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	<title>Diário2 &#187; política</title>
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	<description>A vida em tempo real</description>
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		<title>Poderá o Interior produzir tecnologia para o mundo?</title>
		<link>http://diario2.com/podera-o-interior-produzir-tecnologia-para-o-mundo-6341</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 09:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Manuel Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[_Destaque]]></category>

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		<description><![CDATA[Nuno Costa, engenheiro informático em Coimbra, acredita que a produção de tecnologia pode criar riqueza no interior, onde já há mais qualidade de vida.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://cache.diario2.com/uploads/2011/09/logowps-300x102.png"><img class="alignright size-full wp-image-6342" title="logowps-300x102" src="http://cache.diario2.com/uploads/2011/09/logowps-300x102.png" alt="" width="300" height="102" /></a>Em primeiro lugar quero parabenizar a JS de Trancoso pelo projeto que criou e que neste momento se tornou demasiado grande para este concelho histórico do distrito da Guarda. É para mim um orgulho ver a criatividade e iniciativa de inovação dos meus jovens conterrâneos e camaradas!</p>
<p style="text-align: justify;">Nasci e cresci em Trancoso. Em 1995 rumei até Coimbra para estudar e obter formação superior no Instituto Superior de Engenharia. Desde que os meus pais me disponibilizaram, com muito esforço, um computador, descobri qual a minha vocação e que queria ser Engenheiro Informático.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando concluí o ensino secundário, as tecnologias de informação e comunicação eram inacessíveis a grande parte da população portuguesa e no interior esse mundo novo era quase ficção científica para os jovens dessa altura! É preciso notar que estamos a falar de há 16 anos atrás. Ter telemóvel era sinal de <em>status</em> e a internet, além de cara, tinha velocidades rudimentares que faziam desesperar! De lá para cá, as tecnologias de informação e de comunicação deram saltos enormes e estão massificadas pela população! Recordo que quando estudei na Escola Secundária de Trancoso, tecnologias de informação eram um sonho e o acetato era o rei dos métodos de ensino dos meus professores! Recordo como a minha paixão pela informática foi alimentada por alguns professores pioneiros na altura que trabalharam para trazer as tecnologias aos alunos. Não posso deixar de referir que quando recebi o meu primeiro computador, as novidades de jogos e programas informáticos eram-me trazidas por um primo de Coimbra em disquetes de 3.5” cuja capacidade era 1.44M!</p>
<p style="text-align: justify;">Quando cheguei ao ISEC, deparei-me com um mundo novo, mas que visto hoje parece um mundo pré-histórico. Só os mais abastados tinham telemóvel, o computador pessoal era para alguns inacessível e os portáteis eram quase inexistentes! Adaptar-me ao curso de Engenharia Informática não foi fácil porque vinha da área de saúde, e a falta de preparação para a exigência do ensino superior era enorme! Era notório que os alunos que vinham do interior tinham menor preparação para as dificuldades do ensino superior que os alunos das grandes cidades.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas hoje muita coisa mudou e embora me tenha radicado em Coimbra, reconheço que o interior já oferece oportunidades na área das TIC.</p>
<p style="text-align: justify;">Portugal investiu muito nos últimos anos nas tecnologias de informação e de comunicação. Temos mais de 15 milhões de telemóveis ativos, muitos deles <em>smartphones</em> com ligação permanente à internet. As ligações de banda larga estão disponíveis a todos a baixos preços muito por causa da massificação da tecnologia ADSL. Existem cada vez mais lares com acesso a ligações de alta velocidade com a disponibilização progressiva das redes de fibra dos principais operadores. A banda larga móvel já nos permite acesso à internet com velocidades razoáveis em qualquer parte do território nacional. A tecnologia de redes sem fios está presente em muitos lares e espaços públicos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lá fora somos elogiados pela facilidade com que nos adaptamos às novas tecnologias!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Importa lembrar que os anteriores governos do PS tiveram um papel importante neste desenvolvimento tecnológico de Portugal com programas inovadores: o e-escolinha e e-escola, programas de desenvolvimento das redes de nova geração, renovação de escolas com introdução de redes informáticas e novos equipamentos auxiliares ao ensino. É certo que houve abusos que mancham estas iniciativas, mas os resultados são muito positivos porque ofereceram oportunidades de qualificação e desenvolvimento pessoal a muitos portugueses que puderam aspirar a uma qualidade de vida melhor!</p>
<p style="text-align: justify;">Feito este enquadramento que considero importante, resta tentar responder à questão: Poderá o interior produzir tecnologia para o mundo? Poderá um concelho como Trancoso produzir tecnologia para o mundo? A resposta é, do meu ponto de vista, SIM!</p>
<p style="text-align: justify;">É por muitos reconhecido que o interior oferece uma qualidade de vida substancialmente melhor que as grandes cidades. Podemos dizer de uma forma simplista que a vida no interior é menos “<em>stressante</em>”! No passado as vilas e cidades do interior não ofereciam aos seus cidadãos acesso à cultura, ao cinema, às novidades comerciais e tecnológicas. Hoje com a aposta forte na renovação e construção de novas autoestradas, é possível ter acesso a essas ofertas, não porque estejam disponíveis nas vilas ou cidades do interior mas porque é rápido deslocarmo-nos às grandes cidades. Tomando ainda Trancoso como exemplo, com a renovação do IP2, Guarda fica a 20 minutos e a distância a Viseu, Coimbra ou até Lisboa foi substancialmente reduzida.</p>
<p style="text-align: justify;">Atentemos a alguns exemplos que demonstram a capacidade de inovação e empreendedorismo que existe do interior.</p>
<p style="text-align: justify;">Um deles é a empresa OutSystems – Software em Rede S.A. é uma empresa de Proença-a-Nova consolidada no mercado, que desenvolve a sua atividade no ramo das tecnologias da informação, agindo não só como software house mas também como prestadora de serviços associados ao seu software proprietário. Esta empresa tem clientes nos 4 cantos do mundo e os seus 22 colaboradores destacam a qualidade de vida pessoal e profissional que lhes é oferecida no interior. Nesta <a title="reportagem RTP" href="http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Multinacional-de-software-criou-22-postos-de-trabalho-em-Proenca-a-Nova.rtp&amp;headline=20&amp;visual=9&amp;article=466980&amp;tm=6" target="_blank">reportagem da RTP</a> podemos ficar a conhecer melhor esta empresa e perceber porque razão o interior é uma oportunidade de desenvolvimento e não um fator de atraso no desenvolvimento de Portugal.</p>
<p style="text-align: justify;">A Critical Software é outra empresa de sucesso nacional e internacional que a partir de Coimbra tem desenvolvido soluções avançadas para os seus clientes, dos quais a NASA é o mais emblemático! Não foi necessário aos mentores desta empresa sair de Coimbra para conseguir ter sucesso. Podemos colocar Coimbra ao lado de cidades como Lisboa, Madrid, Berlim e pensar que na comparação Coimbra é o “interior”! Mas nem por isso deixa de gerar oportunidades aos seus empreendedores!</p>
<p style="text-align: justify;">Gostaria também de dar um exemplo pessoal para exemplificar como é possível desenvolver projetos tecnológicos nacionais ou internacionais, a partir de qualquer local. Sou colaborador do Instituto de Informática, IP. Este Instituto tem competências na área de tecnologias de informação do Ministério da Solidariedade e Segurança Social, Ministério da Economia e do Emprego e Ministério das Finanças. O seu maior “cliente” é o Ministério da Solidariedade e Segurança Social. As referidas competências vão desde a disponibilização de redes informáticas, comunicações, estações de trabalho e servidores e ainda o desenvolvimento de aplicações para o “negócio” do Ministério.</p>
<p style="text-align: justify;">No passado foi necessário disponibilizar tecnologia para a instalação de software de gestão da assiduidade do Instituto de Segurança Social, IP. Foi necessário recorrer a tecnologia de virtualização por forma a otimizar recursos financeiros, equipamentos já existentes e desenvolver competências na virtualização de soluções informáticas. Convidado pelos meus superiores para assumir o projeto, foi-me possível instalar e gerir 18 servidores virtuais com sucesso a partir do meu local de trabalho em Coimbra. De há 3 anos para cá que o projeto está implementado sem problemas de maior e foi o ponto de partida para que hoje o Instituto aposte na virtualização de soluções aplicacionais de forma a responder às condições económicas de Portugal e tornar-se um exemplo de inovação e empreendedorismo no desenvolvimento das tecnologias de informação na administração pública. O sucesso deste projeto foi em grande medida porporcionado pela rede de comunicações que o Instituto tem implementada no território nacional que permite aos seus colaboradores desenvolver e gerir sistemas e soluções aplicacionais em qualquer local! Mesmo a partir de casa com ligações seguras à rede do Instituto!</p>
<p style="text-align: justify;">Mas dei este exemplo para reforçar a seguinte convicção: Se foi possível a partir do meu local de trabalho projetar e concretizar uma solução nacional, é hoje claramente possível que o interior possa oferecer condições para o desenvolvimento de projetos tecnológicos exportáveis para todo o país e mesmo para o mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, não posso deixar de alertar para a importância que o aparecimento de projetos na área das TIC tem para o interior e para o seu desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Estou certo que a implementação de empresas tecnológicas nas vilas e cidades do interior desenvolve essas regiões, combate a desertificação e traz para as vilas e cidades gente nova com capacidade para contribuírem também para o desenvolvimento industrial, comercial e cultural dessas regiões.</p>
<p>Publicado no <a title="Projeto Interiormente" href="http://interiormente.org/?p=530" target="_blank">Interiormente</a></p>

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		<title>Barack Obama 2012</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Apr 2011 12:18:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Roque dos Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[política]]></category>
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		<description><![CDATA[Barack Obama acordou a sua gigante máquina partidária na madrugada passada, ao publicar o seu vídeo de recandidatura à Presidência dos Estados Unidos da América, no seu site oficial (www.barackobama.com).

