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	<title>Diário2 &#187; opinião</title>
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	<description>A vida em tempo real</description>
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		<title>Poderá o Interior produzir tecnologia para o mundo?</title>
		<link>http://diario2.com/podera-o-interior-produzir-tecnologia-para-o-mundo-6341</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 09:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Manuel Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[_Destaque]]></category>

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		<description><![CDATA[Nuno Costa, engenheiro informático em Coimbra, acredita que a produção de tecnologia pode criar riqueza no interior, onde já há mais qualidade de vida.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://cache.diario2.com/uploads/2011/09/logowps-300x102.png"><img class="alignright size-full wp-image-6342" title="logowps-300x102" src="http://cache.diario2.com/uploads/2011/09/logowps-300x102.png" alt="" width="300" height="102" /></a>Em primeiro lugar quero parabenizar a JS de Trancoso pelo projeto que criou e que neste momento se tornou demasiado grande para este concelho histórico do distrito da Guarda. É para mim um orgulho ver a criatividade e iniciativa de inovação dos meus jovens conterrâneos e camaradas!</p>
<p style="text-align: justify;">Nasci e cresci em Trancoso. Em 1995 rumei até Coimbra para estudar e obter formação superior no Instituto Superior de Engenharia. Desde que os meus pais me disponibilizaram, com muito esforço, um computador, descobri qual a minha vocação e que queria ser Engenheiro Informático.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando concluí o ensino secundário, as tecnologias de informação e comunicação eram inacessíveis a grande parte da população portuguesa e no interior esse mundo novo era quase ficção científica para os jovens dessa altura! É preciso notar que estamos a falar de há 16 anos atrás. Ter telemóvel era sinal de <em>status</em> e a <a href="http://diario2.com/tag/internet" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with internet">internet</a>, além de cara, tinha velocidades rudimentares que faziam desesperar! De lá para cá, as tecnologias de informação e de comunicação deram saltos enormes e estão massificadas pela população! Recordo que quando estudei na Escola Secundária de Trancoso, tecnologias de informação eram um sonho e o acetato era o rei dos métodos de ensino dos meus professores! Recordo como a minha paixão pela informática foi alimentada por alguns professores pioneiros na altura que trabalharam para trazer as tecnologias aos alunos. Não posso deixar de referir que quando recebi o meu primeiro computador, as novidades de jogos e programas informáticos eram-me trazidas por um primo de Coimbra em disquetes de 3.5” cuja capacidade era 1.44M!</p>
<p style="text-align: justify;">Quando cheguei ao ISEC, deparei-me com um mundo novo, mas que visto hoje parece um mundo pré-histórico. Só os mais abastados tinham telemóvel, o computador pessoal era para alguns inacessível e os portáteis eram quase inexistentes! Adaptar-me ao curso de Engenharia Informática não foi fácil porque vinha da área de saúde, e a falta de preparação para a exigência do ensino superior era enorme! Era notório que os alunos que vinham do interior tinham menor preparação para as dificuldades do ensino superior que os alunos das grandes cidades.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas hoje muita coisa mudou e embora me tenha radicado em Coimbra, reconheço que o interior já oferece oportunidades na área das TIC.</p>
<p style="text-align: justify;">Portugal investiu muito nos últimos anos nas tecnologias de informação e de comunicação. Temos mais de 15 milhões de telemóveis ativos, muitos deles <em>smartphones</em> com ligação permanente à internet. As ligações de banda larga estão disponíveis a todos a baixos preços muito por causa da massificação da <a href="http://diario2.com/tag/tecnologia" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Tecnologia">tecnologia</a> ADSL. Existem cada vez mais lares com acesso a ligações de alta velocidade com a disponibilização progressiva das redes de fibra dos principais operadores. A banda larga móvel já nos permite acesso à internet com velocidades razoáveis em qualquer parte do território nacional. A <a href="http://diario2.com/tag/tecnologia" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Tecnologia">tecnologia</a> de redes sem fios está presente em muitos lares e espaços públicos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lá fora somos elogiados pela facilidade com que nos adaptamos às novas tecnologias!</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Importa lembrar que os anteriores governos do PS tiveram um papel importante neste desenvolvimento tecnológico de Portugal com programas inovadores: o e-escolinha e e-escola, programas de desenvolvimento das redes de nova geração, renovação de escolas com introdução de redes informáticas e novos equipamentos auxiliares ao ensino. É certo que houve abusos que mancham estas iniciativas, mas os resultados são muito positivos porque ofereceram oportunidades de qualificação e desenvolvimento pessoal a muitos portugueses que puderam aspirar a uma qualidade de vida melhor!</p>
<p style="text-align: justify;">Feito este enquadramento que considero importante, resta tentar responder à questão: Poderá o interior produzir tecnologia para o mundo? Poderá um concelho como Trancoso produzir tecnologia para o mundo? A resposta é, do meu ponto de vista, SIM!</p>
<p style="text-align: justify;">É por muitos reconhecido que o interior oferece uma qualidade de vida substancialmente melhor que as grandes cidades. Podemos dizer de uma forma simplista que a vida no interior é menos “<em>stressante</em>”! No passado as vilas e cidades do interior não ofereciam aos seus cidadãos acesso à cultura, ao cinema, às novidades comerciais e tecnológicas. Hoje com a aposta forte na renovação e construção de novas autoestradas, é possível ter acesso a essas ofertas, não porque estejam disponíveis nas vilas ou cidades do interior mas porque é rápido deslocarmo-nos às grandes cidades. Tomando ainda Trancoso como exemplo, com a renovação do IP2, Guarda fica a 20 minutos e a distância a Viseu, Coimbra ou até Lisboa foi substancialmente reduzida.</p>
<p style="text-align: justify;">Atentemos a alguns exemplos que demonstram a capacidade de inovação e empreendedorismo que existe do interior.</p>
<p style="text-align: justify;">Um deles é a empresa OutSystems – Software em Rede S.A. é uma empresa de Proença-a-Nova consolidada no mercado, que desenvolve a sua atividade no ramo das tecnologias da informação, agindo não só como software house mas também como prestadora de serviços associados ao seu software proprietário. Esta empresa tem clientes nos 4 cantos do mundo e os seus 22 colaboradores destacam a qualidade de vida pessoal e profissional que lhes é oferecida no interior. Nesta <a title="reportagem RTP" href="http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Multinacional-de-software-criou-22-postos-de-trabalho-em-Proenca-a-Nova.rtp&amp;headline=20&amp;visual=9&amp;article=466980&amp;tm=6" target="_blank">reportagem da RTP</a> podemos ficar a conhecer melhor esta empresa e perceber porque razão o interior é uma oportunidade de desenvolvimento e não um fator de atraso no desenvolvimento de Portugal.</p>
<p style="text-align: justify;">A Critical Software é outra empresa de sucesso nacional e internacional que a partir de Coimbra tem desenvolvido soluções avançadas para os seus clientes, dos quais a NASA é o mais emblemático! Não foi necessário aos mentores desta empresa sair de Coimbra para conseguir ter sucesso. Podemos colocar Coimbra ao lado de cidades como Lisboa, Madrid, Berlim e pensar que na comparação Coimbra é o “interior”! Mas nem por isso deixa de gerar oportunidades aos seus empreendedores!</p>
<p style="text-align: justify;">Gostaria também de dar um exemplo pessoal para exemplificar como é possível desenvolver projetos tecnológicos nacionais ou internacionais, a partir de qualquer local. Sou colaborador do Instituto de Informática, IP. Este Instituto tem competências na área de tecnologias de informação do Ministério da Solidariedade e Segurança Social, Ministério da Economia e do Emprego e Ministério das Finanças. O seu maior “cliente” é o Ministério da Solidariedade e Segurança Social. As referidas competências vão desde a disponibilização de redes informáticas, comunicações, estações de trabalho e servidores e ainda o desenvolvimento de aplicações para o “negócio” do Ministério.</p>
<p style="text-align: justify;">No passado foi necessário disponibilizar tecnologia para a instalação de software de gestão da assiduidade do Instituto de Segurança Social, IP. Foi necessário recorrer a tecnologia de virtualização por forma a otimizar recursos financeiros, equipamentos já existentes e desenvolver competências na virtualização de soluções informáticas. Convidado pelos meus superiores para assumir o projeto, foi-me possível instalar e gerir 18 servidores virtuais com sucesso a partir do meu local de trabalho em Coimbra. De há 3 anos para cá que o projeto está implementado sem problemas de maior e foi o ponto de partida para que hoje o Instituto aposte na virtualização de soluções aplicacionais de forma a responder às condições económicas de Portugal e tornar-se um exemplo de inovação e empreendedorismo no desenvolvimento das tecnologias de informação na administração pública. O sucesso deste projeto foi em grande medida porporcionado pela rede de comunicações que o Instituto tem implementada no território nacional que permite aos seus colaboradores desenvolver e gerir sistemas e soluções aplicacionais em qualquer local! Mesmo a partir de casa com ligações seguras à rede do Instituto!</p>
<p style="text-align: justify;">Mas dei este exemplo para reforçar a seguinte convicção: Se foi possível a partir do meu local de trabalho projetar e concretizar uma solução nacional, é hoje claramente possível que o interior possa oferecer condições para o desenvolvimento de projetos tecnológicos exportáveis para todo o país e mesmo para o mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, não posso deixar de alertar para a importância que o aparecimento de projetos na área das TIC tem para o interior e para o seu desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Estou certo que a implementação de empresas tecnológicas nas vilas e cidades do interior desenvolve essas regiões, combate a desertificação e traz para as vilas e cidades gente nova com capacidade para contribuírem também para o desenvolvimento industrial, comercial e cultural dessas regiões.</p>
<p>Publicado no <a title="Projeto Interiormente" href="http://interiormente.org/?p=530" target="_blank">Interiormente</a></p>

