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	<title>Diário2 &#187; Entrevistas</title>
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	<description>A vida em tempo real</description>
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		<title>Noivos tem blog censurado no Brasil</title>
		<link>http://diario2.com/noivos-tem-blog-censurado-no-brasil-4023</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 10:30:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Paes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>
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		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
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		<description><![CDATA[A internet brasileira tem sofrido com alguns episódios de censura nos últimos anos, principalmente vindos da classe política, que parece não compreender o verdadeiro significado da rede mundial de computadores.
O capítulo mais recente não vem de Brasília, mas de uma loja de chocolates de São Paulo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --><span style="font-family: Georgia,serif;">A internet brasileira tem sofrido com alguns episódios de censura nos últimos anos, principalmente vindos da classe política, que parece não ter compreendido o verdadeiro significado de uma rede mundial de computadores e os desafios das redes sociais.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Georgia,serif;">Mas o capítulo mais recente não vem de Brasília mas de uma loja de chocolates de São Paulo e diz respeito a um blog, o </span><a href="http://www.desencalhamos.com/blog/" target="_blank"><span style="font-family: Georgia,serif;">Desencalhamos</span></a><span style="font-family: Georgia,serif;">, da Larissa e do Rodrigo, que foram noticiados extra-judicialmente para retirarem um post do ar depois que criticavam o serviço da confeitaria </span><a href="http://www.diromachocolates.com.br/" target="_blank"><span style="font-family: Georgia,serif;">Di Roma</span></a><span style="font-family: Georgia,serif;"> do bairro do Carrão, na capital paulista.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Georgia,serif;"><a href="http://cache.sergiobastos.net/uploads/2010/01/Desencalhamos.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-4026" title="Desencalhamos" src="http://cache.sergiobastos.net/uploads/2010/01/Desencalhamos.png" alt="" width="600" height="384" /></a>Tudo começou com criação do blog pelo casal, que pretendia divulgar uma &#8220;vaquinha&#8221; para  levantar dinheiro para o casamento. &#8220;Só por email para os amigos não dava muito certo. Decidimos então criar o blog para quem mora longe acompanhar o nosso passo-a-passo&#8221;, explica Larissa. Com o blog veio a </span><a href="http://twitter.com/desencalhamos" target="_blank"><span style="font-family: Georgia,serif;">conta no twitter</span></a><span style="font-family: Georgia,serif;"> e a troca de impressões com outros casais de noivos fez surgir a necessidade de mais informação sobre tudo o que envolve o complicado mundo das festas de casamento. &#8220;chegamos à conclusão de que, do muito que é divulgado, só acaba sendo bacana as indicações boca a boca, ou via twitter ou email, por exemplo&#8221;, diz Larissa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Georgia,serif;">Dessa forma, os dois começaram a escrever sobre os docinhos que experimentavam, os locais que visitavam e, principalmente, o serviço que os futuros noivos poderiam esperar de cada empresa. Além disso, Larissa e Rodrigo entrevistaram outros noivos, sempre com o intuito de aproveitar o que a rede pode oferecer na troca de experiências. &#8220;Até então não tínhamos recebido nenhuma reclamação desse tipo&#8221;, conta Lari, como também é conhecida.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Georgia,serif;">Os dois foram até a confeitaria Di Roma, em São Paulo, escreveram  sobre a degustação, publicaram no blog durante o mês de dezembro e, dias depois, receberam um telefonema de Ricardo Gomes, advogado que representa a Di Roma, que explicou que, pelo artigo aparecer nas primeiras páginas de busca do Google quando se pesquisa pelo nome da empresa, o post &#8220;mancharia a imagem&#8221; da Di Roma e que &#8220;atrapalharia as vendas de final de ano, que são muito importantes&#8221;.