Sem qualquer surpresa, Obama apresenta-se novamente ao eleitorado norte-americano, para disputar o lugar à Casa Branca entre 2012-2016.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" title="BO2012" src="https://donate.barackobama.com/page/smartproxy/assets.bostatic.com/images/splash-site/merch/2012_blue_carmagnet.jpg" alt="" width="213" height="213" /><a href="http://diario2.com/tag/barack-obama" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Barack Obama">Barack Obama</a> acordou a sua gigante máquina partidária na madrugada passada, ao publicar o seu vídeo de recandidatura à Presidência dos <a href="http://diario2.com/tag/estados-unidos-da" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Estados Unidos da">Estados Unidos da</a> <a href="http://diario2.com/tag/america" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with América">América</a>, no seu site oficial (<strong><em><a href="http://www.barackobama.com" target="_blank">www.barackobama.com</a></em></strong>).</p>
<p>Sem qualquer surpresa, Obama apresenta-se novamente ao eleitorado norte-americano, para disputar o lugar à <a href="http://diario2.com/tag/casa-branca" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with casa branca">Casa Branca</a> entre <em>2012-2016</em>.</p>
<p>No lado Republicano fala-se numa Sarah Palin como<strong><em> front-runner (candidata favorita)</em></strong>, mas o GOP ainda não se oficializou com candidaturas. Entre os <a href="http://diario2.com/tag/democratas" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with democratas">Democratas</a>, apenas Obama se apresentou aos cidadãos.</p>
<p>Veja <em><strong>(ou reveja)</strong></em> o vídeo da <a href="http://diario2.com/tag/campanha" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with campanha">campanha</a> Obama 2012:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><object width="560" height="349"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/f-VZLvVF1FQ?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/v/f-VZLvVF1FQ?fs=1&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>

	Tags: <a href="http://diario2.com/tag/united-states" title="United States" rel="tag">United States</a>, <a href="http://diario2.com/tag/gop" title="gop" rel="tag">gop</a>, <a href="http://diario2.com/tag/president" title="President" rel="tag">President</a>, <a href="http://diario2.com/tag/casa-branca" title="casa branca" rel="tag">casa branca</a>, <a href="http://diario2.com/tag/madrugada" title="madrugada" rel="tag">madrugada</a>, <a href="http://diario2.com/tag/norte-americano" title="norte americano" rel="tag">norte americano</a><br /><br/>

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		<title>É Justo que Políticos Recebam Salários para Defender seus Eleitores?</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Sep 2010 15:30:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Cruz</dc:creator>
				<category><![CDATA[opinião]]></category>
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		<description><![CDATA[Este certamente é um artigo que vai gerar polêmica, tanto no Brasil quanto em Portugal. Mas o tema é bastante pertinente frente as eleições presidenciais que irão ocorrer na república tupiniquim dentro de dias. A corrupção é um mal que atinge a todos os países do planeta. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-5325" href="http://diario2.com/e-justo-que-politicos-recebam-salarios-para-defender-seus-eleitores-5324/dinheiro"><img class="aligncenter size-full wp-image-5325" title="dinheiro" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/09/dinheiro.jpg" alt="Dinheiro no governo" width="420" height="360" /></a></p>
<p>Este certamente é um artigo que vai gerar polêmica, tanto no <a href="http://diario2.com/tag/brasil" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Brasil">Brasil</a> quanto em Portugal. Mas o tema é bastante pertinente frente as eleições presidenciais que irão ocorrer na república tupiniquim dentro de dias.</p>
<div id="attachment_5326" class="wp-caption alignleft" style="width: 200px"><a rel="attachment wp-att-5326" href="http://diario2.com/e-justo-que-politicos-recebam-salarios-para-defender-seus-eleitores-5324/dinheiro-na-meia"><img class="size-full wp-image-5326" title="dinheiro-na-meia" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/09/dinheiro-na-meia.jpg" alt="Dinheiro na meia" width="190" height="126" /></a><p class="wp-caption-text">Dinheiro na meia</p></div>
<p>A <a href="http://diario2.com/tag/corrupcao" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with corrupção">corrupção</a> é um mal que atinge a todos os países do planeta. Até mesmo os comunistas. É lógico que em alguns países a situação é mais agravante que em outros, no entanto é um mal comum. E não existe um sistema político perfeito que acabe com a <a href="http://diario2.com/tag/corrupcao" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with corrupção">corrupção</a>, pois o problema não está no sistema burocrático e sim no caráter das pessoas.</p>
<p>Agora é evidente que certos sistemas burocráticos facilitam esta prática. E o que fazer? Na verdade não há muito o que se fazer, já que o processo de mudança deve vir da formação de cada um. Agora, o pouco que se pode fazer reside em medidas como oferecer educação gratuita e de qualidade pra todos, lazer e segurança jurídica. Todo mundo sabe disso, mas nunca vemos estas coisas realmente acontecendo com vigor.</p>
<p>Então, proponho uma outra via. Uma via um tanto quanto filosófica, radical e liberal (como diria Paulo Querido): que os políticos eleitos democraticamente pela sociedade não recebam salários. Sim, é isso mesmo que você leu. O sujeito vai trabalhar de graça. Mas Rafael, isso não vai aumentar a corrupção, já que o malando não receberá um tostão do governo? Creio que não. Vamos analisar?</p>
<div id="attachment_5327" class="wp-caption alignleft" style="width: 154px"><a rel="attachment wp-att-5327" href="http://diario2.com/e-justo-que-politicos-recebam-salarios-para-defender-seus-eleitores-5324/tiririca"><img class="size-thumbnail wp-image-5327" title="tiririca" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/09/tiririca-200x200.jpg" alt="Tiririca" width="144" height="144" /></a><p class="wp-caption-text">Tiririca</p></div>
<p>Uma vez abolido o ganha-pão dos cargos políticos, teremos uma seleção natural de candidatos realmente interessados em trabalhar pelo seu povo, já que a motivação do mesmo deixará de ser o dinheiro e passará a ser de desenvolvimento. Neste cenário, dificilmente veríamos candidatos bizarros nas eleições brasileiras, como o Tiririca (palhaço semi-analfabeto), Maguila (lutador em decadência), Mulher Melancia (dançarina da pior estirpe), Waguinho (ex-drogado, ex-pagodeiro, esquecido e falido) e tantos outros (MUITOS outros, acredite).</p>
<p>Neste sentido, se teremos candidatos mais qualificados e comprometidos, a probabilidade de vermos eleitos pessoas capazes de realizar benfeitorias são enormes. Afinal se o cara depende de um salário do governo pra se sustentar, será que é realmente o mais indicado pra liderar e defender cidades e estados? Será que ele realmente estará comprometido com os interesses de quem o apoia ou estará centrado nos seus próprios interesses?</p>
<p>Antes de querer mudar um país, o candidato precisa mudar a sua vida, mudar as suas atitudes. Precisa ser o exemplo. Se ele mesmo não é capaz de andar com suas próprias pernas, como pretende entrar para a <a href="http://diario2.com/tag/politica" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with política">política</a> e representar pessoas?</p>
<div id="attachment_5328" class="wp-caption alignleft" style="width: 141px"><a rel="attachment wp-att-5328" href="http://diario2.com/e-justo-que-politicos-recebam-salarios-para-defender-seus-eleitores-5324/mensalao"><img class="size-thumbnail wp-image-5328" title="mensalão" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/09/mensalão-200x200.jpg" alt="Mensalão" width="131" height="131" /></a><p class="wp-caption-text">Regalias</p></div>
<p>No âmbito das finanças, imagine quantos milhões de Reais o Brasil pouparia por ano se não precisasse pagar salários a tantos e tantos cargos públicos? Presidente, vice, ministros, suplentes, governadores, prefeitos, senadores, deputados, vereadores&#8230; E devemos lembrar que, pelo menos no Brasil, o sujeito não ganha apenas o salário, mas também dúzias de benefícios, como auxílio moradia, energia, transporte, nutricionista, massagista e tantas outras. Ora, ele está alí pra ajudar o povo, mas com tantas regalias até parece que o ajudado é ele. Por isso que pessoas que nem tem onde cair mortas querem insanamente pegar a sua boquinha (vide exemplos bizarros acima).</p>
<p><a rel="attachment wp-att-5329" href="http://diario2.com/e-justo-que-politicos-recebam-salarios-para-defender-seus-eleitores-5324/corrupcao"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-5329" title="corrupção" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/09/corrupção-200x200.jpg" alt="Corrupção" width="102" height="102" /></a>Uma vez o falecido deputado Enéas Carneiro (Prona) disse isto numa entrevista, quando interrogado sobre o que achava do mensalão: <em>Meu caro, você vira deputado e ganha até elevador em seu nome. Você sente que tem o rei na barriga e pode fazer tudo que quiser. Não me surpreende mensalões e outros desvios de conduta. O mal está mais profundo do que vocês imaginam.</em></p>
<p>Com a economia deste dinheiro, poderíamos realocá-lo nos combalidos orçamentos da educação e da saúde. Poderíamos ter, enfim, uma educação digna, gratuita e de qualidade, que proporcionaria a formação adequada ao cidadão do bem, citada no início deste artigo e, desde modo, entraríamos num círculo virtuoso.</p>
<p>A maior prova de dedicação e amor pelo seu país será aceitar trabalhar por ele sem receber nada em troca. Aí, meus queridos, quero ver os tradicionais demagogos provando todo o seu “amor” pelo seu sofrido povo. É aonde separaremos as crianças dos HOMENS.</p>
<p>Como puderam ver neste artigo, o problema da corrupção, falta de <a href="http://diario2.com/tag/etica" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with ética">ética</a> ou desenvolvimento lento de um país, não se deve exclusivamente aos índices econômicos e sociais, tão alardeados nos últimos anos pelo governo brasileiro. É mais que isso. É questão de coragem e atitude dos líderes do nosso país.</p>