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		<title>Famosos aderem ao &#8220;Digital Life Sacrifice&#8221; por uma boa causa</title>
		<link>http://diario2.com/famosos-aderem-ao-digital-life-sacrifice-por-uma-boa-causa-5558</link>
		<comments>http://diario2.com/famosos-aderem-ao-digital-life-sacrifice-por-uma-boa-causa-5558#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Nov 2010 15:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Quiterio</dc:creator>
				<category><![CDATA[análise]]></category>
		<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[notícias]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[eu digital]]></category>
		<category><![CDATA[famosos]]></category>
		<category><![CDATA[Keep a Child Alive.]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto não se atingir 1 milhão de dólares, muitas das celebridades que conhecemos da panorama mundial das artes, declarará morte ao seu 'eu digital'. A Keep a Child Alive agradece, bem como toda a máquina produtiva do social media. Mas as opiniões dividem-se.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Adenda:</strong> este post foi inicialmente publicado no blogue do <a href="http://uploadlisboa.com/pt" target="_self">Upload Lisboa</a>, espaço criado com a intenção de preparar o evento e discutir a temática Social Media. O seguinte texto é da autoria de <a href="http://twitter.com/#!/l_spencer" target="_self">Luís Spencer Freitas</a>, <a href="http://diario2.com/tag/web" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with web">Web</a> Strategist na <a href="http://www.thegrandunion.com/">The Grand Union</a>.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">É engraçado quando tentamos fazer uma comparação do Mundo de hoje com o de à 5 anos atrás. A verdade é que é impossível revermos os nossos hábitos à luz de um Mundo sem <a href="http://diario2.com/tag/internet" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with internet">Internet</a> e sem <a href="http://diario2.com/tag/redes-sociais" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Redes sociais">Redes Sociais</a>. Isto torna-se ainda mais interessantes quando observamos que esta mudança não veio só no dia de cada pessoa mas sim da Sociedade como um todo.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta introdução vai na direcção de uma análise à recente campanha de sensibilização muito recentemente anunciada para o dia Mundial contra a SIDA, pela fundação <a href="http://keepachildalive.org/">Keep a Child Alive</a>. Tendo a Alicia Keys como orientadora, esta acção tem o apoio de várias celebridades como Lady Gaga, Justin Timberlake, Kim Kardashian e Ryan Seacrest. Até aqui parece um <em>typical fundraiser</em> com vários nomes sonantes, dignos de um festival. No entanto, as celebridades vão fazer algo “radical” para chamar à atenção dos seus fãs – vão deixar de fazer tweets e posts no Facebook, matando o seu “eu “ digital.</p>
<p style="text-align: justify;">O <a href="http://mashable.com/2010/11/28/world-aids-day-digital-deaths/">“Digital Life Sacrifice”</a> irá ter vídeos das celebridades declarando a morte temporária do seu “eu” digital, declarando o seu testamento e dando ênfase ao seu último post com todo o dramatismo necessário – isto enquanto a associação<strong> Keep a Child Alive</strong> não fizer 1 milhão de dólares para ajudar crianças infectadas com o vírus da SIDA. Quando atingirem esse valor, as celebridades irão regressar aos seus perfis digitais.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://keepachildalive.org/"><img class="aligncenter size-large wp-image-5559" title="keepachildalive" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/11/keepchildalive-600x362.jpg" alt="" width="600" height="362" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Esta campanha provoca <em>mixed feelings</em> a quem o lê. É lógico que surgiram todo o tipo de reacções a esta campanha – desde os que <a href="http://newsfeed.time.com/2010/11/29/silence-for-a-cause-lady-gaga-fellow-stars-quit-facebook-and-twitter-for-charity">agradecem o súbito silêncio</a> das celebridades a quem considera a acção original e digna de um novo Mundo dominado pelas redes sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, há também aquele sentimento de quem está distanciado do mundo digitalizado que não é uma acção com força digna da seriedade da temática abordada – ou seja, para chamar à atenção das pessoas, as celebridades irão apenas deixar de falar nas redes sociais, como se a importância das suas declarações mundanas fosse tanta que fizesse as pessoas contribuírem com 1 milhão de dólares.</p>
<p style="text-align: justify;">Indiferente das reacções, há sem dúvida uma componente sociológica que deve ser tomada em conta – o facto de haver uma declaração da morte digital e do voto de silêncio digital e a força que esta acção poderá vir ou não a ter. O facto de só surgir no universo de hipóteses de acções para este tipo de campanhas é o suficiente para observarmos a clara evolução das relações e da rotina na Sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">A manifestação do Anima/Animus de Jung surge como uma referência invisível a este acto de suicídio, totalmente desprovido de consequências óbvias, mas repletas de uma carga de empenhamento digna de uma greve de fome ou amarrar a uma árvore para defender uma causa.</p>
<p style="text-align: justify;">A verdade é que esta acção está a provocar barulho sem ainda ter começado – se calhar o propósito era exactamente este. Provavelmente a acção em si não terá o mesmo impacto que o tease está a ter, mas que poderá ser exactamente o suficiente para chamar à atenção para a causa. E desperta a consciência para o patamar que o mundo digital e as redes sociais começam a ter. Não que todo o caso Kutcher/CNN não tivesse já dado uma luz para a importância que começavam a ter, mas esta acção faz o link de uma forma muito mais directa e com resultados finais efectivos para além de uma guerra <em>“just for the sake of it”</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Fica agora para futura análise o resultado que a campanha terá e o efeito <em>copy-cat</em> que poderá vir de seguida. Se isto foi o destrancar de mais uma forma de criar <em>engagement </em>com os consumidores através das redes sociais, então falta agora ver como irão as marcas aproveitar esta técnicas para as suas próprias marcas.</p>

	Tags: <a href="http://diario2.com/tag/famosos" title="famosos" rel="tag">famosos</a>, <a href="http://diario2.com/tag/keep-a-child-alive" title="Keep a Child Alive." rel="tag">Keep a Child Alive.</a>, <a href="http://diario2.com/tag/eu-digital" title="eu digital" rel="tag">eu digital</a>, <a href="http://diario2.com/tag/redes-sociais" title="Redes sociais" rel="tag">Redes sociais</a><br /><br/>

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		<title>New challenges of journalism por Steve Doig</title>
		<link>http://diario2.com/new-challenges-of-journalism-por-steve-doig-5487</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Nov 2010 14:52:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Quiterio</dc:creator>
				<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[New challenges]]></category>
		<category><![CDATA[steve doig]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos tempos que correm, e na área de comunicação e jornalismo, o clamar que mais se houve é sobre os novos desafios com que se deparam os profissionais e, mais que eles, aqueles que estudam e almejam um lugar ao sol da prática de reportar a realidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Nos tempos que correm, e na área de comunicação e <a href="http://diario2.com/tag/jornalismo" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with jornalismo">jornalismo</a>, o clamar que mais se houve é sobre os novos desafios com que se deparam os profissionais e, mais que eles, aqueles que estudam e almejam um lugar ao sol da prática de reportar a realidade.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">No passado dia 29 de Setembro tive o prazer de assistir à pequena conferência do ilustre <a href="http://diario2.com/tag/steve-doig" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with steve doig">Steve Doig</a>, conceituado professor de Computer-Assisted Reporting na Arizona State University, e Pulitzer Prize for Public Service em 1993. (bio completa <a href="http://cronkite.asu.edu/faculty/doigbio.php " target="_self">aqui</a>)</p>
<p style="text-align: justify;">Mais que tentar absorver toda a experiência daquele profissional, tentei perceber o que leva uma pessoa como o Steve Doig a lutar por uma prática como o jornalismo, mais nos tempos que correm. Facilmente percebi que ele é uma pessoa apaixonada. Apaixonou-se sempre pela prática de contar e encontrar a verdade; pela busca de razão para o leitor e depois nas aulas, na formação de novos historiadores do instante.</p>
<p style="text-align: justify;">Fiquei contentíssima de não ter escolhido outro afazer naquele dia, em Lisboa. Porque quem me conhece sabe que não prescindo de aprender com os profissionais, de ouvir as boas estórias de quem ainda tem pó nos sapatos e, neste caso concreto, caminhou pelo advento da computação e chega aos dias de hoje com a prática desde o início. Steve Doig é um mestre no computer assisted reporting. Atentem nisso!</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5488" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/11/warning-7-300x163.jpg" alt="" width="300" height="163" /></p>
<p style="text-align: justify;">Deixo aqui algumas dicas que o próprio deixou na conferência na FCSH-UNL. Retirem ilações e acima de tudo, olhem para o jornalismo com paixão e suor. As lágrimas também fazem parte deste árduo caminho. Mas sem elas não valorizamos a prática nobre que é lidar com a informação:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Journalism is a great profession: important for democracy and society. You (we) can make a difference;</li>
<li>Journalism can impact; is fun and exciting. Journalism is walking in the morning and make a lot of different things every day,</li>
<li>Multimedia skills are necessary and useful in many areas;</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Journalism assists many challenges today:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Delivery is changing;</li>
<li>New business model is installed;</li>
<li>Investigative reporting is endangered (watch dog democracy);</li>
<li>24/7 news cycle:</li>
<li>Every moment is deadline!</li>
<li>Ethical questions are important (very);</li>
<li>Proliferation of information sources</li>
<li>What audience wants vs needs</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">*imagem retirada do blogue de<a href="http://www.tomscott.com/warnings/" target="_self"> Tom Scott</a></p>
<p style="text-align: justify;">
<p>(Publicado inicialmente no blog do Correio da Manhã, <a href="http://s3g.me/ondas">Ondas na Rede</a>.</p>

	Tags: <a href="http://diario2.com/tag/steve-doig" title="steve doig" rel="tag">steve doig</a>, <a href="http://diario2.com/tag/jornalismo" title="jornalismo" rel="tag">jornalismo</a>, <a href="http://diario2.com/tag/new-challenges" title="New challenges" rel="tag">New challenges</a><br /><br/>

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		<title>É Justo que Políticos Recebam Salários para Defender seus Eleitores?</title>
		<link>http://diario2.com/e-justo-que-politicos-recebam-salarios-para-defender-seus-eleitores-5324</link>
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		<pubDate>Thu, 30 Sep 2010 15:30:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Cruz</dc:creator>
				<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
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		<category><![CDATA[corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
		<category><![CDATA[politicos]]></category>

