Tenho uma confissão a fazer: sou uma viciada digital, mas acho que não sou caso único!

E tenho uma pergunta a fazer: “Estaremos preparados para a possibilidade dos “traficantes”, que alimentam o nosso vício digital, deixarem de existir?”
Mas que “droga” é essa que alimenta o nosso vício digital? quem são esses “traficantes”? e porque haveriam de desaparecer?
Bem, a “droga” é a web 2.0 e as redes sociais, tais como o Facebook, o Twitter, o YouTube, etc.
Os “traficantes” são os “donos” dessas mesmas redes socais.
E porquê podem desaparecer?
Uma resposta sintética será porque a maioria das redes sociais não gera lucros suficientes para pagar todas as despesas necessárias de modo a que elas existam.
O Sérgio Bastos num dos seus últimos posts, fez a seguinte pergunta: “A Web 2.0 sobreviverá à crise?”
E ele dá vários exemplos, tais como:
“A Yahoo vai fechar a GeoCities, plataforma de criação de sites comprada por 3 mil milhões de dólares há 10 anos. A medida é justificada na optimização de custos que a empresa está a realizar.”
“O próprio YouTube vive tempos conturbados. Uma análise financeira da Credit Suisse afirma que o portal mais popular de vídeos pode vir a registar um deficit de 470 milhões de dólares até ao fim do ano. A insuficiente rede de publicidade e custos de infra-estrutura de banda larga motivam apenas um sucesso virtual.”
“O Skype não se consegue implantar como modelo de negócio na eBay, empresa que o adquiriu por 2,6 mil milhões de dólares há quatro anos.”
Mas existem mais exemplos:
O Twitter não tem, até ao momento, um modelo de negócio que gere receitas (pelo menos que seja do conhecimento público) e no entanto, não faltam compradores ( desde o Facebook, Google, Microsoft e eventualmente a Apple) dispostos a pagar várias centenas de milhões de dólares, como se pode ler no post “O pássaro pica a maçã” do Raul Ferreira.
Segundo um artigo da AdvertisingAge esses investidores, que são capazes de investir centenas de milhões de dólares em empresas digitais não rentáveis (tais como o Facebook, YouTube, Twitter, etc.) são os “Venture Charity”, e os donos do FaceBook, YouTube, Twitter, etc. são os “Robin Hood” digitais, pois estão a “tirar” aos “ricos”, isto é aos investidores, para dar aos “pobres”, que são todos os utilizadores dessas mesmas redes sociais (nós).
Um outro motivo que pode originar o desaparecimento desses “traficantes”, pode estar relacionado com o seu enorme espírito empreendedor e criador, e eventualmente “perderem o interesse” pelo que já criaram, e partir para outras “criações” ( neste caso pode estar em causa o Twitter) ou “desafios”

Talvez Web 2.0 (modelo de negócio, não tecnologia porque esta não pára de evoluir), tal como existe actualmente, irá morrer, tal como aconteceu em 1999: a implosão da bolha daInternet em Wall Street.
Isso pode ser bom ou mau, pois se não fosse a implosão da bolha da Internet em 1999, talvez hoje não houvesse a Web 2.0 tal como a conhecemos.
No entanto poderemos ter de enfrentar um período de “desintoxicação” do nosso vício actual, e isso pode não ser fácil, pois já passei por uma”desintoxicação” de uma determinada rede social, na qual estava extremamente viciada, e devo confessar que não foi fácil, talvez por ser a minha primeira grande”desintoxicação” digital. Mas “sobrevivi,” e estou preparada para outras…
Uma coisa é certa, não me vou preocupar, vou aproveitar enquanto existe, e com a certeza absoluta, que qualquer que seja o modelo da Web no futuro, irei ser uma viciada digital para sempre! Acho que não tenho cura , nem quero










O prémio Nobel da Economia, Paul Sammuelson, disse uma vez que o negócio da Internet é como os outros negócios: mais tarde ou mais cedo vão ter de dar dinheiro! Quem não pensar assim vai … desaparecer!
No entanto, acho esta “nova bolha da Internet” diferente da anterior: muito do que se desenvolveu na “bolha da Internet 1.0″ simplesmente não tinha utilidade … lembram-se dos sites de e-commerce tipo BizDirect e Fórum B2B? Nesta bolha pelo menos os sites são amplamente utilizados!
Está aqui um pequeno engano. Há os traficantes e nós somos os pequenos dealers e o produto é a informação. Enquanto houver informação vai haver “tráfico”. Na internet como está hoje, a redes sociais às centenas e muitas delas ligadas umas às outras, custa-me a crer que mude de um dia para o outro. Existem mais dependências. Claro, muita coisa vai e está a desaparecer, tipo lei da selva. Agora um Facebook desaparecer assim do dia para a noite, hummm…nah! Um twitter já não me espantava!
Viva “riotxedge”,
Sim, nós somos os pequenos dealers e o produto é a informação
Já ouvi entrevistas com “responsáveis” pelo Facebook , e pelo aquilo que ouvi, também não acredito, que caso venham a desaparecer ( facto que também não acredito muito, mas nunca se sabe… ) não é por “opção”, mas sim pelo facto de a enorme expansão, que estão a fazer para os países em vias de desenvolvimento, poder ser o seu grande “erro”:
http://www.nytimes.com/2009/04/27/technology/start-ups/27global.html?_r=1
a serca desta pergunta nao tenho muito a comentar mas acho que os que trabalham com a imformatica tiram mais lucro com eles porque sao eles que espalham os programas ,mas tambem se deixassem de existir acho que as empresas lucrariam mais tambem para dizer que o meu sobrenome tambem e spinola e tambem sou descendente portuguesa mas sou angolana
Viva Elizangela,
Este meu artigo, originalmente foca-se muito nos nossos “vícios digitais pessoais” nas redes sociais, mas a verdade a maioria de nós estamos demasiado “dependentes” ( mesmo a nível profissional ) de uma série de “ferramentas” que a Web 2.0 nos trouxe, tal como o exemplo que está em Google Crashes – The End Of The Internet!
P.S. Elizangela, como somos ambas Spínola, podemos ser da mesma família ( eu sou uma madeirense ).
Viva Daniel,
Sim, concordo contigo.
Dei o exemplo da “bolha da Internet 1.0″ apenas devido ao facto de ser um exemplo de “fracasso” da Web X, e não porque são casos idênticos
E claro que também concordo com o pensamento do Paul Sammuelson “o negócio da Internet é como os outros negócios: mais tarde ou mais cedo vão ter de dar dinheiro!” , e o factor de pressão que existe, é a actual crise financeira e económica.
Não sei até quando estas redes sociais, nos quais nós somos viciados, irão aguentar as enormes despesas em equipamentos e manutenção, sem que no mínimo tenham receitas suficientes para pagar essas mesmas despesas.