Como muita gente sabe, grande parte do Brasil passou praticamente toda a noite de 10/11 sem energia elétrica. Um colapso se estabeleceu na telefonia e sistemas de transmissão.
As maiores emissoras de TV do país reexibiram programas gravados através de suas afiliadas, em estados onde o problema não chegou. Nos outros estados, somente alguns sistemas de telefonia móvel não foram afetados. Ou seja, os navegantes dos 10 estados atingidos pelo blecaute que possuíam um modem 3G na ocasião, estavam a salvo do apagão.
Diante de tal situação, qual ferramenta obteve destaque e funcionalidade? O Twitter, claro.
Foi justamente através da rede que se estabeleceram conexões entre diferentes cidades, e as primeiras notícias sobre a dimensão do problema foram observadas. Interação constante e em tempo real.
Um exemplo a ser citado é do Carlos Cardoso (@Cardoso), que replicava avisos dos seus milhares de seguidores, informando pessoas que sequer tinham idéia da causa da escuridão e suas proporções. Informava também internautas que não foram afetados, mas não sabiam o que acontecia no país. Tal interatividade não aconteceu em 1999, quando diante de outra ausência de energia elétrica, muitos brasileiros somente conseguiram informações através de emissoras de rádio.
Apesar dos apagões menores ocorridos depois do dia 10, não se sabe quando um incidente em escala semelhante pode acontecer novamente. Mas hoje pode-se observar claramente o poder de alcance de uma rede como o Twitter, e como tal ferramenta de comunicação social é de grande valia.
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