	Tags: <a href="http://diario2.com/tag/etica" title="ética" rel="tag">ética</a>, <a href="http://diario2.com/tag/corrupcao" title="corrupção" rel="tag">corrupção</a>, <a href="http://diario2.com/tag/politica" title="política" rel="tag">política</a>, <a href="http://diario2.com/tag/brasil" title="Brasil" rel="tag">Brasil</a>, <a href="http://diario2.com/tag/politicos" title="politicos" rel="tag">politicos</a><br /><br/>

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		<title>Adeus neutralidade, olá &#8220;auto-estradas da informação&#8221;</title>
		<link>http://diario2.com/adeus-neutralidade-ola-auto-estradas-da-informacao-5132</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 16:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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		<category><![CDATA[_Destaque]]></category>

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		<description><![CDATA[Afinal, há mesmo acordo entre a Google e a Verizon. Como se suspeitou, é mesmo o início do fim da neutralidade da Internet. Vêm aí, finalmente!, as "auto-estradas da informação", tal como os governantes andaram a vendê-las nos seus programas políticos há 10 anos. Naturalmente, com portagens -- mas disso, oh oh, ainda não tínhamos ouvido falar...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/08/futurainternet.jpg" alt="" title="futurainternet" width="550" height="309" class="aligncenter size-full wp-image-5134" /></p>
<p>Afinal, há mesmo acordo entre a <a href="http://diario2.com/tag/google" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with google">Google</a> e a Verizon. Como se suspeitou, é mesmo o início do fim da neutralidade da Internet. Vêm aí, finalmente!, as &#8220;auto-estradas da informação&#8221;, tal como os governantes andaram a vendê-las nos seus programas políticos há 10 anos. Naturalmente, com portagens &#8212; mas disso, oh oh, ainda não tínhamos ouvido falar&#8230;</p>
<p>É preciso desplante e descaramento. Sobretudo da parte da Google, a tal empresa que começou os seus dias &#8212; e levou as suas acções aos 600 dólares &#8212; com o mote &#8220;não farás mal&#8221;. Esta <a href="http://www.scribd.com/doc/35599242/Verizon-Google-Legislative-Framework-Proposal">Verizon-Google Legislative Framework Proposal</a> é uma obra prima do mundo corporativo: coloca nas mãos do congresso americano todo o tipo de ónus possível sobre a alteração radical da Internet, que passa de uma rede neutra a uma auto-estrada de velocidades e acessos diferenciados &#8212; reservando todas as vantagens para as empresas.</p>
<p>Ah, mas nem todas: apenas as empresas incumbentes. Ou seja: não haverá mais igualdade de oportunidades para os inovadores de garagem ou dormitório &#8212; a Google está apostada em garantir que depois de si própria, não haverá mais tomba-gigantes nascidos da imaginação e vontade de jovens universitários.</p>
<p>A leitura da proposta é estarrecedora. Basicamente, quando ela for aprovada as redes wireless passam a ter os conteúdos que cada operador decidir vender; o consumidor e os agentes do mercado perdem poder e voz, manietados por leis que colocam nas mãos da pequena parcela de empresas que controlarem o mercado não apenas a decisão do que é ou não é conteúdo público como a capacidade de julgar quem discorde.</p>
<p>A analogia das auto-estradas serve muito bem para perceber o que está em jogo. A &#8220;proposta legislativa&#8221; da Google-Verizon significa o fim das vias públicas por onde circulam, em igualdade de circunstâncias, tanto os fornecedores como os consumidores, pagando um pequeno &#8220;imposto de circulação&#8221; que é baixo e igual para todos, criando uma rede de auto-estradas com portagens diferenciadas, onde circulará quem puder pagar.</p>
<p>Isto é o fim da Internet como a conhecemos ao longo de 40 anos.</p>
<p><strong>Nota</strong><i>: escrevi sobre isto no s&aacute;bado passado, na edi&ccedil;&atilde;o papel e online do Correio da Manhã &#8211; </i><a href="http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/paulo-querido/neutralidade"><i>Neutralidade</i></a><i> &#8211; e no <a href="http://diario2.com/tag/blog" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with blog">blog</a> Ondas na Rede, </i><a href="/CMJORNAL/blogs/ondasnarede/archive/2010/08/07/o-que-significa-a-perda-da-neutralidade-da-internet.aspx"><i>O que significa a perda da neutralidade da Internet?</i></a></p>

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		<item>
		<title>Era só quem faltava: presidente russo adere ao Twitter (@KremlinRussia)</title>
		<link>http://diario2.com/era-so-quem-faltava-presidente-russo-adere-ao-twitter-kremlinrussia-4819</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 09:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[notícias]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>
		<category><![CDATA[Barack Obama]]></category>
		<category><![CDATA[Dimitri Medvédev]]></category>
		<category><![CDATA[twitter]]></category>

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		<description><![CDATA["Hello everyone! I'm on Twitter, and this is my first tweet". Além de outros 50 milhões de pessoas, quem mais escreveu esta frase? De visita à Califórnia de Arnold Schwarzenegger e de Silicon Valley, o presidente da Rússia, Dimitri Medvédev, aderiu ao Twitter.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;<em>Hello everyone! I&#8217;m on <a href="http://diario2.com/tag/twitter" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with twitter">Twitter</a>, and this is my first tweet.</em>&#8221; Além de 50 milhões de pessoas, quem mais escreveu esta frase? O presidente russo!</p>
<p><img src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/06/kremlinrussiatwitter.jpg" alt="" title="kremlinrussiatwitter" width="200" height="174" class="alignright size-full wp-image-4824" />De visita à Califórnia de Arnold Schwarzenegger e de Silicon Valley, o presidente da Rússia, <a href="http://diario2.com/tag/dimitri-medvedev" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Dimitri Medvédev">Dimitri Medvédev</a>, aderiu ao Twitter. E que adesão! O Kremlin abriu duas contas, em russo e inglês: <a href="http://twitter.com/KremlinRussia">@KremlinRussia</a> e <a href="http://twitter.com/KremlinRussia_E">@KremlinRussia_E</a>. E não o podia ter feito em local mais apropriado: <a href="http://blog.twitter.com/2010/06/from-russia-with-love.html">na sede da Twitter</a>, para alegria dos fundadores.</p>
<p>Bem, ao menos foram as <em>Verified Accounts</em> mais fáceis e rápidas da história do Twitter!</p>
<p>Curioso, analisar a a reacção da Imprensa. Nas redacções portuguesas o Twitter passou à história. Fez notícia há mais de ano, quando Cavaco Silva aderiu. A conta Twitter do Kremlin vinha no take da Lusa e alguns jornais até cortaram esse parágrafo.</p>
<p>Em Espanha o El País pegou na informação para título: <a href="http://www.elpais.com/articulo/internacional/Obama/Medvedev/sustituyen/telefono/rojo/Twitter/elpepuint/20100624elpepuint_10/Tes">Obama y Medvédev sustituyen el teléfono rojo por Twitter</a> encabeça uma peça do jornalista do El País em Washington. Peça que de resto merece atenção, pois explica sucintamente o especial interesse desta visita para o quadro da evolução da cidadania nas redes.</p>
<p>Dimitri Medvédev esteve ainda na sede da Apple com Steve Jobs. Abaixo reproduzimos as fotos publicadas pela conta oficial do Kremlin.</p>
<h3>Na sede do Twitter</h3>
<p><img src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/06/119793691.jpg" alt="" title="Äìèòðèé Ìåäâåäåâ ïîñåòèë øòàá-êâàðòèðó êîìïàíèè Twitter" width="512" height="341" class="aligncenter size-full wp-image-4821" /></p>
<h3>Steve Jobs de cicerone, na Apple</h3>
<p><img src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/06/119837215.jpg" alt="" title="Âñòðå÷à Äìèòðèÿ Ìåäâåäåâà ñî Ñòèâîì Äæîááñîì" width="512" height="359" class="aligncenter size-full wp-image-4822" /></p>
<h3>Com <a href="http://diario2.com/tag/barack-obama" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Barack Obama">Barack Obama</a>, a comer (argh) um hamburger</h3>
<p><img src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/06/hamburguerpresidencial.jpg" alt="" title="hamburguerpresidencial" width="560" height="404" class="aligncenter size-full wp-image-4823" /></p>

