O título é uma pergunta que nos últimos tempos me têm colocado diversas vezes e a qual já tive a oportunidade de debater com alguns dos colaboradores neste blog. Consenso? Não há! Tem tudo a ver com o que se pretende do Twitter.
Ao longo dos anos a questão da gestão de etiqueta, boas maneiras e educação nos canais de comunicação que pululam através da plataforma web, demonstram a seriedade e relevância que estes ganham, e o Twitter conseguiu atingir este terceiro estágio de desenvolvimento (1º estágio: adopção por grupos técnicos e inovadores; 2º estágio: adopção massiva da ferramenta).
As regras de etiqueta começam pelo tom de escrita, tipo de grafismo utilizado (letras capitais ou não), sensibilidade (ou falta dela) e o respeito por aqueles que serão os receptoras da mensagem. Ora aqui começa o problema. Será que deveremos ser educados com aqueles que nos seguem por livre e espontânea vontade? A minha resposta pessoal e enquanto consultor de comunicação é SIM! Devemos ter em conta que a nossa liberdade acaba onde começa a dos outros, porém a nossa liberdade no Twitter também é “roubada” por quem nos segue e que nãos nos conhece. Por isso mesmo é que assumo e afirmo que não é errado e até é de bom tom bloquear/barrar alguns perfis de seguirem os nossos perfis no Twitter (principalmente se tivermos a falar de perfis pessoais, não os corporativos).
Afirmo sem problemas de nenhuma ordem que já bloqueei alguns perfis de acederem à minha página Twitter, por razões como não conhecer a pessoa, não ter confiança no perfil que apresentava, por desconhecer as reais razões desses perfis seguirem as minhas mensagens, por fim por não ver valor nenhum em ter esse perfil na minha lista.
Relembrando o objectivo dos fundadores do Twitter, esta ferramenta de comunicação procura mostrar o que se passa junto de pessoas que nos interessam e a quem poderemos interessar, tornando-se num “gigante motor de pesquisa humano” onde a capacidade e inteligência humana em conjunto com a partilha de informação tornam o Twitter na mais rica base de conhecimento ao dispor dos seus utilizadores. Mas convenhamos uma pessoa que vive no campo e nunca sai de lá não tem de seguir o Twitter de um surfista que só coloca informação sobre o estado do mar da praia que frequenta, pois essa informação não passa de dados irrelevantes.
Perdoem-me os meus seguidores (creio que irei perder alguns com este post), mas não vos sigo a todos, pois os nossos interesses poderão não ser assim tão similares quanto isso, mas não deixo de vos agradecer. Quem consulta a minha lista de perfis que sigo não encontram pessoas ou empresas que não tenham estejam dentro de dois a três perfis padrão, que se enquadram nos meus interesses pessoais e profissionais, e nem por isso muitos deles seguem o meu perfil (e eu não me importo!). Por isso mesmo, acredito que não é falta de educação não seguir todos os que me seguem.
Em suma: Seguir não significa obrigatóriamente ser seguido! Não seguir não é desrespeitar aqueles que o seguem! Ser injurioso, maldoso, mesquinho ou petulante com os que nos seguem, aí sim é não saber ter etiqueta e não conhecer as regras de respeito e educação exigidos aquando de vivência em comunidade!
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