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Georgia,serif;">O advogado ameaçou o casal que, caso eles não retirassem o post do blog, iria seguir com um processo judicial. Larissa e Rodrigo ofereceram, então, espaço idêntico à Di Roma para que se defendesse, o que foi negado pela confeitaria, preferindo, assim, a retirada do artigo.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Georgia,serif;">Com o problema, os noivos preferiram eliminar o post e aguardar novos desenvolvimentos do caso. Com a divulgação do imbróglio pelo twitter, a Di Roma resolveu voltar atrás e pedir um direito de publicação de resposta no blog, o que fez com que Lari e Rodrigo republicassem o </span><a href="http://www.desencalhamos.com/blog/2010/01/saga-dos-docinhos-di-roma-chocolates-2/" target="_blank"><span style="font-family: Georgia,serif;">artigo original</span></a><span style="font-family: Georgia,serif;"> juntamente com a resposta da Di Roma e uma tréplica por parte do casal, que se sentiu agredido por um trecho do comunicado da confeitaria.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Georgia,serif;">O Diário2 tentou entrar em contato com os responsáveis da confeitaria Di Roma para tentar entender os motivos que os levaram a tomar tal atitude mas até a data de publicação deste artigo não obteve nenhuma resposta por parte da empresa.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Georgia,serif;">Para o futuro, apesar do susto, Lari se diz pronta a continuar a escrever. &#8220;No começo foi um pouco intimidador, sim, mas isso não significa que iremos mudar nossa forma de pensar e de escrever, pois é uma forma muito pessoal e que nos deixa próximos de nossos leitores&#8221;, explica ela, que acha que o caso parece refletir a dificuldade das empresas em lidar com os novos media. &#8220;Acredito que elas [as empresas] devam ler tanto críticas como elogios como algo a seu favor, tanto para o bem quanto para o mal. Se for uma crítica, usar isso para melhoria do que foi reclamado. O que se deve tentar é transformar o reclamante em um consumidor potencial e não o contrário&#8221;, conclui.</span></p>
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		<title>Dakar de Carlos Sousa em tempo real nas redes sociais</title>
		<link>http://diario2.com/dakar-de-carlos-santos-em-tempo-real-nas-redes-sociais-3992</link>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 09:30:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[Celebs]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[_sub-destaque]]></category>
		<category><![CDATA[notícias]]></category>
		<category><![CDATA[automobilismo]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Sousa]]></category>
		<category><![CDATA[Dakar]]></category>

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		<description><![CDATA[A prova do piloto português Carlos Sousa no Dakar está a ser noticiada em tempo real na Internet, usando redes sociais e plataformas de edição e distribuição de documentos para a informação ao público e contacto com jornalistas e publicações. Twitter, Facebook, Scribd e Blogspot são os serviços escolhidos pela agência de comunicação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A prova do piloto português Carlos Sousa no Dakar está a ser noticiada em tempo real na Internet, usando redes sociais e plataformas de edição e distribuição de documentos para a informação ao público e contacto com jornalistas e publicações.</p>
<div id="attachment_3994" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img class="size-full wp-image-3994" title="carlossousadakar2010" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/01/carlossousadakar2010.jpg" alt="" width="600" height="328" /><p class="wp-caption-text">Imagem do topo da página de Carlos Sousa no Facebook</p></div>
<p>A opção pelas redes é explicada ao Diário 2 por Nuno Nogueira Santos, da empresa de comunicação do piloto (ver entrevista mais à frente). Uma das razões da escolha foi <em>&#8220;a diferença horária entre Portugal e a Argentina e o Chile</em>&#8220;, países onde se disputa o Dakar. Por causa dela as etapas terminam &#8220;<em>bastante tarde para os jornais portugueses</em>&#8221; e as redes ajudam a mitigar o problema.</p>
<p>No Twitter a conta @<a href="http://twitter.com/CSousaDakar">CSousaDakar</a> faz o acompanhamento das etapas em directo, fornecendo pormenores e informações também de carácter noticioso. Já na <a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=100000581606687">página do Facebook</a> temos um envolvimento mais pessoal do piloto, não apenas porque Carlos Sousa já faz, ele próprio, entradas na conta, como as declarações são reproduzidas com maior amplitude e num registo multimedia.</p>