	Tags: <a href="http://diario2.com/tag/twitter" title="twitter" rel="tag">twitter</a>, <a href="http://diario2.com/tag/barack-obama" title="Barack Obama" rel="tag">Barack Obama</a>, <a href="http://diario2.com/tag/dimitri-medvedev" title="Dimitri Medvédev" rel="tag">Dimitri Medvédev</a><br /><br/>

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		<title>Hugo Chávez já tem Blog</title>
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		<pubDate>Thu, 27 May 2010 12:31:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>António Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[curtas]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[Hugo Chávez]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de aparecer no Twitter, o presidente venezuelano Hugo Chávez tem agora um blog, http://www.chavez.org.ve, que foi criado com o intuito de proteger os seus seguidores do Twitter. O site foi lançado à cerca de um dia e já contou com cerca de 48 mil visitantes. Este número de visitas não surpreende ninguém, devido a Chávez ter 446,016 seguidores no Twitter.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://cache.diario2.com/uploads/2010/05/chavez.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4554" title="chavez" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/05/chavez.jpg" alt="" width="241" height="137" /></a>Depois de aparecer no <a href="http://diario2.com/tag/twitter" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with twitter">Twitter</a>, o presidente venezuelano <a href="http://diario2.com/tag/hugo-chavez" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Hugo Chávez">Hugo Chávez</a> tem agora um <a href="http://diario2.com/tag/blog" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with blog">blog</a>, <a href="http://www.chavez.org.ve">www.chavez.org.ve</a>, que foi criado com o intuito de proteger os seus seguidores do Twitter. O site foi lançado à cerca de um dia e já contou com cerca de 48 mil visitantes. Este número de visitas não surpreende ninguém, devido a Chávez ter 446,016 seguidores no Twitter.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Tarek El Aissami, este primeiro dia do blog serviu para cumprimentos e apresentação de ideias para quem queira interagir  com Chávez. A assessoria do presidente informou que o objectivo do blog e da conta do  Twitter é abrir canais de comunicação directa entre Chávez e a  comunidade.</p>
<p style="text-align: justify;">

	Tags: <a href="http://diario2.com/tag/blog" title="blog" rel="tag">blog</a>, <a href="http://diario2.com/tag/hugo-chavez" title="Hugo Chávez" rel="tag">Hugo Chávez</a>, <a href="http://diario2.com/tag/blogosfera" title="Blogosfera" rel="tag">Blogosfera</a><br /><br/>

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		</item>
		<item>
		<title>O (des)Governo na Internet</title>
		<link>http://diario2.com/o-desgoverno-na-internet-4189</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 09:30:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JL Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[noticiário]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[_Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[google]]></category>
		<category><![CDATA[governo]]></category>

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		<description><![CDATA[Portugal não tem com a Google um acordo para o armazenamento de documentos públicos semelhante ao assinado pelos EUA. Mas há outras questões com os 138 domínios pertencentes ao Governo e listados no Ceger – Centro de Gestão da Rede Informática do Governo: há indícios de algum desgoverno na sua administração e gerência.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há já algum tempo, deparei-me com <a href="http://philosecurity.org/2009/12/24/our-google-government" target="_blank">este post</a> na Internet, que me aguçou a curiosidade para o caso português. Basicamente, o texto fala de um acordo entre o Governo <a href="http://diario2.com/tag/norte-americano" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with norte americano">Norte Americano</a> e a <a href="http://diario2.com/tag/google" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with google">Google</a> para que a empresa privada armazene e administre documentos públicos, além de fornecer o serviço de alojamento nos seus servidores para um “governo na nuvem”.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4190" title="portugal-cloud" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/03/portugal-cloud.jpg" alt="" width="315" height="368" /></p>
<p>Para quem não está a par das últimas tendências da Internet, a <em>cloud</em> (nuvem) é o nome dado à forma de utilizar serviços em rede para as mais variadas tarefas, em vez de se ter programas instalados localmente no nosso computador, é como utilizar um servidor central com software e o computador pessoal como um simples terminal.</p>
<p>Neste caso concreto, a solução passará pela disponibilização do Google Apps, conjunto de software que pode substituir o Office e os conhecidos Word, Excel e Power Point, para criar e gerir ficheiros de texto, apresentações e gráficos, ou permitir armazenar outros online.</p>
<p>O maior problema desta novidade não é a segurança dos documentos colocados na Internet, já existem dados de igual importância por toda a rede, caso dos bancos ou finanças, e espera-se que os sistemas de segurança de tais sites sejam eficazes contra intrusos, mas a entrega voluntária dos dados privados de cada cidadão a uma empresa que (como todas) tem por objectivo o lucro.</p>
<p>No caso de Portugal não existe, por enquanto, um acordo semelhante e pelas minhas pesquisas, apenas o Ministério da Administração Interna, está a utilizar o Google Apps, que não considero um caso grave. Para criar uma conta, basta ter um e-mail do domínio (alguem@mai.gov.pt) e qualquer funcionário pode fazê-lo para trocar simples textos com colegas ou apresentações com amigos (quem nunca utilizou o computador do trabalho para enviar umas animações engraçadas, que atire a primeira pedra).</p>
<p>Mas durante a pesquisa que fiz para saber até que ponto o nosso Governo estaria a utilizar a Google, deparei-me com outra questão, dos 138 domínios pertencentes ao Governo e listados no <a href="http://www.ceger.gov.pt/ceger/pt/govpt/" target="_blank">Ceger – Centro de Gestão da Rede Informática do Governo</a> – existe algum desgoverno na sua administração e gerência. Se por um lado há um órgão encarregue de centralizar os registos .gov.pt, por outro não existe grande coerência nos servidores utilizados para esses mesmos domínios ou nos responsáveis pela sua administração.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://cache.diario2.com/uploads/2010/03/gov.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4192" title="gov" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/03/gov.jpg" alt="" width="512" height="512" /></a></p>
<p>Não verifiquei todos os 138 domínios, fiquei pelos mais importantes, como por exemplo os ministérios, mas sem chegar ao extremo de cada um utilizar um servidor diferente, são muitos os serviços utilizados para alojar sites e e-mails. Desde servidores pertencentes ao próprio estado, como o Ministério de Estado e das Finanças, que utiliza o Instituto de Informática, até uma grande variedade de empresas particulares, nacionais e estrangeiras, chegando à tecnologia utilizada pelo próprio governo.gov.pt, distribuido pela Akamai Technologies, uma empresa dos EUA, que (coincidência ou não) também é responsável por propagar o site da <a href="http://diario2.com/tag/casa-branca" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with casa branca">Casa Branca</a>.</p>

	Tags: <a href="http://diario2.com/tag/governo" title="governo" rel="tag">governo</a>, <a href="http://diario2.com/tag/google" title="google" rel="tag">google</a><br /><br/>

