A partilha e troca de informações, fotografias, artigos, etc. é das principais vantagens das redes sociais. Podemos saber o que é interessante, belo, polémico, curioso e muito mais, na visão de todos os nossos contactos adicionados nas redes sociais. É natural, portanto, que a propriedade privada seja descartada do mundo online. Por isto mesmo, aparecem os “piratas” e as brigas sobre direitos de autor, acusações de plágio e muitos processos legais são recorrentes desde que a internet tranformou-se em um ambiente de conteúdos gerados pelo utilizador.

Foto de Uncommon Depth sob licença creative commons Attribution 2.0 Generic
Ao mesmo tempo é natural do ser humano a necessidade de possuir algo. É natural o instinto de propriedade privada, sim somos egoístas por natureza! Senão seriamos símios a viver em sociedade, e mesmo os símios tem alguma noção instintiva de propriedade. Por isto não estranho o estudo divulgado, recentemente, pela Creative Commons* no seu blog.
O estudo mostra que a maioria dos utilizadores (33%) registados no Flickr (rede social de partilha de fotografias) mantém os seus ficheiros sob a licença mais restritiva de todas: a CC -(Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.0 Genérica) e que apenas 12% dos utilizadores permitem copiar, distribuir, exibir e executar a obra além de também permitirem a criação de obras derivadas (Atribuição 3.0 Unported).
Entendo tal diferença nos números. Eu utilizo duas contas no Flickr e lá coloco as minhas fotos pessoais, além de fotos de paisagens e lugares. Todas as fotos pessoais e particulares estão sob a licença mais restritiva além de estarem disponíveis apenas para aqueles registados como amigos ou familiares. Já as fotos de lugares e paisagens vou altera-las para uma licença de partilha. Não estavam até hoje, porque nunca tinha-me preocupado com isto :-0
A última observação importante é que o mesmo estudo aponta a diminuição de novos registos de fotografias com licença restritiva no Flickr: houve uma desaceleração de 13% em Abril de 2006, para 4% em Novembro de 2008.
*CreativeCommons – As Licenças Creative Commons situam-se entre os direitos de autor (todos os direitos reservados) e o domínio público (nenhum direito reservado). Têm âmbito mundial, são perpétuas e gratuitas. Através das Licenças Creative Commons, o autor de uma obra define as condições sob as quais essa obra é partilhada, de forma proactiva e construtiva, com terceiros, sendo que todas as licenças requerem que seja dado crédito ao autor da obra, da forma por ele especificada.
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