<p>Estas 2 redes servem essencialmente de pontos de contacto com os fãs o público interessado no rali, e de distribuição de informação aos jornalistas e bloggers que cobrem a prova, sendo que <a href="http://www.scribd.com/CSousaDakar">os press-releases são disponibilizados</a> noutra plataforma web 2.0, o Scribd. As fotografias, embora de acesso reservado a publicações, são também distribuídas na web.</p>
<p>Finalmente, o blog da empresa de comunicação por detrás desta acção está a fazer, sem complexos, a cobertura da prova de Carlos Sousa. No <a href="http://pressaporter.blogspot.com/">Press-à-Porter</a> encontramos as descrições de cada etapa.</p>
<p>O hipertexto, esse recurso das redes tão negligenciado pelos comunicadores, é usado de forma natural para unir as pontas todas, num exemplo técnico de boa comunicação na Internet raro em Portugal.</p>
<p>Diário2 entrevistou Nuno Nogueira Santos, da <a href="http://www.pressaporter.pt">press-à-porter</a>, que é também um utilizador empenhado das redes.</p>
<h3>Redes sociais ajudam a encontrar o &#8220;ritmo certo&#8221; da comunicação</h3>
<p><strong>P: Porque decidiram apostar nas redes sociais?</strong></p>
<p>R: A Press-à-Porter tinha já tido boas experiências com as redes sociais na área política e entendemos que a comunicação do Carlos Sousa poderia ser eficaz por essa via, também. Na verdade, o Carlos é uma figura pública cuja notoriedade ultrapassa claramente o âmbito desportivo. Limitar a sua comunicação no Dakar aos canais habituais era bastante restritivo e pareceu-nos que as redes sociais poderiam adequar-se à sua actividade. Por outro lado, a Press-à-Porter apenas começou a trabalhar com o Carlos Sousa muito pouco tempo antes da sua partida para a Argentina. Não houve tempo para realizar uma série de acções de comunicação e desenvolver algumas ferramentas (como um site devidamente estruturado). De acordo com o piloto, decidiu-se, desta forma, “atalhar” caminho e criar formas mais fáceis de interacção.</p>
<p><strong>P: Em que se baseou a escolha das redes Twitter e Facebook?</strong></p>
<div id="attachment_3995" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img class="size-full wp-image-3995" title="carlossousadakar2010-2" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/01/carlossousadakar2010-2.jpg" alt="" width="600" height="386" /><p class="wp-caption-text">Carlos Sousa na etapa de ontem do Dakar</p></div>
<p>R: São duas redes distintas. A opção pelo Facebook tem a ver com o facto de ser muito multifacetada. Permite a colocação de imagens, textos, interliga-se facilmente com outras redes sociais e é hoje uma rede bastante popular. Contudo, apesar de popular tem características bastante profissionais e um nível etário superior a outras, como o Hi5, por exemplo. Por outro lado, há já alguns pilotos com perfil no Facebook e existem mesmo diversos grupos dedicados ao automobilismo, o que facilitou a difusão do perfil do Carlos, que em dois dias de actividade conquistou mais de 300 seguidores.</p>
<p>Quanto ao Twitter, a opção teve a ver sobretudo com o imediatismo da rede e com o facto de haver um grande número de jornalistas que a usam. A diferença horária entre Portugal e a Argentina e o Chile, onde se disputa o Dakar, faz com que as etapas terminem sempre bastante tarde para os jornais portugueses. O Twitter ajuda-nos a mitigar este problema, uma vez que nos permite ir informando a rede sobre o que está a passar na prova com o piloto, permite-nos responder rapidamente a uma questão e informar quando será enviado o comunicado de imprensa no final da etapa, por exemplo, ou se já estão disponíveis fotos do dia para utilização pela imprensa.</p>
<p><strong>P: As contas terão continuidade ao longo do ano? Ou serão reactivadas no próximo Dakar?</strong></p>
<p>R: O sucesso que estamos a ter nas redes sociais é importante. O Carlos terá oportunidade de analisar os resultados quando regressar a Portugal e lhe mostrarmos os relatórios. É impossível ficar indiferente à quantidade de mensagens de incentivo que o Carlos tem recebido, sobretudo no Facebook, pelo que não acredito que esta presença fique por aqui.</p>
<p><strong>P: Podemos esperar uns <em>tweets</em> do próprio piloto?</strong></p>