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		</item>
		<item>
		<title>Página de apoiantes de Manuel Alegre no Facebook confundida com candidatura oficial</title>
		<link>http://diario2.com/pagina-de-apoiantes-de-manuel-alegre-no-facebook-confundida-com-candidatura-oficial-4013</link>
		<comments>http://diario2.com/pagina-de-apoiantes-de-manuel-alegre-no-facebook-confundida-com-candidatura-oficial-4013#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 17:34:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>redaccao</dc:creator>
				<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[notícias]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[Manuel Alegre]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://diario2.com/?p=4013</guid>
		<description><![CDATA[Uma página de apoiantes de Manuel Alegre aberta no Facebook confundiu jornalistas, que noticiaram um arranque da candidatura oficial daquele político. A página intitula-se "Manuel Alegre para Presidente da República em 2011", foi elaborada por pessoas ligadas ao PS e a Manuel Alegre e entre os primeiros "fãs" estão nomes que o apoiaram anteriormente, mas nenhuma indicação no grupo permite concluir tratar-se de uma página oficial.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4014" title="manuelalegre2011-fb" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/01/manuelalegre2011-fb.jpg" alt="" width="600" height="367" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma página de apoiantes de <a href="http://www.facebook.com/pages/Manuel-Alegre-para-Presidente-da-Republica-em-2011/235897355418?ref=ts#/pages/Manuel-Alegre-para-Presidente-da-Republica-em-2011/235897355418">Manuel Alegre aberta no Facebook</a> confundiu jornalistas, que noticiaram um arranque da candidatura oficial daquele político. A página intitula-se &#8220;<a href="http://diario2.com/tag/manuel-alegre" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Manuel Alegre">Manuel Alegre</a> para Presidente da República em 2011&#8243;, foi elaborada por pessoas ligadas ao PS e a <a href="http://diario2.com/tag/manuel-alegre" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Manuel Alegre">Manuel Alegre</a> e entre os primeiros &#8220;fãs&#8221; estão nomes que o apoiaram anteriormente, mas nenhuma indicação no grupo permite concluir tratar-se de uma página oficial.</p>
<p>Pedro Tito de Morais, uma das pessoas envolvidas na criação da página, disse ao Diário2 tratar-se de uma página feita por &#8220;<em>gente que esteve ao lado de Manuel Alegre na última <a href="http://diario2.com/tag/campanha" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with campanha">campanha</a> e que está pronta para responder, quando e se ele anunciar que é candidato</em>&#8220;.</p>
<p>O redactor da revista Ops!, revista de opinião socialista onde também colabora Manuel Alegre, respondia a um contacto de Diário2 para apurar da autenticidade da apresentação da candidatura pelo Facebook e da estratégia para a comunicação nas redes sociais. Confirmou que Manuel Alegre não esteve na origem da criação da página, que serve apenas para reunir apoiantes do ex-candidato e possível recandidato presidencial.</p>
<p>O próprio Manuel Alegre <a href="http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/alegre-nega-envolvimento-na-pagina-no-facebook-que-anuncia-a-sua-candidatura-presidencial_1416532">já negou ao Público</a> o seu envolvimento na página que levou o jornal i a afirmar que &#8220;<em>o candidato presidencial Alegre já está nas redes sociais</em>&#8220;.</p>
<p>Pedro Tito de Morais, bem como Luis Novais Tito (também colaborador da Ops! e blogger), têm mantido quente, na web social, a hipótese da candidatura de Manuel Alegre, com argumentário para a justificar. Manuel Alegre tem &#8220;estado&#8221; nas redes sociais desde a corrida à liderança do Partido Socialista. No dia 4 Tito de Morais publicava &#8220;<a href="http://boasociedade.blogspot.com/2010/01/presidenciais-2011.html">Presidenciais 2011</a>&#8221; e hoje mesmo Novais Tito publica &#8220;<a href="http://barbearialnt.blogspot.com/2010/01/quase-um-perfil.html">Quase um perfil</a>&#8221; &#8212; sendo ambos textos de defesa da oportunidade <a href="http://diario2.com/tag/politica" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with política">política</a> da candidatura e do seu enquadramento à esquerda.</p>

	Tags: <a href="http://diario2.com/tag/manuel-alegre" title="Manuel Alegre" rel="tag">Manuel Alegre</a><br /><br/>

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		<title>O poder da rede: contra-ataque do Sì Berlusconi Day</title>
		<link>http://diario2.com/o-poder-da-rede-contra-ataque-do-si-berlusconi-day-3235</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 09:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fausto Ferreira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois da adesão que está a ter o No Berlusconi Day, eis que surge o Sì Berlusconi Day. Enquanto que o primeiro tem já mais de 275 mil fãs no Facebook, estendendo-se a 13 países e metrópoles tão diversas como Buenos Aires, New York ou Paris, a manifestação a favor surgiu apenas ontem, passado mais de um mês da iniciativa original. Esta manifestação surgiu também na rede mas de uma forma muito diferente da anterior.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-3238 alignright" src="http://cache.diario2.com/uploads/2009/11/sibday2.JPG" alt="sibday2" width="220" height="156" />Depois da adesão que está a ter o <a href="http://diario2.com/tag/no-berlusconi-day" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with No Berlusconi Day">No Berlusconi Day</a>, eis que surge o <a href="http://www.siberlusconiday.org/">Sì Berlusconi Day</a>. Enquanto que o primeiro tem já mais de 275 mil fãs no Facebook, estendendo-se a 13 países e metrópoles tão diversas como Buenos Aires, New York ou Paris, a manifestação a favor surgiu apenas ontem (passado mais de um mês da iniciativa original).</p>
<p>Esta manifestação surgiu também na rede mas de uma forma muito diferente da anterior.</p>
<p>É de recordar que o No B Day (como agora é abreviado) foi uma iniciativa de 17 bloggers que através do Facebook foram angariando fãs e organizadores locais e internacionais (para informação complementar ver <a href="http://diario2.com/impacto-das-redes-sociais-exemplo-do-no-berlusconi-day-2174">aqui</a>). Ora, o Sì B Day foi proposto inicialmente por Giorgio Stracquadanio, um deputado do partido de <a href="http://diario2.com/tag/berlusconi" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Berlusconi">Berlusconi</a> (Povo da Liberdade). Este deputado está também presente no Governo como conselheiro político da Ministra da Instrução, Universidades e Investigação e como <em>ghostwriter </em>do próprio primeiro ministro. Giorgio Stracquadanio dirige um <a href="http://www.ilpredellino.it/online/index.php">jornal político</a> online ligado ao partido e foi aí que escreveu o seu apelo a uma manifestação  pró-Berlusconi.</p>
<p>O apelo é também subscrito por outro deputado, Mario Valducci que é também responsável local pelo partido na área de Milão e presidente do <a href="http://www.clubdellaliberta.it/">Clube da Liberdade</a>, uma associação que apoia Berlusconi e representa a sua tendência dentro do partido.</p>
<h3>&#8220;Soberania popular&#8221; contra &#8220;magistratura politizada&#8221;</h3>
<p>Assim, esta manifestação tem um peso político muito maior e foi marcada precisamente para o mesmo local e para a mesma data do No B Day. Enquanto que a No B Day foi apenas apoiada <em>a posteriori</em> por dois partidos do centro-esquerda e esquerda (mas não pelo principal partido da oposição), a Si B Day é organizada por dois destacados deputados do partido do governo.</p>
<p>No entanto, segundo o apelo disponível <a href="http://www.ilpredellino.it/online/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=1520:appello-per-il-si-b-day&amp;catid=78:articoli&amp;Itemid=54">online</a> (ainda só em italiano) o objectivo não é uma contra-manifestação: é «<em>uma manifestação nacional de apoio a Silvio Berlusconi, para defender liberdade e democracia</em>». Ao longo de todo o apelo repetem-se as críticas à «<em>magistratura politizada</em>» e Valducci deu uma entrevista ao jornal <a href="http://rassegna.governo.it/testo.asp?d=40670500">Corriere dela Sera</a> em que defende que é necessária «<em>uma lei imediata que não dê impunidade mas que diga claramente que a magistratura não pode substituir-se à soberania popular</em>». Defende ainda que «<em>a <a href="http://diario2.com/tag/politica" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with política">política</a>  deve ter a coragem de reagir com os meios da <a href="http://diario2.com/tag/politica" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with política">política</a> ou aceitar que sejam os magistrados a governar Itália</em>».</p>
<p>Os organizadores do No B Day consideram que a contra-manifestação é uma provocação e que pode levar a uma «<em>situação díficil de gerir</em>» (ainda que tenham pedido a todos uma manifestação pacífica é imprevisível o que acontecerá). Das reacções dos fãs do grupo Facebook do No B Day destacam-se o medo que os meios de comunicação social (principalmente a TV controlada directa ou indirectamente pelo chefe de Estado) passem só a noticiar o Sì B Day.</p>
<p>A menos de um mês do dia 5 de Dezembro é difícil fazer prognósticos sobre o que acontecerá e sobre a real adesão de cada manifestação.</p>

	Tags: <a href="http://diario2.com/tag/berlusconi" title="Berlusconi" rel="tag">Berlusconi</a>, <a href="http://diario2.com/tag/si-berlusconi-day" title="Si Berlusconi Day" rel="tag">Si Berlusconi Day</a>, <a href="http://diario2.com/tag/no-berlusconi-day" title="No Berlusconi Day" rel="tag">No Berlusconi Day</a><br /><br/>