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		<description><![CDATA[Este certamente é um artigo que vai gerar polêmica, tanto no Brasil quanto em Portugal. Mas o tema é bastante pertinente frente as eleições presidenciais que irão ocorrer na república tupiniquim dentro de dias. A corrupção é um mal que atinge a todos os países do planeta. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-5325" href="http://diario2.com/e-justo-que-politicos-recebam-salarios-para-defender-seus-eleitores-5324/dinheiro"><img class="aligncenter size-full wp-image-5325" title="dinheiro" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/09/dinheiro.jpg" alt="Dinheiro no governo" width="420" height="360" /></a></p>
<p>Este certamente é um artigo que vai gerar polêmica, tanto no <a href="http://diario2.com/tag/brasil" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Brasil">Brasil</a> quanto em Portugal. Mas o tema é bastante pertinente frente as eleições presidenciais que irão ocorrer na república tupiniquim dentro de dias.</p>
<div id="attachment_5326" class="wp-caption alignleft" style="width: 200px"><a rel="attachment wp-att-5326" href="http://diario2.com/e-justo-que-politicos-recebam-salarios-para-defender-seus-eleitores-5324/dinheiro-na-meia"><img class="size-full wp-image-5326" title="dinheiro-na-meia" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/09/dinheiro-na-meia.jpg" alt="Dinheiro na meia" width="190" height="126" /></a><p class="wp-caption-text"><a href="http://diario2.com/tag/dinheiro" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Dinheiro">Dinheiro</a> na meia</p></div>
<p>A <a href="http://diario2.com/tag/corrupcao" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with corrupção">corrupção</a> é um mal que atinge a todos os países do planeta. Até mesmo os comunistas. É lógico que em alguns países a situação é mais agravante que em outros, no entanto é um mal comum. E não existe um sistema político perfeito que acabe com a <a href="http://diario2.com/tag/corrupcao" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with corrupção">corrupção</a>, pois o problema não está no sistema burocrático e sim no caráter das pessoas.</p>
<p>Agora é evidente que certos sistemas burocráticos facilitam esta prática. E o que fazer? Na verdade não há muito o que se fazer, já que o processo de mudança deve vir da formação de cada um. Agora, o pouco que se pode fazer reside em medidas como oferecer educação gratuita e de qualidade pra todos, lazer e segurança jurídica. Todo mundo sabe disso, mas nunca vemos estas coisas realmente acontecendo com vigor.</p>
<p>Então, proponho uma outra via. Uma via um tanto quanto filosófica, radical e liberal (como diria Paulo Querido): que os políticos eleitos democraticamente pela sociedade não recebam salários. Sim, é isso mesmo que você leu. O sujeito vai trabalhar de graça. Mas Rafael, isso não vai aumentar a corrupção, já que o malando não receberá um tostão do governo? Creio que não. Vamos analisar?</p>
<div id="attachment_5327" class="wp-caption alignleft" style="width: 154px"><a rel="attachment wp-att-5327" href="http://diario2.com/e-justo-que-politicos-recebam-salarios-para-defender-seus-eleitores-5324/tiririca"><img class="size-thumbnail wp-image-5327" title="tiririca" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/09/tiririca-200x200.jpg" alt="Tiririca" width="144" height="144" /></a><p class="wp-caption-text">Tiririca</p></div>
<p>Uma vez abolido o ganha-pão dos cargos políticos, teremos uma seleção natural de candidatos realmente interessados em trabalhar pelo seu povo, já que a motivação do mesmo deixará de ser o dinheiro e passará a ser de desenvolvimento. Neste cenário, dificilmente veríamos candidatos bizarros nas eleições brasileiras, como o Tiririca (palhaço semi-analfabeto), Maguila (lutador em decadência), Mulher Melancia (dançarina da pior estirpe), Waguinho (ex-drogado, ex-pagodeiro, esquecido e falido) e tantos outros (MUITOS outros, acredite).</p>
<p>Neste sentido, se teremos candidatos mais qualificados e comprometidos, a probabilidade de vermos eleitos pessoas capazes de realizar benfeitorias são enormes. Afinal se o cara depende de um salário do governo pra se sustentar, será que é realmente o mais indicado pra liderar e defender cidades e estados? Será que ele realmente estará comprometido com os interesses de quem o apoia ou estará centrado nos seus próprios interesses?</p>
<p>Antes de querer mudar um país, o candidato precisa mudar a sua vida, mudar as suas atitudes. Precisa ser o exemplo. Se ele mesmo não é capaz de andar com suas próprias pernas, como pretende entrar para a <a href="http://diario2.com/tag/politica" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with política">política</a> e representar pessoas?</p>
<div id="attachment_5328" class="wp-caption alignleft" style="width: 141px"><a rel="attachment wp-att-5328" href="http://diario2.com/e-justo-que-politicos-recebam-salarios-para-defender-seus-eleitores-5324/mensalao"><img class="size-thumbnail wp-image-5328" title="mensalão" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/09/mensalão-200x200.jpg" alt="Mensalão" width="131" height="131" /></a><p class="wp-caption-text">Regalias</p></div>
<p>No âmbito das finanças, imagine quantos milhões de Reais o Brasil pouparia por ano se não precisasse pagar salários a tantos e tantos cargos públicos? Presidente, vice, ministros, suplentes, governadores, prefeitos, senadores, deputados, vereadores&#8230; E devemos lembrar que, pelo menos no Brasil, o sujeito não ganha apenas o salário, mas também dúzias de benefícios, como auxílio moradia, energia, transporte, nutricionista, massagista e tantas outras. Ora, ele está alí pra ajudar o povo, mas com tantas regalias até parece que o ajudado é ele. Por isso que pessoas que nem tem onde cair mortas querem insanamente pegar a sua boquinha (vide exemplos bizarros acima).</p>
<p><a rel="attachment wp-att-5329" href="http://diario2.com/e-justo-que-politicos-recebam-salarios-para-defender-seus-eleitores-5324/corrupcao"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-5329" title="corrupção" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/09/corrupção-200x200.jpg" alt="Corrupção" width="102" height="102" /></a>Uma vez o falecido deputado Enéas Carneiro (Prona) disse isto numa entrevista, quando interrogado sobre o que achava do mensalão: <em>Meu caro, você vira deputado e ganha até elevador em seu nome. Você sente que tem o rei na barriga e pode fazer tudo que quiser. Não me surpreende mensalões e outros desvios de conduta. O mal está mais profundo do que vocês imaginam.</em></p>
<p>Com a economia deste dinheiro, poderíamos realocá-lo nos combalidos orçamentos da educação e da saúde. Poderíamos ter, enfim, uma educação digna, gratuita e de qualidade, que proporcionaria a formação adequada ao cidadão do bem, citada no início deste artigo e, desde modo, entraríamos num círculo virtuoso.</p>
<p>A maior prova de dedicação e amor pelo seu país será aceitar trabalhar por ele sem receber nada em troca. Aí, meus queridos, quero ver os tradicionais demagogos provando todo o seu “amor” pelo seu sofrido povo. É aonde separaremos as crianças dos HOMENS.</p>
<p>Como puderam ver neste artigo, o problema da corrupção, falta de <a href="http://diario2.com/tag/etica" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with ética">ética</a> ou desenvolvimento lento de um país, não se deve exclusivamente aos índices econômicos e sociais, tão alardeados nos últimos anos pelo governo brasileiro. É mais que isso. É questão de coragem e atitude dos líderes do nosso país.</p>

	Tags: <a href="http://diario2.com/tag/politicos" title="politicos" rel="tag">politicos</a>, <a href="http://diario2.com/tag/brasil" title="Brasil" rel="tag">Brasil</a>, <a href="http://diario2.com/tag/politica" title="política" rel="tag">política</a>, <a href="http://diario2.com/tag/corrupcao" title="corrupção" rel="tag">corrupção</a>, <a href="http://diario2.com/tag/etica" title="ética" rel="tag">ética</a><br /><br/>

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		<title>A web morreu. Maçada, logo agora que os jornais aprenderam a usá-la</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Aug 2010 21:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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		<description><![CDATA[O artigo de capa da Wired de Setembro diz que a web morreu. É uma chatisse, pois acontece logo no momento em que os jornais aprenderam a usá-la. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O artigo de capa da Wired de Setembro diz que a <a href="http://diario2.com/tag/web" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with web">web</a> morreu. É uma maçada, pois acontece logo no momento em que os jornais aprenderam a usá-la. Depois de um loooooongo Curso Superior de 18 anos, o hipertexto e a conversa começam a entrar na rotina dos jornais online. Er, quer dizer, pelo menos dos melhores deles; mas os outros, seguindo o fenómeno de &#8220;imitação cautelosa&#8221; que caracteriza o meio, seguir-se-iam ao longo da próxima década.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5162" title="thewebisdead" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/08/thewebisdead.jpg" alt="" width="500" height="320" /></p>
<p>Reparem: a Wired publica <a href="http://www.wired.com/magazine/2010/08/ff_webrip/all/1">“The Web Is Dead. Long Live the Internet“</a>. Um artigo do New York Times responde, cita e hiperliga, sem hesitações, muito naturalmente (muito invejavelmente, para um português): <a href="http://bits.blogs.nytimes.com/2010/08/17/the-growth-of-the-dying-web/">Is the Web Dying? It Doesn’t Look That Way</a>.</p>
<p>Outros bons exemplos de utilização do hipertexto para uma conversa global sobre este assunto vêm, claro está, de publicações nascidas na web, e que por isso respiram o hipertexto.</p>
<p><strong>Na GigaOM:</strong> <a href="http://gigaom.com/2010/08/17/the-web-isnt-dead-its-just-continuing-to-evolve/">The Web Isn’t Dead; It’s Just Continuing to Evolve</a><br />
Excerto: &#8220;<em>As with some of his other popular writings, Anderson seems to be coming to this realization rather late in the game, and has resorted to a sensationalized headline to grab some attention.</em>&#8221;</p>
<p><strong>No Techcrunch: </strong><a href="http://techcrunch.com/2010/08/17/wired-web-dead/">Wired Declares The Web Is Dead—Don’t Pull Out The Coffin Just Yet</a> e <a href="http://techcrunch.com/2010/08/17/when-wrong-call-yourself-prescient-instead/">When Wrong, Call Yourself Prescient Instead</a><br />
(irresistível excerto: &#8220;<em>In 1997 Wired Magazine declared the browser dead. “Sure, we’ll always have Web pages. We still have postcards and telegrams, don’t we?” said Kevin Kelly and Gary Wolf.</em>&#8220;)</p>
<p><strong>Na webmagazine boingboing:</strong> <a href="http://www.boingboing.net/2010/08/17/is-the-web-really-de.html">Is the web really dead?</a><br />
<em>Without commenting on the article&#8217;s argument, I nonetheless found this graph immediately suspect, because it doesn&#8217;t account for the increase in <a href="http://diario2.com/tag/internet" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with internet">internet</a> traffic over the same period. The use of </em>proportion<em> of the total as the vertical axis instead of the </em>actual total<em> is a interesting editorial choice.</em></p>
<p>E um dos meus favoritos, porque recorda algo que tenho vindo a repetir desde que o <a href="http://diario2.com/tag/ipad" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with ipad">iPad</a> foi demonstrado: <a href="http://pauloquerido.pt/tecnologia/ipad-promessas-de-amanhas-que-cantam-e-porque-estou-cauteloso-com-elas/">a mudança de interface, libertando-nos da tirania do teclado + rato</a>: <strong>na The Next Web,</strong> <a href="http://thenextweb.com/apps/2010/08/18/the-internets-fundamental-shift-isnt-browser-to-apps-its-mouse-to-multi-touch/">The Internet’s fundamental shift isn’t browser to apps, it’s mouse to multi-touch</a>.</p>
<p><em>(NOTA: Publicado no Ondas na Rede. A seguir: Dissertação sobre a Internet (onde se falará do iPad, blogs, <a href="http://diario2.com/tag/google" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with google">Google</a>, <a href="http://diario2.com/tag/apple" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Apple">Apple</a> e Sapo), da web às aplicações, as mudanças em curso. <em><em>Não perca o desenvolvimento por esquecimento ou impossibilidade: <a href="http://feeds.feedburner.com/OndasNaRede">subscreva o feed</a> e receberá no seu leitor. Ou, ainda melhor, <a href="http://feedburner.google.com/fb/a/mailverify?uri=OndasNaRede&amp;loc=pt_BR">assine gratuitamente a newsletter</a> &#8212; e receberá no final uma versão acrescentada do artigo.)</em></em></em></p>

