Este texto foi originalmente publicado no site www.quioske.info, no qual colaboro com uma crónica semanal, às sextas, na coluna de Comunicação e Marketing.
“Isto está tão 1.0! #cradio”. É com uma expressão d0 Paulo Querido – consultor de new media e jornalista e personagem bastante conhecida nas andanças web – que inicio a crónica desta semana aqui no espaço Comunicação e Marketing do quioske.info.
Este começo tem uma lógica. Pego na ainda fresca análise ao que foi discutido no Congresso ‘Pós-Rádio: R@adio como media social?’, na passada quinta-feira no ISCSP e onde estudantes, académicos e profissionais se reuniram para debater o futuro da rádio.
Mudança. Transformação. Futuro. Identidade. Foram estas as palavras de ordem no dia dedicado ao media que, segundo a música eternizada pela banda de pop rock inglesa The Buggles, foi morta pelo aparecimento do vídeo. Mas parece que isso não aconteceu. A rádio está viva e recomenda-se! A actual encruzilhada em que os media tradicionais se encontram é algo que pode ser contornado e a rádio ainda é um meio privilegiado na difusão de informação. Foram estas algumas das constatações partilhadas pelo vasto grupo de oradores no evento no ISCSP.
A criação de conteúdos para a web para consumo dos seus utilizadores é a chamada prática 1.0. Agora, no actual tempo em que a aldeia global é cada vez mais irreversível, viral e apelidada de 2.0, a própria rádio e os meios ditos online precisam de mudar. A presença na internet está a desligar-se do passivo modelo de difusor informativo e, na berlinda, aparece a questão da interacção com o ouvinte.
Desculpem-me tender o rumo deste texto para o meio previligiador do som. Viremos a esfera e olhemos para qualquer meio onde a troca de informação e o seu consumo são elementos essenciais para a dita interacção (só) agora preconizada por muitos.
A viragem já não é nova e a necessidade de apostar nos meios multimédia uma ideia de rastilho de pólvora. Que desafios se colocam agora, no momento em que o público começa a ter o estatuto de ‘user generated content’? Haverá a necessidade de criar conteúdos massivos, em modo multimédia para acompanhar a carruagem da dita mudança?
“Que cena!… Já ninguém fala de conteúdos!” – volto ao Paulo Querido e às suas observações, na passada quinta-feira. O novo utilizador, da web 2.0, interactiva e activa, não está para voltar a ser ‘o consumidor’. Já não basta ter uma panóplia de conteúdos direccionais; é necessário neste momento passar para o lado da decisão e ser motivo de auscultação para a dita criação de conteúdos. Estes são um género de extra, no acesso à web e onde o ouvinte e o leitor procura uma relação per to per.
Mudança e Transformação. Futuro e identidade.
Os termos continuam na ordem do dia. Mas de nada servirão se não passarem do papel e mentalizarem-se na cabeça de quem pode fazer da comunicação uma verdadeiro meio poderoso para interagir com as massas.
Para a próxima semana falarei sobre o meio e a mensagem. Calma. Pegarei na tese de Marshall McLuhan mas tentarei dar-lhe um toque de now! Right now!