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</ul>

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		<title>Política em 140 caracteres</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 09:30:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Twitter tem se configurado como uma importante ferramenta de interação e de manifestação política. No Irã, em junho, a plataforma sustentou os opositores do presidente Mahmoud Ahmadinejad, driblando a censura e levando ao mundo imagens da repressão. No Brasil, um movimento pela renúncia do presidente do Senado, José Sarney ganhou espaço a partir da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-full wp-image-2117 alignright" title="politicatwitt" src="http://cache.diario2.com/uploads/2009/10/politicatwitt.jpg" alt="politicatwitt" width="300" height="239" />O <a href="http://www.twitter.com/">Twitter</a> tem se configurado como uma importante ferramenta de interação e de manifestação <a href="http://diario2.com/tag/politica" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with política">política</a>. No Irã, em junho, a plataforma sustentou os opositores do presidente <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mahmoud_Ahmadinejad">Mahmoud Ahmadinejad</a>, driblando a censura e levando ao mundo imagens da repressão. No <a href="http://diario2.com/tag/brasil" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Brasil">Brasil</a>, um movimento pela renúncia do presidente do Senado, José Sarney ganhou espaço a partir da tag #forasarney. Grupos sociais dos mais diversos matizes têm usado o microblog para divulgar suas idéias, angariar aliados, debater suas propostas. Trata-se de uma ágora virtual que, em meio à babel de mensagens em 140 caracteres, possibilita que “<em>cada um seja o seu próprio Roberto Marinho</em>”, conforme definiu o jornalista/blogueiro <a href="http://marcelotas.blog.uol.com.br/">Marcelo Tas</a> recentemente, durante o <a href="http://escrevinhamentos.blogspot.com/2009/09/minhas-impressoes-sobre-o-seminario.html">Seminário INFO – Twitter, Orkut e Flickr</a>.<span id="more-2089"></span></p>
<p>Um estudo da agência americana Interpret &#8211; citado em reportagem do <a href="http://online.wsj.com/article/BT-CO-20090925-709554.html" target="_new">Wall Street Journal</a> – revela que os usuários do Twitter são mais receptivos a publicidade que os integrantes de outras redes sociais. Segundo o levantamento, os tuiteiros fazem mais resenhas, dão mais notas a produtos através da internet (24% contra 12% dos usuários de outras redes sociais), visitam mais perfis online de empresas (20% contra 11%) e clicam em mais anúncios ou patrocínios (20% contra 9%). Uma mina de ouro para quem quer promover um produto, ou a si mesmo.</p>
<p>O resultado é que esta imensa rede, na qual multidões circulam diariamente, tem atraído a atenção de políticos e instituições governamentais. Vereadores, deputados estaduais e federais, senadores e governadores aderiram ao microblog, ao lado de uma miríade de pré-candidatos às eleições de 2010. A maioria ainda não entendeu a vocação e o potencial das mídias sociais, mas os que compreenderem os seus meandros poderão obter vantagens ao estreitarem de forma transparente as suas relações com a população.</p>
<p>O <a href="http://www.saopaulo.sp.gov.br/">Governo do Estado de São Paulo</a>, por exemplo, deu um importante passo ao liberar o uso de redes sociais pelos servidores e ao possibilitar a criação de perfis das secretarias no Twitter &#8211; seu perfil principal, o <a href="http://www.twitter.com/governosp">@governosp</a>, já acumulou mais de 10 mil seguidores. O grande incentivador do uso da ferramenta é o próprio governador <a href="http://twitter.com/JoseSerra_">José Serra</a>. Ele alimenta diariamente sua página que tem mais de 108 mil seguidores. Uma característica do perfil do governador é a informalidade: uma das condições para que um político obtenha bons resultados com a ferramenta.</p>
<p>Para Bruno Caetano, secretário da Comunicação do Governo de SP, “<em>o uso do Twitter encurtou a distância entre o governo e as pessoas</em>”. Para ele, “<em>agora é mais simples interagir, dizer o que não está sendo feito ou até alertar sobre algo que deveria estar funcionando e não está</em>”.</p>
<p>Um exemplo dessa aproximação está no <a href="http://twitter.com/agriculturasp">perfil</a> da Secretaria de Agricultura. O objetivo é atingir quem está dentro e fora da internet. “<em>Muitos dos nossos seguidores são estudantes de agronomia. Eles levam para os pais, que muitas vezes são agricultores, as dicas que damos no perfil</em>”, afirma Vinícius Dias, responsável por gerenciar os perfis de mídias sociais da secretaria. No Twitter há links para o perfil do <a href="http://www.flickr.com/">Flickr</a>, que exibe espécies de peixes com descrições científicas, e do <a href="http://www.youtube.com/">Youtube</a>, com vídeos com explicações práticas de como plantar mudas, por exemplo.</p>
<p>O governo paulista ainda está aprendendo a se relacionar de uma maneira mais interativa com os cidadãos, diz <a href="http://www.linkedin.com/pub/dir/roberto/agune">Roberto Agune</a>, coordenador de inovação do Governo <a href="http://diario2.com/tag/jose-serra" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with José Serra">José Serra</a>. “<em>A idéia é criar um espaço para o cidadão comunicar do ponto de vista dele como estão os resultados dos nossos serviços. É preciso estar inserido onde a população se relaciona. Desde janeiro, 23 órgãos do governo de São Paulo criaram seus blogs. Trata-se de uma mudança cultural que surge com estas novas ferramentas, novas formas de falar com a população e ouvi-la</em>”.</p>
<p>Para Agune, a presença do governo nas redes sociais é um caminho sem volta: “<em>Se você não está presente, outros farão isso por você</em>”, afirma e vai além: “<em>Ou o governo entra e usa estas linguagens ou se afasta da sociedade. Temos que usar estas ferramentas para nos aproximarmos do cidadão e para ouvi-lo. Isso é importante</em>”.</p>
<p>Outro exemplo é o <a title="Comunicação do Governo da Bahia" href="http://www.comunicacao.ba.gov.br/" target="_blank">Governo da Bahia</a>, que inaugurou sua <a href="http://twitter.com/agecom">conta no Twitter</a> em maio do ano passado divulgando notícias sobre o Estado. De acordo com a assessoria de imprensa do Estado, o profile passou por uma fase de testes e só começou mesmo a ser divulgado a partir de dezembro de 2008. Hoje, conta com mais de 10 mil seguidores.</p>
<p>A Prefeitura Municipal de Campo Grande (MS) também está prestes a adentrar o espaço virtual com um perfil no Twitter. O prefeito da cidade, Nelson Trad Filho (PMDB-MS), já tem o <a href="http://twitter.com/nelsinhotrad">seu</a>. Com cerca de 1800 seguidores, Trad Filho recebe elogios e sugestões e responde &#8211; via assessoria &#8211; críticas, sugestões e reclamações de seus munícipes. De olho no perfil, a assessoria – que auxilia o prefeito no microblog &#8211; identifica as dúvidas e reclamações dos followers, encaminha para as secretarias responsáveis – ou para o próprio prefeito quando necessário – e responde o mais rápido possível. “<em>Isso cria um vínculo entre a administração pública e a população plugada. É importante na medida em que o internauta sente que não está falando para o vazio</em>”, explica o coordenador de comunicação da Prefeitura de Campo Grande, Ico Victorio.</p>
<p>O deputado estadual <a href="http://www.twitter.com/pauloduarte_">Paulo Duarte</a> (PT-MS) também aposta na interatividade. Usuário contumaz do Twitter, vai se reunir na próxima terça-feira, 13, com um grupo de seguidores para debater um projeto de sua autoria que prevê a proibição do uso de sacolas plásticas no estado: “<em>Em função das manifestações dos tuiteiros, quero ouvir suas sugestões sobre o projeto. Quero mais ouvir do que falar</em>”, disse Duarte, para quem o microblog é uma ferramenta que possibilita às pessoas “<em>opinar sobre assuntos que dizem respeito diretamente às suas vidas</em>”.</p>
<p>Talvez esteja aí, na interação com a população, o grande segredo das mídias sociais para políticos. Mas, é preciso muito mais que informalidade para criar uma relação de confiança entre um político e a população via Twitter. Mais importante é a transparência. <a href="http://diario2.com/tag/marcelo-tas" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Marcelo Tas">Marcelo Tas</a> diz que o Twitter é uma “<em>ferramenta de ouvir</em>”. Correto.</p>
<p>Tiago Cordeiro, analista de mídias sociais da consultoria <a href="http://www.polvoracomunicacao.com.br/">Pólvora</a>, aposta nisso: &#8220;<em>Há muitos políticos que usam o Twitter como megafone, como se fossem celebridades, querendo contar o que quiserem. Mas ele funciona melhor, sim, como uma espécie de telefone, que te permite conversar e trocar idéias e não apenas ficar recebendo conteúdo que você muitas vezes não vai nem ler direito. O político que esperar até 2010 para abrir seu Twitter já terá perdido espaço</em>”, afirma.</p>
<p><strong>Eles descobriram a mina</strong></p>
<p>Um bom exemplo de uso do Twitter por político foi dado pelo senador Delcídio do Amaral (PT-MS) – cujo <a href="http://twitter.com/delcidio">perfil</a> acumula mais de cinco mil seguidores. Em maio, durante <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1112955-5598,00-TREM+DO+PANTANAL+VOLTA+A+FUNCIONAR+APOS+ANOS+EM+MS.html">viagem inaugural do Trem do Pantanal</a>, o senador usou o próprio celular para contar o que acontecia no vagão das autoridades, fechado à imprensa, onde viajava o presidente Lula. As mensagens acabaram divulgadas em blogs e sites do estado que cobriam a visita do presidente.</p>
<p>“<em>É uma forma muito mais direta de se comunicar com as pessoas. Abre um amplo espectro para a conversa sobre as atividades do dia-a-dia e até para falar de música, política, esportes. Sou um cara que gosta de compartilhar isso com as pessoas</em>”, diz.</p>
<p>O líder do Democratas na Câmara Federal, deputado Ronaldo Caiado (GO), tem mantido atualizado o <a href="http://twitter.com/DeputadoCaiado">perfil</a> no Twitter. “<em>É muito importante, principalmente para nós da oposição, para expor nossos argumentos. O Twitter é um resumo sucinto. Não detalha, mas pauta as matérias. E depois, as pessoas buscam mais detalhes no blog</em>”, diz.</p>