	Tags: <a href="http://diario2.com/tag/jornalismo" title="jornalismo" rel="tag">jornalismo</a>, <a href="http://diario2.com/tag/ipad" title="ipad" rel="tag">ipad</a>, <a href="http://diario2.com/tag/web" title="web" rel="tag">web</a>, <a href="http://diario2.com/tag/internet" title="internet" rel="tag">internet</a><br /><br/>

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		<title>Adeus neutralidade, olá &#8220;auto-estradas da informação&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 16:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
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		<description><![CDATA[Afinal, há mesmo acordo entre a Google e a Verizon. Como se suspeitou, é mesmo o início do fim da neutralidade da Internet. Vêm aí, finalmente!, as "auto-estradas da informação", tal como os governantes andaram a vendê-las nos seus programas políticos há 10 anos. Naturalmente, com portagens -- mas disso, oh oh, ainda não tínhamos ouvido falar...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/08/futurainternet.jpg" alt="" title="futurainternet" width="550" height="309" class="aligncenter size-full wp-image-5134" /></p>
<p>Afinal, há mesmo acordo entre a <a href="http://diario2.com/tag/google" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with google">Google</a> e a Verizon. Como se suspeitou, é mesmo o início do fim da neutralidade da <a href="http://diario2.com/tag/internet" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with internet">Internet</a>. Vêm aí, finalmente!, as &#8220;auto-estradas da informação&#8221;, tal como os governantes andaram a vendê-las nos seus programas políticos há 10 anos. Naturalmente, com portagens &#8212; mas disso, oh oh, ainda não tínhamos ouvido falar&#8230;</p>
<p>É preciso desplante e descaramento. Sobretudo da parte da Google, a tal empresa que começou os seus dias &#8212; e levou as suas acções aos 600 dólares &#8212; com o mote &#8220;não farás mal&#8221;. Esta <a href="http://www.scribd.com/doc/35599242/Verizon-Google-Legislative-Framework-Proposal">Verizon-Google Legislative Framework Proposal</a> é uma obra prima do mundo corporativo: coloca nas mãos do congresso americano todo o tipo de ónus possível sobre a alteração radical da Internet, que passa de uma rede neutra a uma auto-estrada de velocidades e acessos diferenciados &#8212; reservando todas as vantagens para as empresas.</p>
<p>Ah, mas nem todas: apenas as empresas incumbentes. Ou seja: não haverá mais igualdade de oportunidades para os inovadores de garagem ou dormitório &#8212; a Google está apostada em garantir que depois de si própria, não haverá mais tomba-gigantes nascidos da imaginação e vontade de jovens universitários.</p>
<p>A leitura da proposta é estarrecedora. Basicamente, quando ela for aprovada as redes wireless passam a ter os conteúdos que cada operador decidir vender; o consumidor e os agentes do mercado perdem poder e voz, manietados por leis que colocam nas mãos da pequena parcela de empresas que controlarem o mercado não apenas a decisão do que é ou não é conteúdo público como a capacidade de julgar quem discorde.</p>
<p>A analogia das auto-estradas serve muito bem para perceber o que está em jogo. A &#8220;proposta legislativa&#8221; da Google-Verizon significa o fim das vias públicas por onde circulam, em igualdade de circunstâncias, tanto os fornecedores como os consumidores, pagando um pequeno &#8220;imposto de circulação&#8221; que é baixo e igual para todos, criando uma rede de auto-estradas com portagens diferenciadas, onde circulará quem puder pagar.</p>
<p>Isto é o fim da Internet como a conhecemos ao longo de 40 anos.</p>
<p><strong>Nota</strong><i>: escrevi sobre isto no s&aacute;bado passado, na edi&ccedil;&atilde;o papel e online do Correio da Manhã &#8211; </i><a href="http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/paulo-querido/neutralidade"><i>Neutralidade</i></a><i> &#8211; e no blog Ondas na Rede, </i><a href="/CMJORNAL/blogs/ondasnarede/archive/2010/08/07/o-que-significa-a-perda-da-neutralidade-da-internet.aspx"><i>O que significa a perda da neutralidade da Internet?</i></a></p>

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		<title>Opinião: Rock n&#8217; Roll e Tecnologia</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 13:51:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Douglas Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
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		<category><![CDATA[dia mundial do rock]]></category>
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		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 13 de junho celebra-se do dia mundial do Rock n' Roll. Um movimento de molde antropológico que tomou o mundo há mais de 40 anos e que ainda desperta a emoção das novas gerações. Uma expressão que se refere a muito mais do que apenas música e prossegue em paralelo com a evolução tecnológica.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-4984" href="http://diario2.com/4982-4982/lynyrdskynyrd"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4984" title="lynyrdskynyrd" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/07/lynyrdskynyrd-200x200.jpg" alt="" width="200" height="200" /></a>Hoje 13 de julho celebra-se o <a href="http://diario2.com/tag/dia-mundial-do-rock" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with dia mundial do rock">dia mundial do Rock</a> n&#8217; Roll. Tal gênero que além de música está entre as maiores revoluções de molde antropológico dos últimos séculos, quiçá, a maior delas. E o impacto que a expressão &#8220;rock n&#8217; roll&#8221; tem ainda é gigantesco independente da idade, gênero ou nacionalidade da pessoa que a ouve. Tal expressão há muito já se tornou familiar à todo planeta.<br />
No paralelo com a <a href="http://diario2.com/tag/tecnologia" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Tecnologia">tecnologia</a>, os timbres das velhas guitarras classudas de 1950 encontram-se harmoniosamente com sintetizadores do século XXI. Os processos de gravação e edição, outrora feitos praticamente à mão, hoje são digitais. O que há muitos anos poderia ser feito apenas em estúdio profissional se faz hoje de forma caseira e com facilidade. No <a href="http://diario2.com/tag/brasil" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Brasil">Brasil</a>, vemos festivais independentes que são transmitidos e gravados, posteriormente transformando-se em álbuns. Isso aproxima de forma significativa artistas de quem realmente deseja ouvi-los.<br />
Mas engana-se quem pensa que o brilho das sonoridades se perdera com a evoloução tecnológica que a música testemunhou nestes últimos 30, 40 anos. O que vemos hoje é a prova concreta de que novas preciosidades sonoras ainda podem surgir, decolar e encher de emoção os admiradores da boa música. Poderia passar dias citando bandas e artistas dos últimos tempos que emocionam e muito.<br />
Um movimento que sobrevive e caminha muito bem com os passos da tecnologia, que ainda causa admiração em jovens das novas gerações quando estes &#8220;descobrem&#8221; músicas e artistas que tocaram há 40 anos. Um movimento que causa as mais diversas opiniões em todo o mundo e que ainda desperta a mesma emoção que acontecia em meados dos anos 70.<br />
É o menino Rock n&#8217; Roll que ainda tem muita vida pela frente.</p>

	Tags: <a href="http://diario2.com/tag/dia-mundial-do-rock" title="dia mundial do rock" rel="tag">dia mundial do rock</a>, <a href="http://diario2.com/tag/tecnologia" title="Tecnologia" rel="tag">Tecnologia</a>, <a href="http://diario2.com/tag/rock-n-roll" title="rock n&#039; roll" rel="tag">rock n&#039; roll</a><br /><br/>

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		<title>O que aconteceu com a seleção brasileira nesta Copa?</title>
		<link>http://diario2.com/o-que-aconteceu-com-a-selecao-brasileira-nesta-copa-4917</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 10:16:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael Cruz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jogos]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>