<p>R O Carlos já faz um ou dois pequenos textos diariamente no Facebook, antes e depois de cada etapa. Mas os níveis de concentração e a necessidade de descanso e concentração numa prova destas não lhe tem permitido muito mais interactividade, nomeadamente no twitter. Por outro lado, o Carlos não conhecia o funcionamento da rede Twitter antes do Dakar… mas quem sabe até ao final da prova essa ideia será posta em prática… vamos ver!</p>
<p><strong>P: Já um pouco fora do tópico&#8230; A que atribuir o alheamento das figuras públicas portuguesas face às redes? Há um grande contraste com a realidade brasileira, com músicos, actores e outros a estabeleceram redes directas com os fãs.</strong></p>
<p>R: Penso que somos um povo um pouco mais conservador nesse aspecto e, sobretudo, um pouco mais preconceituoso quanto à internet. Costumo dizer aos meus clientes que as redes sociais não resolvem, por si só, nenhum problema de comunicação. Contudo, se hoje queremos ter uma comunicação eficaz e com o ritmo certo, temos que lá estar.  Fazendo um paralelo com o automobilismo, não é o “navegador” quem conduz o carro de corrida, mas sem ele o piloto não será tão rápido, não encontrará o ritmo certo e acabará por se tornar quase impossível chegar em primeiro…</p>
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		<title>“Setúbal na Rede” há 12 anos</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 11:30:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Jerónimo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[digital]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[media]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Brinca]]></category>
		<category><![CDATA[Setúbal na Rede]]></category>

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		<description><![CDATA[Portugal vivia ainda os primeiros anos de Internet, quando surge, a 5 de Janeiro de 1998, o primeiro jornal digital. Uma travessia difícil, no jornalismo regional e digital, que graças à persistência do fundador e director, Pedro Brinca, continua em www.setubalnarede.pt]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal vivia ainda os primeiros anos de Internet, quando surge, a 5 de Janeiro de 1998, o primeiro jornal digital. Uma travessia difícil, no jornalismo regional e digital, que graças à persistência do fundador e director, Pedro Brinca, continua em <a href="http://www.setubalnarede.pt">www.setubalnarede.pt</a>.</p>
<div id="attachment_3967" class="wp-caption aligncenter" style="width: 504px"><a rel="attachment wp-att-3967" href="http://diario2.com/%e2%80%9csetubal-na-rede%e2%80%9d-ha-12-anos-3966/pedro_brinca"><img class="size-full wp-image-3967" title="Pedro Brinca, director e fundador do “Setúbal na Rede”" src="http://cache.diario2.com/uploads/2010/01/pedro_brinca.jpg" alt="Pedro Brinca, director e fundador do “Setúbal na Rede”" width="494" height="361" /></a><p class="wp-caption-text">A dedicação de Pedro Brinca valeu ao “Setúbal na Rede” o Prémio Gazeta da Imprensa Regional, atribuído pelo Clube de Jornalistas em 1999.</p></div>
<p><strong>O <a href="http://www.setubalnarede.pt">“Setúbal na Rede”</a> nasceu por considerar que <a href="http://www.youtube.com/watch?v=jGYiQ89pBCs">os <em>media</em> locais não desempenhavam bem o seu papel</a>, nomeadamente, ao nível da subserviência dos poderes políticos. Quantos, e quem, eram os títulos existentes na altura? E actualmente? </strong><br />
Os títulos existentes na altura eram mais ou menos os menos que agora, com o nascimento de uns e o desaparecimento de outros. A matriz comum vai sendo a da perspectiva única e exclusivamente de negócio, servindo o jornal para colocar os anúncios e sendo o restante espaço preenchido com umas notícias, agora preferencialmente vindas escritas dos gabinetes de comunicação. Assim contenta-se toda a gente e mantém-se o negócio.</p>
<p><strong>Que análise faz a estes 12 anos, nomeadamente, às mudanças de comportamentos provocadas pelo jornal digital, na própria estrutura, na população e nos restantes órgãos de comunicação?</strong><br />
O “Setúbal na Rede” e a estrutura tem evoluído naturalmente ao longo dos anos, com as naturais crises de crescimento e os normais momentos de euforia.</p>
<p>As pessoas foram-se habituando a informação mais dinâmica, mais actualizada e também mais séria, mais rigorosa e mais plural.</p>
