Redes sociais não são um Oasis


Sergio BastosSergio Bastos 3 Setembro 09 10:00

O Facebook e outras redes sociais são cada vez mais apontados como a causa de atritos em relações e a justificação de divórcios em tribunal. “Comentários insultuosos, fotografias comprometedoras, estado de solteiro, quando na verdade está casado” são factos utilizados para provar a incompatibilidade de um casal, segundo afirmou o advogado Guy Herniaux ao periódico La Libre Belgique. A Time exemplifica um dos casos no artigo Facebook and Divorce: Airing the Dirty Laundry.

Além de divórcios, nos últimos meses também se tornaram público vários “acidentes” de despedimento por conduta imprópria. Partilhar com o “social” os mais tenros pensamentos pode ser desagradável, especialmente se o empregador consegue aceder aos seus comentários.

Por falar de incompatibilidades, há mais uma tempestade no “Oasis”. A relação entre os Liam e Noel Gallagher, respectivos vocalista e guitarrista da banda inglesa Oasis, nunca foi famosa e terá culminado com a saída deste a 28 de Agosto.

Ultimamente as conversas entre os irmãos restringiam-se ao necessário: em palco e por via indirecta no Twitter. Foi nesta rede social que Liam Gallagher disparou farpas em direcção a Noel, um dos motivos que extremaram a relação profissional e pessoal.



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Data
3 Setembro 09 10:00

Autor
Sergio Bastos
Sergio Bastos
é Consultor de Comunicação em Social Media. Blogger desde 2003, é autor do LowCostPortugal (turismo), eBookPortugal (leitura e tecnologia) e colabora no Do Vinil ao Digital (música), blogue do Expresso. Outras participações são inseridas no Ipsis Verbis, site pessoal.
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1 a “Redes sociais não são um Oasis”


  1. n u n o
    n u n o diz:

    o nosso espaço público (ou melhor, o espaço público em que intervimos) amplia-se, com as redes sociais. se é verdade que somos responsáveis por tudo o que publicamos na internet, também é verdade que o estamos a fazer num espaço pessoal. o que complica tudo é que esse espaço pessoal é público e pode ser lido por toda a gente (ou, em alguns casos, por quem convidamos).

    se eu, em casa (completamente fora do expediente), no meu próprio computador, escrever num blogue que a empresa onde trabalho é pouco competitiva, que o chefe é chato, que sou mal pago ou outro tipo de opinião ou relato, a empresa pode tirar consequências legais dos meus comentários? mesmo se eu não divulgar nenhum dado sobre a empresa, não a identificando?

    ao contrário de um comentário que eu faça na rua, no café ou numa conversa de amigos, os comentários no Facebook, no Twitter ou num blogue ficam registados. talvez seja isso que tanto aflige as empresas. é que os meus comentários podem aparecer numa pesquisa no google, podem ser linkados vezes sem conta. é como ter um cartaz ou um grafitti (mais ou menos) eternos, consultáveis por qualquer pessoa do mundo, em qualquer computador com internet. e as empresas não gostam de cartazes que digam coisas antipáticas sobre o seu funcionamento, filosofia ou hábitos. ninguém gosta.


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