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		<description><![CDATA[A expectativa foi grande. Ah sim, todos (e não só os brasileiros) esperavam ver o Brasil disputando a final deste mundial. Pelo menos tudo indicava que isso fosse acontecer. Mas não aconteceu...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A expectativa foi grande. Ah sim, todos (e não só os brasileiros) esperavam ver o <a href="http://diario2.com/tag/brasil" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Brasil">Brasil</a> disputando a final deste mundial. Pelo menos tudo indicava que isso fosse acontecer. Mas não aconteceu&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment  wp-att-4918" href="http://diario2.com/o-que-aconteceu-com-a-selecao-brasileira-nesta-copa-4917/juliocesar2_reu_60"><img class="aligncenter" title="juliocesar2_reu_60" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/07/juliocesar2_reu_60-300x227.jpg" alt="Julio Cesar" width="542" height="409" /></a></p>
<p><strong>O que houve então?</strong></p>
<p>Se perguntarmos aos brasileiros, a resposta estará na ponta da língua: A culpa é do Dunga e do Felipe Melo. Aos engraçadinhos, ainda resta responder: Dunga? Que nada! A culpa é do Mick Jagger, aquele azarão!</p>
<p>Não. Na minha humilde opinião de torcedor brasileiro, a culpa não foi de Dunga, nem de Felipe Melo e, aparentemente nem do Mick Jagger (!!). A culpa foi do nosso histórico e da excelente seleção holandesa que soube tirar proveito do nosso ponto fraco: o emocional.</p>
<p>Vamos aos detalhes:</p>
<p><strong>A seleção de Dunga</strong><br />
O técnico Dunga jamais havia sido treinador na vida. De fato foi um risco que a CBF correu ao chamá-lo para dirigir a seleção brasileira em 2006. No entanto deu certo. Sim! Dunga renovou a nossa seleção, trouxe um espírito mais guerreiro e disciplinado à equipe e conseguiu criar o que há tempos não se via na seleção: uma equipe trabalhando coletivamente. O resultado disso foi apenas 6 derrotas sofridas em 4 anos de sua gestão como treinador. Isso mesmo, apenas 6 derrotas (incluindo a derrota para Holanda)! Neste tempo, ganhamos tudo: Copa América (aplicando um sonoro e gostoso 3 a 0 em nosso maior rival, a Argentina; vencemos a Copa das Confederações e ficamos em primeiro lugar, com uma das melhores campanhas brasileiras nas Eliminatórias Sul-americanas (todos viram nesta Copa o quão estão fortes as equipes deste lado da América). Para falarmos de resultados isolados: Vencemos duas vezes a então campeã mundial Itália com um duplo 2&#215;0 (2009); vencemos a Argentina por 3&#215;1 (2009) dentro de Buenos Aires (feito quase impossível de ser alcançado) e aplicamos uma surpreendente goleada de 6&#215;2 nos portugueses (com a presença de Cristiano Ronaldo (2008).</p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-4919" href="http://diario2.com/o-que-aconteceu-com-a-selecao-brasileira-nesta-copa-4917/robinho3_reu_620"><img class="aligncenter size-large wp-image-4919" title="robinho3_reu_620" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/07/robinho3_reu_620-600x222.jpg" alt="Robinho" width="600" height="222" /></a></p>
<p>Como podem ver, a seleção estava bem arrumada e competitiva. Desenvolvemos poderosas armas, como as jogadas aéreas e os contra-ataques quase perfeitos. Era difícil bater este time. No entanto tínhamos um ponto fraco. Um ponto fraco que foi testado algumas vezes nas eliminatórias por seleções menos expressivas e que acabaram não tendo exito. Mas estava lá o problema: o emocional. Empatamos diversas partidas fáceis dentro de estádios brasileiros. O que era para ser vitória garantida, virava drama. Mas por que? Por causa do emocional.</p>
<p>A seleção brasileira sempre foi muito cobrada. É a seleção mais vitoriosa das copas, detentora de muitos recordes e de jogadores acima de média. Talento nunca nos faltou. O que nos faltou foi preparação psicológica para lidar com as adversidades. Quando a seleção foi bem preparada, nós éramos imbatíveis (1994 e 2002). Agora em 1998 pudemos ver este ponto fraco se mostrando ao mundo, como na derrota para a Noruega na primeira fase da Copa e depois a derrota na final por 3&#215;0 para a França. Em 2006, a mesma França eliminou o Brasil nas quartas. Fez um gol no segundo tempo e a seleção brasileira se perdeu em campo. Não sabia mais quem era e o que fazer. Resultado: desclassificação de uma seleção que seguramente tinha os melhores jogadores da Copa, e no entanto causou uma grande decepção ao povo brasileiro.</p>
<p style="text-align: center;">
<p>Em 2010 a seleção não tinha tantos jogadores acima da média, mas pelo menos tinha uma equipe bem entrosada e eficaz. Mas nada disso adianta se não existe o equilíbrio emocional. Chega o jogo contra a Holanda e, depois de um esperançoso primeiro tempo brasileiro, a Holanda (que já vinha testando o emocional do Brasil deste o início da partida), consegue empatar e atingir o seu objetivo: desequilibrar o emocional da seleção. O técnico certamente buscava isso, pois via nisto a <a href="http://diario2.com/tag/unica" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with única">única</a> maneira de derrotar a poderosa seleção brasileira, já até cotada ao título. E deu certo. Os jogadores brasileiros perderam a cabeça, se perderam em campo e abriram espaço para que a Holanda sufocasse e chegasse ao segundo e decisivo gol.</p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-4921" href="http://diario2.com/o-que-aconteceu-com-a-selecao-brasileira-nesta-copa-4917/brasil_holanda_foto"><img class="aligncenter size-full wp-image-4921" title="brasil_holanda_foto" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/07/brasil_holanda_foto.jpg" alt="Brasil e Holanda" width="600" height="400" /></a></p>
<p><strong>Mas por que isso aconteceu?</strong><br />
Historicamente a seleção tem problemas quando se vê ameaçada. Dificilmente consegue virar um jogo a seu favor (a grande exceção foi a conquista de Copa das Confederações contra os EUA). Principalmente quando este jogo tem muita importância, como os jogos da Copa. E pra piorar, o técnico Dunga sempre foi um jogador desequilibrado emocionalmente em campo. E isso não mudou quando virou treinador. Naturalmente o seu nervosismo e ansiedade eram passados aos jogadores por osmose. E o que se via em campo era um reflexo do temperamento do treinador.</p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-4920" href="http://diario2.com/o-que-aconteceu-com-a-selecao-brasileira-nesta-copa-4917/selecao_fora"><img class="aligncenter size-full wp-image-4920" title="selecao_fora" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/07/selecao_fora.jpg" alt="Brasil eliminado" width="600" height="380" /></a></p>
<p>O tão criticado Felipe Melo, que é um ótimo jogador, é como se fosse o Dunga em campo. Sempre nervoso e pronto pra brigar. E o Dunga adorava o Melo (por que será, né?). Contra a Holanda, Felipe Melo reagiu aos seus instintos e acabou prejudicando a seleção, que já se encontrava numa situação difícil.</p>
<p>Por mais que os brasileiros (hoje muito chateados com a inesperada desclassificação brasileira da Copa) culpem o Dunga e o Felipe Melo, o que é natural frente a uma derrota, ou seja, encontrar os bodes-espiatórios, se formos pensar com calma sabemos que eles não eram os problemas. Era algo muito mais profundo e que só um intenso trabalho psicológico dentro dos próximos 4 anos pode nos dar a chance de voltarmos a conquistar a sonhada taça do mundo. E em 2014 o teste será maior ainda, afinal a Copa será no Brasil.</p>
<p>Como diz o Galvão Bueno: Aja Coração!!</p>
<p>Quer saber? CABA BOCA, GALVÃO!</p>

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		<title>Coisas que irritam: receber uma &#8220;newsletter&#8221; comercial não solicitada com &#8220;notícia&#8221; de há um mês</title>
		<link>http://diario2.com/coisas-que-irritam-receber-uma-newsletter-comercial-nao-solicitada-com-noticia-de-ha-um-mes-4591</link>
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		<pubDate>Sat, 29 May 2010 13:47:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[2000/31/CE]]></category>
		<category><![CDATA[parlamento europeu]]></category>
		<category><![CDATA[spam]]></category>

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		<description><![CDATA[Se há coisas que irritam, uma delas é ter na primeira leva de correio matinal uma "newsletter" não solicitada com notícias de há um mês a embrulhar o comercial peixe. E saber que os deputados europeus gostam que assim seja e a União mantenha a inacreditável e anacrónica legislação de opt-out que só protege os scammers e spammers, borrifando-se nos cidadãos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se há coisas que irritam, uma delas é ter na primeira leva de correio matinal uma &#8220;newsletter&#8221; não solicitada com notícias de há um mês a embrulhar o comercial peixe. E saber que os deputados europeus gostam que assim seja e a União mantenha a inacreditável e anacrónica legislação de <em>opt-out</em> que só protege os <em>scammers</em> e <em>spammers</em>, borrifando-se nos cidadãos.</p>
<p>Uma tal &#8220;Clínica Informática&#8221; redigiu e expediu o seguinte mimo:</p>
<p>&#8220;<em>O porquê da nossa Newsletter ?<br />
A Clinica Informática iniciou uma nova etapa na sua carreira, começando por inaugurar a sua loja online com milhares de produtos e um serviço de newsletter com um formato que julgamos ser interessante, ao qual poderá Subscrever.<br />
Assim, em todas as nossas edições teremos noticias e novidades do mundo tecnológico nas suas diversas áreas, para que esteja sempre a par das formas de rentabilizar o seu negócio em altura tão dificil como esta que estamos a atravessar.<br />
Noticias !!</em>&#8221;</p>
<p>E a &#8220;noticia&#8221; tem mais de um mês.</p>
<p>A tal &#8220;Clínica Informática&#8221; decidiu incluir à força um endereço de correio meu na sua newsletter julgando que a proteção legal sancionada pela União Europeia a isenta de responsabilidade nessa atitude de violação e invasão da minha esfera pessoal.</p>
<p>Pois fique a &#8220;Clínica Informática&#8221; a saber que lhe fica muito mal. Há cidadãos que, como eu, colocam automaticamente um filtro no mail que se encarrega de despejar no lixo a vossa tralha não solicitada, sem sequer a ler. Afinal de contas, e respeitando a mesma lei que VOS protege, <strong>à primeira todos caem, à segunda só cai quem quer</strong>.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5148" title="spammers-filtro" src="http://pauloquerido.pt/wordpress/ficheiros/2010/05/spammers-filtro.jpg" alt="" width="500" height="353" /></p>
<p>Não carregarei em botão nenhum para acção alguma: a responsabilidade da inclusão do meu endereço foi VOSSA e eu não a partilharei seja de que forma for &#8212; nem sequer premindo um botão para &#8220;sair&#8221;, de cujos efeitos duvido desde logo, tendo em conta a vossa aproximação despudorada.</p>
<p>Nem sequer vos direi que mail meu é que usaram para me incomodar &#8212; trabalhem, ou paguem, se já o fizeram para o obter, podem certamente fazê-lo de novo. Não contarão com a minha boa vontade porque eu não tenho nenhuma boa vontade para convosco.</p>
<p>Queridos deputados europeus: poderão os cidadãos sonhar com uma revisão da Diretiva 2000/31/CE &#8212; conhecida por <strong>lei de protecção dos spammers</strong>?</p>
<p>(Nota: publicado também no webzine pessoal Certamente!, <a href="http://pauloquerido.pt/politica/coisas-que-irritam-receber-uma-newsletter-comercial-nao-solicitada-com-noticia-de-ha-um-mes/">aqui</a>)</p>

	Tags: <a href="http://diario2.com/tag/spam" title="spam" rel="tag">spam</a>, <a href="http://diario2.com/tag/parlamento-europeu" title="parlamento europeu" rel="tag">parlamento europeu</a>, <a href="http://diario2.com/tag/200031ce" title="2000/31/CE" rel="tag">2000/31/CE</a><br /><br/>

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		<title>A cada vez maior fragmentação no universo Android</title>
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		<pubDate>Mon, 24 May 2010 08:30:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mobile]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[android]]></category>
		<category><![CDATA[Apple]]></category>
		<category><![CDATA[google]]></category>
		<category><![CDATA[google io]]></category>
		<category><![CDATA[iphone]]></category>

