O pássaro pica a maçã


Raul P.Raul Pereira 5 Maio 09 19:38
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A especulação em torno da compra do Twitter está para durar. Desde o segundo semestre de 2008 que os rumores sobre uma possível venda têm vindo a aumentar. Já se falou no Facebook, na Google, na Microsoft e, claramente, só faltava a Apple juntar-se aos supostos candidatos.
Alguns artigos, lançados por sites como o TechCrunch e o Marketing Week, afirmam que a empresa de Steve Jobs planeia anunciar a compra do serviço de micro-publicação mais famoso do momento no Worldwide Developers Conference, em Junho. É ainda dito que o valor pode atingir facilmente os $700 milhões.
Será que este é mais um daqueles episódios destinados ao esquecimento? Kara Swisher acha que é provável. O próprio Evan Williams já alertou há tempos que o Twitter não está à venda por nenhum preço.
Por outro lado, há poucos dias atrás, a Apple lançou no seu site de perfis empresariais uma página (com umas pitadas de elogio) dedicada ao uso de produtos da marca da maçã pelo Twitter. Acrescente-se ainda a popularidade que atingiram as aplicações de interacção com o serviço para iPhone e o potencial que isto representará no apetecível mercado móvel para a Apple é fácil de antever. Lembramos que a possibilidade de utilizar o serviço com um telemóvel foi, desde o início, o maior factor de sucesso no Twitter. A entrada em força da Apple no mercado dos motores de busca (real-time search) também não é de colocar de lado, mas sobre isto falaremos em breve noutro artigo. Por último, toda a aura de culto que o Twitter gerou ao seu redor é daquele tipo de atributos que encaixam mesmo bem no perfil da gigante de Cupertino.
Agora temos que assistir novamente ao maremoto de novas notícias e ficar atentos. Se o Twitter conseguirá manter-se uma empresa independente será a grande questão. Com taxas de crescimento muito rápidas e perto dos 28 milhões de utilizadores a pressão é já em demasia. Tudo dependerá da capacidade de Biz Stone e Evan Williams em resistir aos milhões de notas verdes ou, então, da verdadeira paixão que eles devotam à sua obra-prima tecnológica e da qual nos dão provas com frequência.

Actualização: Biz Stone apareceu hoje no canal de televisão norte-americano ABC e afirmou que o Twitter não está à venda. Disse ainda que o objectivo, para já, é apostar no desenvolvimento de novas funcionalidades e manter a empresa independente. [via Mashable / Computer World.]

Até ver esta ideia está congelada

Até ver esta ideia está congelada

[Imagem de colinmjp sob uma licença Creative Commons.]



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5 Maio 09 19:38

Autor
Raul Pereira
Raul P.
é Historiador de Arte, escritor e blogger. Com presença na Internet desde 1995, tem dedicado especial atenção à Web Social e aos blogs, onde manteve, durante cinco anos, um projecto conhecido, embora independente e anónimo. Actualmente encontra-se a preparar o seu primeiro romance histórico, cujo processo de escrita descreverá no seu blog Libro Primo. É ainda colaborador regular no Diário Ateísta. Gosta de software-livre e instala, em média, um sistema operativo por semana, apenas para se divertir. Por isso mesmo foi também convidado a participar no Programas Livres.





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3 a “O pássaro pica a maçã”


  1. riotxedge
    riotxedge diz:

    Eu acho que o twitter vai ser vendido muito em breve. Quem comprará não sei, que o vende é muito esperto. Biz Stone e Evan Williams fazem-me lembrar aquele jogo “Quem quer ser milionário?”. Vão continuando, neste caso, esperar por mais propostas até que apareça uma impossível de resistir. Se pensam esperar mais um ano, então pode chegar ao ponto do twitter ficar obsoleto e aí pode valer o mesmo que um sapato velho.

  2. Miguel
    Miguel diz:

    Paulo, não vendas o Twitter!! Por favor!

  3. Admiyn
    Admiyn diz:

    Bom, se vão vender ou não é uma boa pergunta, mas é um tanto curioso que um sistema simples, que pode ser criado em menos de um mês por uma equipe de bons programadores a um preço relativamente baixo, seja avaliado num valor tão exorbitante.
    Agora, assim como o Twitter cresceu de repente, um concorrente com uma boa noção de usabilidade e anseio do povo, poderia roubar a glória do Twitter em alguns meses.
    Se eu fosse o dono do Twitter, o venderia com certeza.


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