<p>O senador <a href="http://twitter.com/SenCasagrande">Renato Casagrande</a> (PSB-ES) também está no microblog e considera o espaço imprescindível para estreitar o contato com os eleitores: “<em>Com o nível de acessibilidade do eleitor nestas eleições, não há a menor chance de nós, candidatos, ficarmos camuflados. Quem não entender isso vai ficar para trás. Estou contratando dois assessores só para me ajudar a alimentar esses instrumentos</em>”.</p>
<p>Outro senador presente no Twitter é Cristovam Buarque (PDT-DF) &#8211; mais de 20 mil seguidores em seu <a href="http://twitter.com/SEN_CRISTOVAM">perfil</a>. Ele também não abre mão das mídias sociais: “<em>Já tenho equipe e estou usando todos os instrumentos que posso. Torpedo eu recebo mais do que mando. Mas tuito toda hora que posso. Recomendo livros, comento notícias</em>”.</p>
<p>O presidente do Democratas, deputado <a href="http://twitter.com/deprodrigomaia">Rodrigo Maia</a> (RJ), acha que a chave do bom uso do Twitter está na polêmica e no bom humor. &#8220;<em>Quando você põe uma frase mais polêmica e sacaneia um adversário, tem resposta. Tem que ter bom humor, sem agressividade, mas é uma ferramenta que se encaixa bem para quem quer ser mais econômico. Os comentários ganham atenção na mídia também porque às vezes você está em casa, pensando na vida, e vem uma idéia boa. O Twitter te permite usá-la.</em>&#8220;, disse, em <a href="http://noticias.uol.com.br/politica/2009/09/13/ult5773u2445.jhtm">entrevista</a> a Maurício Savarese do Uol Notícias.</p>
<p>O presidente do PT, deputado <a href="http://twitter.com/ricardoberzoini">Ricardo Berzoini</a> (SP), também em entrevista ao Uol, apostou na descontração: &#8220;<em>Pelo dinamismo, é algo que te força a ser conciso, te permite ironias, provocações e reflexões. Dá capacidade uma de interação muito grande, sem dúvida vamos utilizar nas eleições e será uma arena importante</em>&#8220;.</p>
<p><strong>Pela culatra </strong></p>
<p>Seja qual for a estratégia, sem o binômio transparência/informalidade, usando estratégias estranhas às mídias sociais, o Twitter pode se transformar em uma armadilha para o político. Exemplos recentes foram protagonizados pelo líder do Partido dos Trabalhadores no Senado, Aloízio Mercadante, e pelo governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB).</p>
<p>O mico de Mercadante ocorreu às 12h15, do dia 20 de agosto, quando tuitou a seguinte mensagem: “<em>Eu subo hoje à tribuna para apresentar minha renúncia da liderança do PT em caráter irrevogável.</em>” Às 12h28, a Folha Online publicava a notícia: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u612473.shtml" target="_blank">Mercadante usa Twitter para anunciar renúncia à liderança do PT</a>. Às 14h16, o Estadão divulgou a mesma informação (<a href="http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac421977,0.htm" target="_blank">Mercadante diz que deixará liderança do PT em twitter</a>) que, três minutos depois, foi reproduzida pelo G1: <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1274416-5601,00-" target="_blank">Mercad</a><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1274416-5601,00-" target="_blank">ante diz que deixará liderança do PT em twitter</a>. No dia seguinte, voltou atrás patrocinando o primeiro efeito cascata negativo de um político brasileiro no Twitter.</p>
<p>&#8220;<em>O erro foi meu, não foi do Twitter. Depois usei a ferramenta para explicar as razões que me demoveram. Houve manifestações boas, outras que foram duras, mas acho que são válidas. Me expor no Twitter é o mesmo que me expor à rua. Eu não deixo esse expediente para minha assessoria de imprensa, como fazem alguns. O Twitter está para a modernidade como a praça estava para a Grécia antiga. As reações estão em um nível normal</em>&#8220;, afirmou Mercadante posteriormente, mostrando que é possível aprender com os erros na net.</p>
<p>O exemplo do governador André Puccinelli, por sua vez, exemplifica como um político não deve usar um perfil de Twitter. No turbilhão gerado por suas <a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI3989840-EI7896,00-Governador+do+MS+chama+ministro+de+maconheiro.html">ofensas</a> ao ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a quem chamou de “viado” e “maconheiro”, Puccinelli foi alvo de críticas e pedidos de esclarecimento em seu <a href="http://twitter.com/Puccinelli_ms">perfil</a> no microblog. Alheio ao estilo e necessidades das redes sociais, limitou-se a responder com “frases oficiais”. Resultado: o perfil está abandonado desde o dia 30 de setembro.</p>
<p>Segundo Roberto Agune, administrar as críticas recebidas no Twitter é fundamental: “<em>Há críticas interessantes, construtivas, e há quem extrapole.</em>” Para ele, os críticos trazem ferramentas, informações necessárias para fazer ajustes em procedimentos de governo. “<em>É fundamental criar espaços onde se possa ouvir o cidadão. A sugestão de um cidadão pode nos ajudar a melhorar nosso trabalho</em>”, afirma.</p>
<p>Este duplo pilar de sustentação, transparência/informalidade, esta ausente na maioria dos perfis políticos no Twitter. O erro está em se relacionar com as mídias sociais da mesma forma como se relaciona com as mídias tradicionais: na qual o discurso era uma via de mão única. “<em>Antes nós falávamos com um milhão de pessoas. Hoje, um milhão de pessoas falam com você num instante</em>”, resumiu Rodrigo Byrro, gerente de produtos da <a href="http://www.htc.com/">HTC América Latina</a>, durante o Seminário INFO – Twitter, orkut e Flickr.</p>
<p>É como diz <a href="http://twitter.com/Interney">Edney Souza</a>, gestor do <a href="http://www.interney.net/" target="_blank">Interney.net</a>, referindo-se a políticos que se armam das mídias sociais sem prepararem-se para isso: “<em>Ter a oportunidade de falar não significa nada se não tiver avanços</em>”. Para ele, apesar das iniciativas para aproximar população e esfera política, ainda é cedo para dizer que há algum tipo de proximidade. “<em>Tudo que temos são indícios de boas intenções que na prática parecem mais <a href="http://diario2.com/tag/campanha" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with campanha">campanha</a> eleitoral antecipada do que algo de efetivamente produtivo para o cidadão brasileiro. Não bastam iniciativas isoladas para ouvir a população, é preciso começar a priorizar, dar satisfações e entregar resultados. Tudo isso acompanhado de uma comunicação contínua e bilateral.</em>“.</p>
<p><strong>Babel Inútil? </strong></p>
<p>Há quem questione a presença de políticos no Twitter. O diretor executivo da <a href="http://www.transparencia.org.br/index.html">Transparência Brasil</a>, Claudio Weber Abramo, é um deles. No artigo “<a title="Babel inútil" href="http://colunistas.ig.com.br/claudioabramo/2009/09/22/babel-inutil/http:/colunistas.ig.com.br/claudioabramo/2009/09/22/babel-inutil/">Babel inútil</a>”, resume estes perfis como um “nunca acabar de trivialidades, auto-elogios, roteiros de visitas, elogios aos companheiros de partido e espetadelas previsíveis nos adversários”.</p>
<p>O cientista político da Universidade Federal Fluminense (UFF), <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4791809P5">Afonso de Albuquerque</a>, em <a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/09/25/twitter-pode-trazer-mais-perdas-do-que-ganhos-no-jogo-politico-avalia-especialista-767775229.asp">entrevista</a> ao jornal O Globo, alerta para a repercussão instantânea de &#8220;gafes virtuais&#8221; à Mercadante. Outro problema é a dificuldade em se adaptar o discurso a espaços onde a informalidade é a regra. “<em>Neste caso, o efeito pode ser contrário: em vez de atrair, afasta o eleitor</em>”, afirma.</p>
<p>Para Albuquerque, o Twitter pode servir para mostrar o lado humano, mas até isso é complicado para o político. “<em>Na política é preciso tomar decisões que contrariam princípios pessoais. O jogo político não é centrado na opinião pública. É preciso muitas vezes tomar atitudes que surgem nos bastidores</em>”, argumenta.</p>
<p><strong>A força da rede </strong></p>
<p>Pesquisador sênior do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política (NEMP) da Universidade de Brasília, o professor <a href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4783258H5">Venício A. de Lima</a> explicitou recentemente, no artigo “<a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?msg=ok&amp;cod=558JDB001&amp;#c">Internet e eleições: só não vê quem não quer</a>”, o inevitável avanço da rede sobre a política. Citando duas pesquisas, Lima traça um panorama desta presença inexorável.</p>
<p>Os resultados da pesquisa realizada pelo <a href="http://www.senado.gov.br/sf/senado/centralderelacionamento/sepop/pdf/datasenado/RelatórioFINALdivulgação.pdf">DataSenado</a> “<em>revelam que a internet (19%) já é o segundo meio de comunicação mais usado pelo eleitor brasileiro para informar-se sobre política, atrás apenas da TV (67%). Jornais e revistas aparecem em terceiro lugar, com 11% e o rádio é preferido por apenas 4% dos entrevistados. Além disso, quase metade dos eleitores (46%) acredita que a principal vantagem da internet nas eleições será a troca de informações e idéias. A possibilidade de facilitar a comunicação entre candidatos e eleitores aparece em segundo lugar, com 28%. Os entrevistados que disseram usar a internet diariamente somaram 58%; 78% acessam sites de notícias e 53% participam de alguma rede social, como Orkut ou Twitter.</em>”</p>
<p>Outra pesquisa, realizada pelo <a href="http://www2.correioweb.com.br/cbonline/politica/pri_pol_142.htm">Vox Populi</a>, mostra que a proporção de eleitores que usam a internet para se informar sobre política já chega a 36%: &#8220;<em>Quase dois terços dessas pessoas se informam exclusivamente em sites de notícias e blogs jornalísticos, enquanto que 7% utilizam somente as redes sociais, como Orkut, Facebook e Twitter com essa finalidade. Os 29% restantes combinam as duas possibilidades. São eleitores que acessam a rede com muita intensidade: cerca de 70% dos que procuram nela essas informações dizem que navegam `todo dia ou quase todo dia´ com esse intuito.</em>&#8221;</p>
<p>Não há volta.</p>