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		<description><![CDATA[O número cada vez maior de versões e variações do sistema operativo Android, que ajudaram na sua expansão, podem agora torná-lo demasiado complexo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-medium wp-image-4470" title="android-fragmentation" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/05/android-fragmentation-278x300.png" alt="" width="278" height="300" /></p>
<p>O <a href="http://diario2.com/tag/iphone" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with iphone">iPhone</a> tem uma grande vantagem em relação ao <a href="http://diario2.com/tag/android" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with android">Android</a>: um sistema operativo que corre apenas numa plataforma. Este tem sido, aliás, o caminho da <a href="http://diario2.com/tag/apple" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Apple">Apple</a> nos computadores e em tudo o resto, preferindo um sistema operativo orientado a uma arquitectura conhecida.</p>
<p>A <a href="http://diario2.com/tag/google" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with google">Google</a>, por seu lado, seguiu um caminho diferente para os dispositivos móveis: lançou um sistema livre e aberto a todos, em especial aos potenciais fabricantes que o poderiam adaptar às suas necessidades e assim conquistar uma maior fatia de mercado.</p>
<p>Uma das vantagens de se optar por um sistema exclusivo para uma arquitectura conhecida e para um único fabricante é que é fácil conciliar o os desenvolvimentos de ambos, permitindo ter um calendário de lançamentos único. O problema com o sistema Android é que cresceu imenso no último ano, cresceu exponencialmente em vendas, cresceu no número de fabricantes que o adoptaram e, mais importante, cresceu em funcionalidades e versões lançadas, e coordenar estes lançamentos com os prazos de cada um dos fabricantes não é fácil.</p>
<p>O exemplo disto é que nos próximos dias deverá ser lançada na <a href="http://code.google.com/events/io/2010/">Google I/O 2010</a> a mais recente versão do sistema, a 2.2, mas ainda são comercializados modelos com as três versões anteriores: 1.5 (que equipa os HTC Hero e Magic), 1.6 (presente no HTC Tattoo) e 2.1 (versão disponível nos dispositivos mais recentes).</p>
<p>Há uma cada vez maior fragmentação no universo Android, com todas as diferentes versões a coexistirem no mercado, a que se soma as diferentes variações de cada fabricante vai criando. Isto torna a vida complicada não só aos fabricantes como também a quem mantém os milhares de aplicações, ao ter de suportar todas estas variações (que contrasta com a tarefa mais simples de quem desenvolve aplicações para iPhone) ou optar por suportar apenas um subconjunto dos dispositivos existentes.</p>
<p>O Android está a crescer rápido, e com isso poderá no futuro tornar-se demasiado complexo e ramificado.</p>

	Tags: <a href="http://diario2.com/tag/apple" title="Apple" rel="tag">Apple</a>, <a href="http://diario2.com/tag/google-io" title="google io" rel="tag">google io</a>, <a href="http://diario2.com/tag/android" title="android" rel="tag">android</a>, <a href="http://diario2.com/tag/google" title="google" rel="tag">google</a>, <a href="http://diario2.com/tag/iphone" title="iphone" rel="tag">iphone</a><br /><br/>

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		<title>Opinião: Digitalização de documentos e a informação livre</title>
		<link>http://diario2.com/opiniao-digitalizacao-de-documentos-e-a-informacao-livre-4246</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Apr 2010 12:35:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Douglas Rodrigues</dc:creator>
				<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Topo]]></category>
		<category><![CDATA[DFD]]></category>
		<category><![CDATA[digitalização]]></category>
		<category><![CDATA[Document Freedom Day]]></category>
		<category><![CDATA[documentação digital]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dia após o Document Freedom Day (DFD), é deveras sensato pensar sobre a importância da transmissão livre da informação, e que esta tenha facilidade no tráfego. No artigo seguinte, uma abordagem que vai desde o processo que existia há tempos e a transição para a documentação digital, e livre.
Confira aqui no Diário 2.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-4245" href="http://diario2.com/?attachment_id=4245"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-4245" title="informação" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/04/informação-200x200.png" alt="" width="200" height="200" /></a>Ontem, dia 31 de março, foi o dia mundial da liberdade dos documentos ( <a href="http://diario2.com/tag/document-freedom-day" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Document Freedom Day">Document Freedom Day</a> &#8211; <a href="http://diario2.com/tag/dfd" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with DFD">DFD</a>). Neste dia, pessoas e organizações de todos os cantos do mundo mobilizaram-se para chamar ainda mais a atenção dos usuários de uma forma geral sobre a importância da utilização de Padrões e Formatos de Documentos Abertos – ODF (Open Document Format). A informação tem de ser livre, assim como todo o contexto que a envolve.<br />
Entretanto, algo nos leva a pensar mais além, no que se refere ao formato do informativo propriamente dito.<br />
Existe uma grande importância em manter estudos disponíveis para consulta, por exemplo. No <a href="http://diario2.com/tag/brasil" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Brasil">Brasil</a>, é de praxe um processo na apresentação de trabalhos acadêmicos que determina a confecção de material físico, para que fique disponível em bibliotecas.<br />
Mas não seria mais interessante, talvez, se um foco maior fosse a <a href="http://diario2.com/tag/digitalizacao" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with digitalização">digitalização</a> do mesmo? A pensar em acessibilidade e até mesmo consulta, uma biblioteca digital bem amparada é uma mão na roda para interessados, já que um acervo em formato de documento aberto e uma ferramenta de busca são bem mais práticos do que toneladas de impressos, que além de um consumo alto de papel muitas vezes não tem o uso posterior esperado, já é parca a procura &#8220;física&#8221; por material.<br />
O processo de digitalização de documentos já está a acontecer, mas é necessário ainda a observação de certos fatores da comunicação, em um sentido mais amplo. E é interessante saber que já existe algumas iniciativas.<br />
Nesse processo o mundo globalizado prossegue, ora inovando sistemas e possibilidades, ora prosseguindo com meios adotados há tempos.<br />
O importante é tão repetida palavra &#8220;informação&#8221; se preservar livre e acessível.</p>

	Tags: <a href="http://diario2.com/tag/digitalizacao" title="digitalização" rel="tag">digitalização</a>, <a href="http://diario2.com/tag/document-freedom-day" title="Document Freedom Day" rel="tag">Document Freedom Day</a>, <a href="http://diario2.com/tag/dfd" title="DFD" rel="tag">DFD</a>, <a href="http://diario2.com/tag/documentacao-digital" title="documentação digital" rel="tag">documentação digital</a><br /><br/>

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		<title>Fazer 1.0 e pensar que é 2.0 – Que desafios se colocam para criar a diferença?</title>
		<link>http://diario2.com/fazer-1-0-e-pensar-que-e-2-0-%e2%80%93-que-desafios-se-colocam-para-criar-a-diferenca-4239</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 11:59:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vanessa Quiterio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
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		<category><![CDATA[Viral]]></category>
		<category><![CDATA[_sub-destaque]]></category>

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		<description><![CDATA[Este texto foi originalmente publicado no site www.quioske.info, no qual colaboro com uma crónica semanal, às sextas, na coluna de Comunicação e Marketing. “Isto está tão 1.0! #cradio”. É com uma expressão d0 Paulo Querido &#8211; consultor de new media e jornalista e personagem bastante conhecida nas andanças web &#8211; que inicio a crónica desta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>Este texto foi originalmente publicado no site </em><a href="http://www.quioske.info/" target="_self"><em>www.quioske.info</em></a><em>, no qual colaboro com uma crónica semanal, às sextas, na coluna de Comunicação e Marketing.</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">“Isto está  tão 1.0! #cradio”. É com uma expressão d0 Paulo Querido &#8211; consultor de new media e jornalista e personagem bastante conhecida nas andanças  <a href="http://diario2.com/tag/web" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with web">web</a> &#8211; que inicio a crónica desta semana aqui no espaço Comunicação  e Marketing do quioske.info.</p>
<p style="text-align: justify;">Este começo  tem uma lógica. Pego na ainda fresca análise ao que foi  discutido  no Congresso &#8216;Pós-Rádio: R@adio como media social?&#8217;, na passada  quinta-feira no ISCSP e onde estudantes, académicos e profissionais  se reuniram para debater o futuro da rádio.</p>
<p style="text-align: justify;">Mudança.  Transformação.  Futuro. Identidade. Foram estas as palavras de ordem no dia dedicado  ao media que, segundo a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=laZw3Y3JCJ8" target="_self">música</a> eternizada pela banda de pop rock inglesa   The Buggles, foi morta pelo aparecimento do vídeo. Mas parece que isso  não aconteceu. A rádio está viva e recomenda-se! A actual encruzilhada  em que os media tradicionais se encontram é algo que pode ser contornado   e a rádio ainda é um meio privilegiado na difusão de informação.  Foram estas algumas das constatações partilhadas pelo vasto grupo de  oradores no evento no ISCSP.</p>
<p style="text-align: justify;">A criação  de conteúdos para a web para consumo dos seus utilizadores é  a chamada prática 1.0. Agora, no actual tempo em que a aldeia global  é cada vez mais irreversível, viral e apelidada de 2.0, a própria  rádio e os meios ditos online precisam de mudar. A presença na <a href="http://diario2.com/tag/internet" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with internet">internet</a>  está a desligar-se do passivo modelo de difusor informativo e, na  berlinda,  aparece a questão da interacção com o ouvinte.</p>
<p style="text-align: justify;">Desculpem-me  tender o rumo deste texto para o meio previligiador do som. Viremos  a esfera e olhemos para qualquer meio onde a troca de informação e  o seu consumo são elementos essenciais para a dita interacção (só)  agora preconizada por muitos.</p>
<p style="text-align: justify;">A viragem já  não é nova e a necessidade de apostar nos meios multimédia  uma ideia de rastilho de pólvora. Que desafios se colocam agora, no  momento em que o público começa a ter o estatuto de &#8216;user generated  content&#8217;? Haverá a necessidade de criar conteúdos massivos, em modo  multimédia para acompanhar a carruagem da dita mudança?</p>
<p style="text-align: justify;">“Que cena!&#8230;  Já ninguém fala de conteúdos!” &#8211; volto ao Paulo Querido e às suas  observações, na passada quinta-feira. O novo utilizador, da web 2.0,  interactiva e activa, não está para voltar a ser ‘o consumidor’.  Já não basta ter uma panóplia de conteúdos direccionais; é necessário  neste momento passar para o lado da decisão e ser motivo de auscultação  para a dita criação de conteúdos. Estes são um género de extra,  no acesso à web e onde o ouvinte e o leitor procura uma relação per  to per.</p>
<p style="text-align: justify;">Mudança e  Transformação. Futuro e identidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Os termos  continuam  na ordem do dia. Mas de nada servirão se não passarem do papel e  mentalizarem-se  na cabeça de quem pode fazer da comunicação uma verdadeiro meio poderoso   para interagir com as massas.</p>
<p style="text-align: justify;">Para a próxima  semana falarei sobre o meio e a mensagem. Calma. Pegarei na tese de  Marshall McLuhan mas tentarei dar-lhe um toque de now! Right now!</p>

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		<title>Guia (in)completo do iPad</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 09:30:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[equipamento]]></category>
		<category><![CDATA[mercado]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[_Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Steve Jobs]]></category>

