivalentes na rede social mais conhecida do mundo ocidental: We hate RYANAIR, RyanAir boycott, Odio Ryanair, etc. Outros mostram simpatia pela companhia: Forza RyanAir, Ryanair Fanclub, Fans de los billetes de Ryanair a 1euro ó 1 centimo.
Entre os mais concorridos, estão os grupos de pedidos à Ryanair para a criação de ligações a determinados destinos, como comprovam Lisboa, Istanbul e Badajoz. Outras pressões, como a realizada por italianos pela companhia aérea “contra” a ENAC, instância aeroportuária do país.
A publicidade da Ryanair tem residido no anúncio de causas que parecem excêntricas como, por exemplo, a criação de uma taxa de utilização de WC. As emoções que geram geram burburinho negativo em sites, blogues, livros e redes sociais. A companhia agradece. Daniel de Carvalho, director de comunicação da empresa, afirmava recentemente, “com 5 milhões de euros transportamos 66 milhões de passageiros, enquanto o nosso competidor mais próximo transporta 8 milhões de passageiros gastando 10 vezes mais do que nós em marketing”.
[Este artigo foi publicado em simultâneo no LowCost Portugal]
