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		<title>Políticos e media sociais: o que vem pela frente?</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Sep 2009 18:30:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edney Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[análise]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[social media]]></category>

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		<description><![CDATA[Ano passado participei do encontro entre alguns blogueiros e o prefeito/candidato Kassab, curiosamente nesse dia 14/08 fará um ano que esse encontro aconteceu. Na verdade o relacionamento entre blogosfera e política é tão antigo no Brasil quanto a blogosfera em si, sempre foi um dos principais assuntos ao lado de entretenimento e tecnologia. Temos políticos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ano passado participei do encontro entre alguns blogueiros e o prefeito/candidato Kassab, curiosamente nesse dia 14/08 fará um ano que esse encontro aconteceu.</p>
<p>Na verdade o relacionamento entre <a href="http://diario2.com/tag/blogosfera" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Blogosfera">blogosfera</a> e política é tão antigo no <a href="http://diario2.com/tag/brasil" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Brasil">Brasil</a> quanto a <a href="http://diario2.com/tag/blogosfera" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Blogosfera">blogosfera</a> em si, sempre foi um dos principais assuntos ao lado de entretenimento e tecnologia. Temos políticos que tinham <a href="http://diario2.com/tag/blog" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with blog">blog</a> antes dessa &#8220;moda&#8221; como é o caso da atual sub-prefeita <a href="http://gabinetesoninha.blogspot.com/">Soninha</a> e também casos de <a href="http://www.jornalistasdaweb.com.br/index.php?pag=displayConteudo&amp;idConteudo=1352">blogueiros processados por políticos</a>, a exemplo do que aconteceu com <a href="http://alcinea-cavalcante.blogspot.com/">Alcinéa Cavalcante</a> e <a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2007/09/mais_um_blogueiro_ameacado_por_politico.php">Leonardo Sakamoto</a>.</p>
<p><span id="more-1440"></span></p>
<p>Encontros desse tipo são um avanço nesse relacionamento. Acho extremamente positivo esse tipo de diálogo, mas, na época dei uma <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u433592.shtml">declaração a Folha de São Paulo</a> que resgato agora: &#8220;Ter a oportunidade de falar não significa nada se não tiver avanços&#8221;.</p>
<p>Será que tivemos avanços um ano depois?</p>
<p>• Apesar da então candidata a prefeitura de fortaleza <a href="http://raquelcamargo.com/blog/2008/09/tre-atira-contra-o-twitter-e-acerta-a-vitima-errada/">Luizianne Lins ter &#8220;censurado&#8221; o twitter no Brasil</a>, a ferramenta de microblogging tornou-se extremamente popular entre os políticos. O Estado de São Paulo mantém uma imensa <a href="http://blog.estadao.com.br/blog/link/?title=lista_dos_politicos_no_twitter">lista de políticos que estão usando o twitter</a>.</p>
<p>• O governador do RJ, Sérgio Cabral, determina a <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/02/05/brasil-blogues-ajudam-a-policia-a-protestar-e-se-mobilizar/">prisão do blogueiro</a> Melquisedec Nascimento, do blog <a href="http://militarlegal.blogspot.com/">Militar Legal</a>.</p>
<p>• A Câmarados Deputados lançou sua rede social, o <a href="http://www.edemocracia.camara.gov.br/publico/">e-democracia</a>, &#8220;um portal de interação e discussão virtual da sociedade com o objetivo de promover debates e o compartilhamento de conhecimento no processo de elaboração de políticas públicas e projetos de lei de interesse estratégico nacional&#8221;.</p>
<p>• O Ministério da Cultura lançou a <a href="http://www.culturadigital.br/">Cultura Digital</a> uma rede social para discussão das políticas públicas de cultura digital.</p>
<p>• Foram lançados portais como o <a href="http://vereadores.wikia.com/wiki/P%C3%A1gina_principal">Adote um Vereador</a> e o <a href="http://respeite.me/">Respeite.Me</a> para que a população possa acompanhar os agentes políticos.</p>
<p>• O governador de MG, <a href="http://www.interney.net/?p=9767582" target="_self">Aécio Neves, se encontrou com o vice-presidente mundial do Google, Vint Cerf, e com alguns blogueiros</a> no Palácio da Liberdade. Apesar do evento ter espaço para perguntas o governador saiu rapidamente após seu discurso, levando Vint Cerf e deixando as perguntas dos blogueiros para os secretários de governo que foram bastante atenciosos.</p>
<p>• <a href="http://twitter.com/AndreaMatarazzo">Andrea Matarazzo</a> começa a <a href="http://migre.me/3WhX">atender os munícipes de São Paulo</a> via <a href="http://diario2.com/tag/twitter" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with twitter">twitter</a>, <span style="text-decoration: line-through;">apesar da iniciativa ser muito bacana ainda não li alguém que se manifestou publicamente informando que o problema foi resolvido</span> <strong>update</strong> <a href="http://www.stiletto.blog.br/content/view/309/20/">Aqui tem dois exemplos</a> de <a href="http://twitter.com/Roberto_SP/statuses/3285470673">solicitações atendidas</a> através dessa iniciativa. Estranhamente a <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090704/not_imp397680,0.php">Prefeitura de São Paulo bloqueou o Twitter para servidores</a>.</p>
<p>• O blogueiro <a href="http://cassionl.blogspot.com/2009/07/processo-contra-este-blog.html">Cássio Augusto</a> é processado pela Administração Pública de Nova Londrina, PR.</p>
<p>Fazendo um balanço, fica claro que, apesar de diversas iniciativas visando a aproximação da população com a esfera política, ainda é cedo para dizer que temos algum tipo de proximidade ou percebemos alguma melhora clara. Tudo que temos são indícios de boas intenções que na prática parecem mais <a href="http://diario2.com/tag/campanha" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with campanha">campanha</a> eleitoral antecipada do que algo de efetivamente produtivo para o cidadão brasileiro.</p>
<p>O que cobrei em ambos os eventos que participei, com Kassab e Aécio Neves, ainda está longe de acontecer: não bastam iniciativas isoladas para ouvir a população, é preciso começar a priorizar, dar satisfações e entregar resultados. Tudo isso acompanhado de uma comunicação contínua e bilateral.</p>
<p>O exemplo mais próximo desse diálogo que tenho conhecimento são dos blogs de sub-prefeituras aqui em São Paulo como o da <a href="http://gabinetesoninha.blogspot.com/">Lapa (administrada por Soninha)</a> e o da <a href="http://subdavilamariana.wordpress.com/">Vila Mariana</a> (este último infelizmente está parado desde outubro/2008 quando Fábio Lepique deixou o cargo). Se você conhecer outros exemplos me avise.</p>
<p>Espero que a <a href="http://idgnow.uol.com.br/internet/2009/06/26/nova-lei-eleitoral-permite-blogs-e-redes-sociais-mas-restringe-publicidade/">nova lei eleitoral</a>, apesar dos <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090719/not_imp404976,0.php">problemas já levantados</a>, passe pelo Senado e providencie algum tipo de avanço. Permitir que os candidatos usem redes sociais durante a campanha cria mecanismos para documentarmos e fiscalizarmos suas promessas mais facilmente. Quem sabe eles começam a gostar da coisa e continuam usando depois de eleitos? <img src="http://www.interney.net/smilies/icon_smile.gif" alt=": ) " /></p>
<p>Ainda quero acreditar que podemos mudar alguma coisa no país, a internet está aí para facilitar, só falta entendermos a diferença entre uma <a href="http://olhometro.com/2009/06/30/forasarney-e-a-revolucao-com-a-bunda-no-sofa/">revolução de verdade e ficar com a bunda no sofá</a>.</p>
<p>(Publicado primeiramente <a href="http://www.interney.net/?p=9768580">aqui</a>)</p>

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