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		<description><![CDATA[Salvador dos media, aparelho do ano, ou mesmo da década, desilusão geek - o iPad marca a actualidade. Por quanto tempo, é uma incógnita, em aberto, como tudo ficou após o tão esperado anúncio da Apple. Fechado, digo-lhe isto: o aparelho é a evolução natural e esperada, espécie de <em>missing link</em> entre os portáteis da Apple (iPhone e iPod) e os seus computadores (MacBook, Air). O melhor dos dois mundos foi melhorado, com consequências fáceis de perceber, e um preço anormalmente baixo para um produto Apple.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-4077" title="ipad" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/01/ipad.jpg" alt="" width="600" height="327" /></p>
<p>Salvador dos media, aparelho do ano, ou mesmo da década, desilusão <em>geek</em> &#8212; o iPad marca a actualidade. Por quanto tempo, é uma incógnita. Este guia (in)completo do iPad não responde a essa questão e deixa outras em aberto. Em aberto, é como tudo ficou depois do tão esperado anúncio da Apple. Fechado, fechado, digo-lhe isto: o aparelho é a evolução natural e esperada, espécie de <em>missing link</em> entre os aparelhos de portabilidade da Apple (<a href="http://diario2.com/tag/iphone" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with iphone">iPhone</a> e iPod) e os seus computadores (MacBook, Air). O melhor dos dois mundos foi melhorado. Com algumas consequências fáceis de perceber.</p>
<h3>A Terceira Coisa</h3>
<p><a href="http://diario2.com/tag/steve-jobs" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Steve Jobs">Steve Jobs</a> situa o <a href="http://apple.com/ipad">iPad</a> num terceiro sector, a meio caminho entre os telefones espertos (<em>smartphones</em>)  e os computadores portáteis. Nada  novo, na verdade: nessa &#8220;terceira coisa&#8221; cabem também os outros aparelhos que de alguma forma competem com o iPad, sejam leitores de livros como o Kindle, sejam mais directamente os TabletPC &#8212; e a Microsoft está nessa jogada. Sejam, ainda, os protótipos e experiências que conhecemos dos dois lados, do lado da publicação, com os &#8220;papéis de plástico&#8221; que poderão substituir o papel, e do lado da informática com os  usáveis (wearables, que ligam o digital ao físico, vejam o que quero dizer <a href="http://www.ted.com/talks/pranav_mistry_the_thrilling_potential_of_sixthsense_technology.html">assistindo a isto</a>).</p>
<p>Na verdade essa prateleira intermédia existe, inclusivé no grande comércio de informática. A meio caminho entre smartphones e os portáteis e laptops temos, hoje, os <a href="http://diario2.com/tag/netpc" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with netpc">netpc</a>. Compreende-se que a Apple não queira ver o iPad misturado no segmento conhecido pelas marcas brancas, sub-produtos, híbridos, low cost, funções pobres, microprocessadores ultrapassados. Mas não há como escamotear que o iPad encaixa muito bem nas características do segmento (ler mais abaixo). Que deverá subdividir-se.</p>
<h3>Cegueira</h3>
<p>Um dia conheceremos os meandros da psique dos industriais dos media. O que os levou (leva) a acreditar que um aparelho que refinou a experiência de leitura na Internet constitui a salvação das suas receitas? Vão ter de inventar muito, ainda. E inventar o que já devia estar há muito na lista de prioridades: conteúdos de valor acrescentado em vez da indiferenciada pastilha de agência, multimedia com experiência de utilizador que deixe este de boca aberta em vez de um site arrumadinho, isto para começar.</p>
<h3>Expectativa</h3>
<p>Steve Jobs e a Apple fizeram o espectáculo do costume a criar expectativa em torno de um lançamento. O iPad foi chamado de aparelho do ano, quiçá da década &#8212; ANTES MESMO de estar lançado ou ser sequer conhecido rudimentarmente. Não é preciso gastar um cêntimo em publicidade. A trupe 2.0, de língua de fora, trata de enfiar o novo aparelho em tudo o que seja jornal, rádio, televisão, prime-time, sessões contínuas, trends do Twitter, especiais nos sites &#8220;da especialidade&#8221;, sms, telefone, batuque, sinais de fumo. A Apple consegue patamares de ubiquidade instantânea sem comparação nem com os piores registos das empresas mais odiadas, como foram nos seus tempos áureos a IBM ou a Microsoft (nestas coisas geek, como em tantas outras, o ódio move mais montanhas que o amor).</p>
<h3>Leitor de media</h3>
<p>O iPad é um bom leitor de media, versátil, com ecran a cores e tamanho ajustado. Dizem os analistas que o Kindle é um pouco melhor para a função de ler livros. O iPad será um pouco inferior para a experiência da leitura continuada e repetida (mais de um livro por mês é a charneira), mas a versatilidade é muito superior e justifica a diferença de preço. A menos que a ambição do comprador seja <strong>exclusiva e peremptoriamente</strong>, ler livros.</p>
<h3>Máquina</h3>
<p>O iPad não é uma máquina por aí além em desempenho e está longe dos sonhos <em>geek</em>: não tem <em>multitasking</em>, isto é, não corre mais do que um processo de cada vez. Ouvir rádio enquanto lê? Mweew, esqueça. O processador foi optimizado para a experiência de leitura. A bateria dizem que se aguenta 10 horas (eu desconfio, as baterias são os consumos dos automóveis, os anúncios do fabricante nada têm a ver com a realidade de 99% dos clientes, mas temos de acreditar na certificação e nas condições ótimas, invejar o raio dos 1% que delas desfrutam e calar). É uma máquina eficiente para as tarefas a que se propõe &#8212; e isso é suficiente para mim.</p>
<h3>Netpc</h3>
<p>Convém não esquecer que o iPad também concorre no segmento dos netpc, webpc, tabletpc &#8212; aquelas coisas um pouco menores que um portátil ou laptop, que servem para ler o correio, tuitar, fazer uns posts, escrever uns uourdes e emendar uns equeséis. Tipo Magalhães, topam? A Apple não tinha produto para esse segmento e passou a ter. É mais caro que os concorrentes? Sim, e também é estupidamente melhor e mais versátil que os concorrentes, mantendo as características essenciais do segmento: transportabilidade (peso + dimensões), facilidade de uso, simplicidade.</p>
<p>A entrada da Apple virá modernizar o segmento dos aparelhos intermédios, provavelmente dividindo-o em dois tipos: os <em>low cost</em> puros, máquinas sem outras pretensões que as de computador pessoal alternativo, e os multifunções, um pouco mais caros, mas com as características do início do segmento, da transportabilidade à alternativa à informática de grande porte.</p>
<h3>Preço!</h3>
<p>Sejamos francos e directos: a maior inovação, também porque a mais inesperada, do último produto da Apple é o preço! Uma máquina destas por 499 dólares (16 GB, sem 3G) a 829 dólares (com 64 GB e 3G)  é um preço insanamente barato. O iPhone é mais caro (comprado livre de contrato).</p>
<p>Esta inflexão na <a href="http://diario2.com/tag/politica" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with política">política</a> da Apple tem uma razão estratégica. Cria dificuldades acrescidas à concorrência. Evita que se distancie do Kindle (259 dólares) sem retorno. Facilita a velocidade de implantação (o iPod demorou 2 anos, um desperdício com custos nas indecisões). Torna-o hipótese no mercado dos netpc e alternativa natural nos portáteis de entrada. Sobrecarrega menos os fãs da marca, que hesitarão na compra de um aparelho que considerarão supérfluo mais depressa que as pessoas ainda sem <em>Apple experience</em>.</p>
<h3>Portátil de viagem</h3>
<p>O MacBook pesa um bom bocado, quando em viagem. Mas o iPhone é escasso para trabalhar um par de horas entre reuniões ou passeios. Serve para as urgências do correio e das <a href="http://diario2.com/tag/redes-sociais" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Redes sociais">redes sociais</a>, serve para ler as gordas. O iPad é o sonho do viajante conectado &#8212; acreditem-me. Passar os olhos nos jornais e blogs no aeroporto, jogar ou ver um filme na viagem, bater uma carta e dar dois dedos de trela no Twitter, ler um romance antes de dormir e tomar notas durante a reunião do dia seguinte, com um aparelho que pesa uma fracção do portátil, custa menos de metade e se opera com os dedos naquele maravilhoso ecran que é ainda melhor que os do iPod/iPhone. Só por isto, estou comprador.</p>
<h3>Salvação</h3>
<p>A indústria dos media salivava há umas boas semanas; o iQualquerCoisa viria tirar os lucros dela da espiral negativa, terminar com o pesadelo da Internet e fazer-nos regressar magicamente aos &#8220;bons, velhos tempos&#8221; em que se vendia o mesmo papel duas vezes, a montante e a jusante. Como disse ao Diário Económico, este estado de ansiedade diz mais sobre a indústria do que sobre o iPad &#8212; qualquer iPad. Uma indústria que se tem sistematicamente retirado do caminho do progresso dos seus dois mercados clientes (anunciantes e consumidores), deposita as esperanças de sobrevivência num aparelho improvável e desconhecido, fabricado por uma empresa que antes lhe roubou, calmamente, a maior fatia dos fiéis <em>e ninguém acha isto irreal</em>.</p>
<h3>Torniquete</h3>
<p>Uma das razões que levou os media a esperarem pela iSalvação foi o torniquete da Apple: a loja iTunes. Os torniquetes são meios eficazes, e raros, para cobrar em ambientes de abundância. Mas não há torniquetes grátis e, a menos que nós próprios os construamos, são caros, às vezes muito caros. A política da Apple para os produtores de conteúdos vai condicionar fortemente (foi a palavra mais macia que encontrei) a disposição dos jornais e televisões para terem &#8220;edições iPad&#8221;.</p>
<p>Dito isto: mesmo que se torne num sucesso, o que está longe por enquanto de suceder, o iPad não conseguirá criará uma barreira suficientemente grande para recriar um ambiente de escassez ou muros suficientemente altos para reter as audiências. Até porque o aparelho se esforça por garantir o consumo da <a href="http://diario2.com/tag/web" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with web">web</a> como a conhecemos: páginas HTML, hipertexto, multimedia, gratuitidade &#8212; e intensa liberdade. Pelo que a indústria dos media fará melhor abandonar a ideia da iSalvação e concentrar-se em procurar a escassez através da qualidade ou da experiência irrepetível.</p>
<p>O Pedro Doria faz, no Estadão, <a href="http://blogs.estadao.com.br/pedro-doria/2010/01/27/o-tablet-da-apple-a-horas-de-ser-lancado/">uma interessante análise</a> e compara a relação iPod/música versus iPad/jornais. Mas esquece duas diferenças fundamentais, talvez porque falou antes de conhecer as características do aparelho.</p>
<p>A primeira é que, ao contrário da música, a informação não é pirateada na web: é disponibilizada gratuitamente, ou a baixíssimo custo, e distribuída de uma forma imbatível, pelos nossos próprios amigos ou próximos, poara não falar das sofisticadíssimas tecnologias de pesquisa e de distribuição. Baixar uma música ilegal tem de facto algum custo em tempo e esforço, além de risco e de qualidade insuficiente ao nível das capas (exemplo do Pedro), mas ler uma informação na web não tem nada disso: ela até já vem ter connosco, separada, seleccionada e formatada ao nosso perfil, além de que não comporta risco legal.</p>
<p>A segunda é que, ao contrário do iPod e mesmo do Kindle, o iPad não separa o utilizador da Internet. O iPad continua a ser um computador ligado à Internet.</p>
<h3>Versatilidade</h3>
<p>. O iPad até de moldura digital serve! A Apple tacteia diversas funcionalidades do ambiente doméstico, na expectativa de encaixar o aparelho, que é realmente versátil. A versatilidade pode ser um trunfo. Ou não. É como os melões.</p>
<h3>Video de apresentação da Apple</h3>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/w68DDKD-YaU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/w68DDKD-YaU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>

