Pagar ou não pagar?


Flávia PaluelloFlávia Paluello 31 Março 09 10:30

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Na semana passada a versão digital do New York Times publicou um artigo muito interessante em que analisa a necessidade das celebridades contratarem equipas de “profissionais do Twitter”, para actualizar suas contas. Ao mesmo tempo teve muita repercussão a reportagem publicada, online, no site do Wall Street Journal sobre a contratação de um “twitter” brasileiro, Marcelo Tas, pela Telefónica para fazer publicidade ao novo serviço oferecido pela empresa no Brasil.

No artigo do New York Times o autor defende que instituições, empresas e marcas podem e devem utilizar-se de equipas de “profissionais do Twitter” para actualizar as mensagens, até por saberem e conhecerem melhor como funciona a comunicação institucional. Eu completaria ainda com a utilização sim, não sem antes terem o cuidado de conhecer e saber utilizar correctamente a nova ferramenta. Ou seja, o importante é não cair no erro de fazer spam, não se pode simplesmente fazer publicidade, tem-se de transmitir mensagens que são do interesse dos seguidores e ainda agreguem algum valor à discussão da comunidade.

Mas as celebridades contratarem profissionais para fazer a actualização, como diz o artigo, não faz sentido pelo simples motivo de que não é transparente e nem honesto. Quando escolhemos alguém para seguir no Twitter queremos saber o que a pessoa pensa, quais as ideias que defendem, quais os sites de que mais gosta, e o que acha interessante. É este o objectivo das redes sociais e de toda a partilha que o conteúdo gerado pelo utilizador nos pode proporcionar.

Acompanho a Presidência da República e a RTPN, dois dos exemplos de contas do twitter “alimentadas” por equipas de profissionais. O primeiro conta com profissionais de comunicação que enviam links para press releases sobre os acontecimentos importantes protagonizados pelo Presidente da República. O segundo é “alimentado” pela equipa de jornalistas que faz e apresenta o “À noite as notícias” e são assinados por quem manda a mensagem do Twitter – João Adelino Faria, Carlos Daniel, Alexandre Brito ou Daniel Catalão.

O envio de mensagens não incomoda e pode até revelar-se muito útil nestes dois casos. Já para as celebridades acompanho, entre outros, Ana Bacalhau (vocalista dos Deolinda) e David Fonseca dois músicos que actualizam pessoalmente as respectivas contas de Twitter. O mesmo vale para Nuno Markl, utilizador do Twitter com mais seguidores no pais (segundo dados do Twitter Portugal). Acho que não faz sentido que contratarem equipas para actualizar as mensagens, soa a falso e não é tão transparente simplesmente porque o objectivo do Twitter é a interacção entre os participantes de modo muito mais directo que em qualquer outra rede social.

Mas este é um tema que não fica por aqui, há muito ainda para ser discutido e aprendido em relação a como gerir e actualizar contas com potencial “comercial” enquanto o Twitter ainda não decide qual vai ser o seu plano de negócios. Por enquanto ficamos com a discussão do Pagar ou não pagar?



Partilha
Twitter            

Data
31 Março 09 10:30

Autor
Flávia Paluello
Flávia Paluello
é licenciada em comunicação social desde 2001 e tem experiência profissional na área das relações públicas e assessoria de imprensa. Interessa-se por blogs e novas tecnologias desde de 2000, quando começou a primeira publicação, ainda na universidade. Actualmente mantém o Noticiare, um blog sobre Comunicação, Relações Públicas, Social Media, Twitter, Redes Sociais, Web 2.0, entre outros. Além disso colabora com a Lift Consulting
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8 a “Pagar ou não pagar?”


  1. Jose Eduardo
    Jose Eduardo diz:

    A ser assim voltamos a ter mais uma ferramenta que perde a sua utilidade inicial e o seu principal objectivo. As relações sociais baseiam-se realmente na confiança que se deposita em A ou B e não num “alter ego pago” que apesar dos bons conhecimentos nunca será o original. Resultado? Deixo de confiar e consequentemente deixo de seguir, pois o que era informação passa a ser apenas ruído.

  2. Frank
    Frank diz:

    Quando aderi ao TW fi-lo precisamente por saber pelos média que o Presidente tinha aderido a isto. E foi essa curiosidade que me trouxe aqui. @Presidencia foi naturalmente, o meu primeiro ou segundo following. Escusado será dizer que um mês depois fiz unfollow quando percebi que afinal, palavras escritas pelo próprio Cavaco nunca as iria ler no TW. (não é que isso me interessasse de facto)

  3. alexandre antunes

    Diria que a diferença está entre distinguir o individuo e a entidade.
    No caso das entidades referidas devem ser profissionais a gerir a conta de twitter.
    A RTPN consegue, sem dúvida, um excelente equilibrio. Os jornalistas que estão por detrás da conta não deixam de representar a instituição, no entanto, humanizam a entidade (RTPN)

    No meu caso, sempre tive alguma dificuldade em criar o dinanismo desejado com a conta do @carnepracanhao, isto porque era utilizada tanto para extender o universo ficcional, como para promover a série. Talvez por isso, ou inexperiencia, não consegui tanto envolvimento com os outros utilizadores como gostaria.

    Em relação aos twitts pagos do Marcelo Tas, que geraram tanta discussão, não censuro. É assumido, não está a enganar ninguém. E tendo ele já bastante exposição publica, porque não? A Juliana Paes foi capa de playboy? o princípio é o mesmo (aproximadamente)

  4. Flávia Paluello

    @Jose Eduardo e @Frank – O @alexandre antunes mostrou muito bem a diferença entre os dois “tipos” de utilizadores de Twitter e como funcionam. As instituições devem ser representadas por equipas – Se o Presidente quisesse mesmo ser lido e comentado, fazia como os deputados que “Twittam” em nome próprio e assumem as mensagens. A Presidência, como o nome diz, vai mesmo só divulgar de forma institucional os principais feitos do representante do país. :-)

  5. Francisco conceicao
    Francisco conceicao diz:

    Concordo que haja “vedetas”que não tenham tempo para Tuítar ou, talvez, imaginação. Nesse caso não se devem registar sob pena de rápidamente terem mais “unfollow” do que followers. Quanto a mim, quando suspeitar que estou a tuítar para o boneco faço “block” de seguida, que cá o menino só faz replay a quem, de facto, merece.

    Um grande abraço, solidário, ao António Feio.

  6. riotxedge
    riotxedge diz:

    Por mim é não pagar! Falo por mim, mas não podemos esquecer as dezenas de milhões de dolares que já foram investidos no Twitter sem retorno! Eu tenho uma empresa e imagino-me a fazer isso, dava em maluco enquanto não começasse a cobrar. Não sei como (mas há por ai muita cabecinha para pensar no assunto), mas vai ter que haver o normal grátis e a versão “pro” com mais ferramentas (que o justifique). Vamos ver no que dá.

  7. caroline
    caroline diz:

    gente oque é twister eu não sei podem me esplicar por favor

  8. Flávia Paluello

    @caroline Twitter é uma ferramenta de comunicação online. Podes encontrar mais informações aqui http://twitterportugal.com



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