A especulação em torno da compra do Twitter está para durar. Desde o segundo semestre de 2008 que os rumores sobre uma possível venda têm vindo a aumentar. Já se falou no Facebook, na Google, na Microsoft e, claramente, só faltava a Apple juntar-se aos supostos candidatos.
Alguns artigos, lançados por sites como o TechCrunch e o Marketing Week, afirmam que a empresa de Steve Jobs planeia anunciar a compra do serviço de micro-publicação mais famoso do momento no Worldwide Developers Conference, em Junho. É ainda dito que o valor pode atingir facilmente os $700 milhões.
Será que este é mais um daqueles episódios destinados ao esquecimento? Kara Swisher acha que é provável. O próprio Evan Williams já alertou há tempos que o Twitter não está à venda por nenhum preço.
Por outro lado, há poucos dias atrás, a Apple lançou no seu site de perfis empresariais uma página (com umas pitadas de elogio) dedicada ao uso de produtos da marca da maçã pelo Twitter. Acrescente-se ainda a popularidade que atingiram as aplicações de interacção com o serviço para iPhone e o potencial que isto representará no apetecível mercado móvel para a Apple é fácil de antever. Lembramos que a possibilidade de utilizar o serviço com um telemóvel foi, desde o início, o maior factor de sucesso no Twitter. A entrada em força da Apple no mercado dos motores de busca (real-time search) também não é de colocar de lado, mas sobre isto falaremos em breve noutro artigo. Por último, toda a aura de culto que o Twitter gerou ao seu redor é daquele tipo de atributos que encaixam mesmo bem no perfil da gigante de Cupertino.
Agora temos que assistir novamente ao maremoto de novas notícias e ficar atentos. Se o Twitter conseguirá manter-se uma empresa independente será a grande questão. Com taxas de crescimento muito rápidas e perto dos 28 milhões de utilizadores a pressão é já em demasia. Tudo dependerá da capacidade de Biz Stone e Evan Williams em resistir aos milhões de notas verdes ou, então, da verdadeira paixão que eles devotam à sua obra-prima tecnológica e da qual nos dão provas com frequência.
Actualização: Biz Stone apareceu hoje no canal de televisão norte-americano ABC e afirmou que o Twitter não está à venda. Disse ainda que o objectivo, para já, é apostar no desenvolvimento de novas funcionalidades e manter a empresa independente. [via Mashable / Computer World.]

Até ver esta ideia está congelada
[Imagem de colinmjp sob uma licença Creative Commons.]
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