	Tags: <a href="http://diario2.com/tag/apple" title="Apple" rel="tag">Apple</a>, <a href="http://diario2.com/tag/netpc" title="netpc" rel="tag">netpc</a>, <a href="http://diario2.com/tag/ipad" title="ipad" rel="tag">ipad</a>, <a href="http://diario2.com/tag/steve-jobs" title="Steve Jobs" rel="tag">Steve Jobs</a><br /><br/>

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		<title>Adeus ao mIRC</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jan 2010 15:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>JL Andrade</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigos]]></category>
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		<description><![CDATA[Depois de ler na revista do Expresso, a “Única”, desta semana, que o mIRC era uma das coisas que desapareceram para sempre (e sem deixar saudade, dizem eles), resolvi investigar um bocadinho, afinal o mIRC fez parte da minha vida online.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Depois de ler na revista do Expresso, a “Única”, desta semana, que o <a href="http://diario2.com/tag/mirc" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with mirc">mIRC</a> era uma das coisas que desapareceram para sempre (e sem deixar saudade, dizem eles), resolvi investigar um bocadinho, afinal o <a href="http://diario2.com/tag/mirc" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with mirc">mIRC</a> fez parte da minha vida online e apesar de já não frequentar os canais desta “antiga” rede social há alguns anos, lembro-me com prazer e romantismo, das muitas horas perdidas a teclar com nicks engraçados, no género de Sik_GekKO ou [L]OvEr[B]Oi (é a nostalgia do inicio de uma nova década).</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="size-full wp-image-3940  alignleft" title="mirc" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/01/mirc.gif" alt="" width="136" height="140" /></p>
<p style="text-align: justify;">Aparentemente o mIRC ainda está vivo, mas com pouca saúde. Com uma média de 6 milhões de utilizadores diários &#8211; longe dos tempos áureos &#8211; que se protegem de assuntos mundanos em canais privados, onde ainda se troca muita informação técnica e mais ou menos pirata para acesso a certos tipos de sites. Os canais abertos continuam a existir, mas, alegadamente, com pouco interesse.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de ser um serviço já antigo (o seu nascimento data de Fevereiro de 1995) e obsoleto aos olhos de muitos, o mIRC é uma parte da história da <a href="http://diario2.com/tag/internet" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with internet">Internet</a> e mesmo que esteja longe dos 350 milhões de utilizadores do Facebook, parece-me prematuro o anúncio da sua morte pela “Única”.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguém que esteja a ler estas linhas ainda usa o mIRC? Ou ainda lembra de o utilizar? Que tal partilhar mais algumas informações/memorias.</p>

	Tags: <a href="http://diario2.com/tag/unica" title="única" rel="tag">única</a>, <a href="http://diario2.com/tag/mirc" title="mirc" rel="tag">mirc</a><br /><br/>

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		<title>Bidrivals &#8211; Leilão ou Casino?</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Dec 2009 09:30:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nuno Manuel Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[opinião]]></category>
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		<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>
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		<description><![CDATA[Recentemente vi publicidade ao Bidrivals e sem pensar inscrevi-me para tentar comprar produtos por uma pechincha!
Quando vemos a possibilidade de comprar televisões planas com preço de mercado de 1200€ por 120€, consolas que custam 289€ por 3€ ou cartões de memória que custam 50€ por 0.5€ ficamos “cegos” e embarcamos na onda!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Recentemente vi publicidade ao <a title="BidRivals" href="http://www.bidrivals.com/pt/" target="_blank">Bidrivals</a> e, sem pensar, inscrevi-me com a vontade de tentar comprar produtos por uma pechincha.</p>
<p>Quando vemos a possibilidade de comprar televisões planas com preço de mercado de 1.200€ por 120€, consolas que custam 289€ por 3€ ou cartões de memória que custam 50€ por 0,5€ ficamos “cegos” e embarcamos na onda.</p>
<p style="text-align: justify;">Comprei 100 lances e comecei a usá-los. Os primeiros leilões onde entrei foram de lances. Se ganhasse podia acrescentar mais lances à minha conta. Vi leilões terminados como este:<br />
<a href="http://cache.diario2.com/uploads/2009/12/Bidrivals.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-3883" title="Bidrivals" src="http://cache.diario2.com/uploads/2009/12/Bidrivals.png" alt="Bidrivals" width="162" height="215" /></a><br />
Apetecível, não!?</p>
<p style="text-align: justify;">O sistema do <a href="http://diario2.com/tag/bidrivals" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Bidrivals">Bidrivals</a> funciona assim: Cada lance custa 0.50€ e podemos comprar pacotes de 20 (10€), 50 (25€), 100 (50€), 200 (100€), 500 (250€) e 1000 (500€) lances. Em cada pacote são oferecidos lances para incentivar a compra dos pacotes mais caros. No pacote de 20 lances não existe nenhuma oferta, no de 50 oferecem 1, no de 100 oferecem 3, no 200 oferecem 7, no de 500 oferecem 18 e por fim no de 1.000 oferecem 40 lances gratuitos.</p>
<p style="text-align: justify;">Feita a compra de lances podemos começar a usar o sistema. A diferença deste sistema para os tradicionais leilões é que não oferecemos um valor pelo produto, oferecemos um lance que aumenta o preço do produto em 0,01€. <strong>É sobre esta grande diferença que maior parte dos aderentes não pensa e não percebe que pode estar a perder muito <a href="http://diario2.com/tag/dinheiro" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Dinheiro">dinheiro</a> para comprar uma pechincha!</strong> Podemos utilizar os lances manualmente ou então usar um <em>BidAgent</em> que faz lances por nós. Ganha o <a href="http://diario2.com/tag/leilao" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Leilão">leilão</a> quem tiver feito o último lance e o tempo do <a href="http://diario2.com/tag/leilao" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Leilão">leilão</a> tenha atingido 00:00:00.</p>
<p>O <em>BidAgent</em> é configurado com 2 parâmetros, o número de lances e o valor máximo. Este agente, que trabalha por nós, só actua quando o tempo do leilão chega aos 00:05:00. Sempre que o tempo atingir este valor, os vários agentes configurados para o leilão oferecem 1 lance, aumentam o valor do produto em 0,01€ e o tempo em 10 segundos (os lances únicos aumentam o tempo em 5 segundos).<br />
<strong><br />
É fácil perceber que os nossos lances podem voar rapidamente.</strong> Basta imaginar o seguinte cenário: 3 utilizadores configuram agentes que oferecerem 20 lances cada para garantirem hipóteses de ganhar. Com estes 3 agentes o leilão só sobe 0,6€ mas a empresa já recebeu 30€. É fácil constatar que, qualquer que seja o produto oferecido, 0,6€ será sempre um valor apetecível e outros utilizadores virão licitar.</p>
<p style="text-align: justify;">Na <span style="text-decoration: underline;">pequena e cara experiência</span> que tive, posso afirmar que só existe uma hipótese de alguém conseguir comprar algum produto por um valor baixo. Usar lances únicos no fim dos leilões. <strong>Mas</strong> isso pode significar horas em frente ao monitor sempre a olhar para o relógio do leilão. Estive quase a conseguir comprar um cartão SD de 16 Gb por 5€, mas uma momentânea ausência da sala fez-me perder o momento certo para oferecer o último lance. Foi arrematado por 5,06€.</p>
<p style="text-align: justify;">Já gastei os lances todos! Pelo menos resta-me o consolo de ter feito a experiência para escrever um artigo para o Diário2.com.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Uma mina de dinheiro</h3>
<p style="text-align: justify;">Mas para perceber a mina de dinheiro que este sistema é, vale a pena fazer as contas.</p>
<p style="text-align: justify;">Se comprarmos um pacote de 100 lances gastamos logo 50€, mas esses 100 lances só aumentam o valor dos produtos em 1€! Como todos os leilões começam com o valor de 0,01 é fácil perceber que a competição é grande e o retorno para a empresa é enorme.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos utilizar este <a title="HTC Hero" href="http://www.bidrivals.com/pt/Telem%C3%B3veis++%26++telefones/HTC+Hero/auction-10746" target="_blank">leilão</a> como exemplo:<br />
<a href="http://cache.diario2.com/uploads/2009/12/Bidrivals1.png"><img class="alignnone size-full wp-image-3884" title="Bidrivals1" src="http://cache.diario2.com/uploads/2009/12/Bidrivals1.png" alt="Bidrivals1" width="161" height="214" /></a><br />
Este HTC Hero foi arrematado por 13,50€, ou seja, foram necessários 1.350 lances uma vez que cada lance custa 0,01€. Mas como cada lance custa 0,5€ a empresa recebeu 675€+ 13,50€ ().  O Bidrivals afirma que este HTC tem preço de mercado de 409€ (o que não significa que seja o preço de custo para a empresa), logo teve um retorno de 279,50€, ou seja, um lucro de 60,30%!<span style="color: #ffffff;"><br />
</span></p>
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<p style="text-align: justify;">Para dar mais um exemplo, este <a title="TV LCD" href="http://www.bidrivals.com/pt/TV/Samsung+37%22+LCD+LCD+LE37B530/auction-10704" target="_blank">leilão</a> torna a coisa ainda mais louca:<br />
<a href="http://cache.diario2.com/uploads/2009/12/Bidrivals2.png"><img class="alignnone size-full wp-image-3885" title="Bidrivals2" src="http://cache.diario2.com/uploads/2009/12/Bidrivals2.png" alt="Bidrivals2" width="162" height="216" /></a><br />
Este LCD foi arrematado por 36,65€, ou seja, 3.665 lances o que dá um retorno de 1.832,50€ + 36,65€. O Bidrivals afirma que este LCD tem preço de mercado de 579€, logo teve um retorno de 1.320,15€, isto é, um lucro de 240%!<span style="color: #000000;"><span style="color: #ffffff;"> </span></span></p>
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<p style="text-align: justify;">Diga lá se o retorno não é excelente!</p>
<p style="text-align: justify;">Caro leitor, na minha opinião, este sistema de leilão não tem nada. É um jogo de casino que tem quase sempre um vencedor anunciado.</p>
<p style="text-align: justify;">Quer um conselho? Poupe dinheiro!</p>

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