<p>Quanto aos órgãos de comunicação concorrentes, não mudaram muito em termos de postura. Abriram muitos sites, fecharam quase tantos, mas falta-lhes seriedade, ambição, postura, dignidade. Sobretudo os digitais não passam de <em>copy/paste</em> dos comunicados.</p>
<p><strong>E como tem sido a evolução do número de leitores?</strong><br />
Não tenho presente a evolução dos leitores, mas posso dizer que há algum tempo que estamos estabilizados entre as 50 e as 60 mil visitas únicas por mês, o que faz do “Setúbal na Rede” o órgão de maior audiência do distrito, ainda que há muitos anos nada se faça para promover a imagem e a marca.</p>
<p><strong>Diz que o “Setúbal na Rede” lidera as audiências. Quais são os títulos que o persegue, no <em>ranking</em>?<br />
</strong>Em relação aos jornais de papel é muito difícil ter uma comparação honesta, porque não há controlo de tiragens das edições. Cada jornal inventa o número que quer e depois podemos confirmar discretamente junto das gráficas que esses dados nada têm a ver com a realidade. Havia um caso de um jornal que dizia imprimir 20 mil exemplares e cheguei a assistir na gráfica que não faziam mais de mil.</p>
<p><strong>Mas, por exemplo, </strong><a><strong>“O Setubalense”</strong></a><strong>, jornal histórico, imprime oficialmente seis mil exemplares por edição.</strong></p>
<p>Com os digitais podemos, por exemplo, conferir posição comparativa através do <a href="http://alexa.com">alexa.com</a>. Este site apresenta um <em>ranking</em> de todos os sites do mundo e no último mês [Novembro de 2009] estávamos no lugar 730 mil. O nosso concorrente mais próximo estava no lugar 930 mil, <a href="http://www.osetubalense.pt">“O Setubalense”</a> em 1.700.000 e o “iMais” em 3 milhões. Usamos ainda o Google Analytics, que em Novembro registou 47.847 visitas únicas, 57.992 visitas totais, 85.606 page views.</p>
<p><strong>E quanto ao perfil, até que ponto conhecem quem vos lê?<br />
</strong>Há muito tempo que não fazemos um estudo do perfil da audiência, mas estamos precisamente a preparar um questionário para lançar no início do ano [2010].</p>
<p>Dados antigos indicavam idades dos 35 aos 46 anos (36%), 47 aos 55 (26%) e dos 25 aos 34 (25%), quadros superiores (41%), estudantes (34%) e quadros médios (19%).</p>
<p>Como eu costumava dizer, o “Setúbal na Rede” é essencialmente dirigido à classe decisora, políticos, empresários ou meio universitário, atingindo ainda todos os que se interessam especialmente pela realidade que os rodeia e que pretendem contribuir para a região onde vivem através de uma participação atenta.</p>
<p><strong><a href="http://www.jornalices.com/2009/12/13/um-raro-exemplo-de-persistencia-e-lucidez/">Ouvi-o dizer</a> que Setúbal é um distrito complicado, do ponto de vista social. Estende-o à classe política e à própria comunicação social? Sente que os setubalenses são, 12 anos depois, um povo menos infoexcluidos?</strong><br />
O distrito de Setúbal é um distrito complicado, sobretudo pelas suas características geográficas, nomeadamente a sua proximidade a Lisboa e a sua distribuição por duas regiões distintas, a Área Metropolitana de Lisboa e o Alentejo. Seis concelhos são ribeirinhos do Tejo e sentem-se mais bairros de Lisboa; quatro estão no Alentejo, mais virados para outra realidade; e os três que sobram não chegam para fazer um distrito ou uma região com identidade própria.</p>
<p>Isto afecta o trabalho da comunicação social, na medida em que os intervenientes nos diferentes concelhos não se reconhecem muitas vezes na identidade regional que o “Setúbal na Rede” quer representar, embora todos concordem que seria essencial o distrito de Setúbal afirmar-se como uma região própria e autónoma a Lisboa.</p>
<p>É por isso que o distrito de Setúbal não tem mais nenhum jornal distrital, além do “Setúbal na Rede” e que é um dos poucos distritos em que a imprensa regional não tem qualquer expressão.</p>
<p>Sei que houve muita gente, sobretudo os mais velhos, que começaram a utilizar a Internet por causa do “Setúbal na Rede”. Não me atreveria a dizer que esses números seriam suficientes para se afirmar que há menos infoexclusão.</p>
<p><strong>A “bandeira” do jornal sempre foi a independência dos poderes. Porém, aquando do <a href="http://www.clubedejornalistas.pt/uploads/jj33/jj33_28.pdf">10.º aniversário</a>, referiu que o “Setúbal na Rede” poderia ver-se forçado a abandona-la, devido aos constrangimentos financeiros. Dois anos depois, mantém a posição?</strong><br />
Mantenho a posição de que pode ver-se forçado a abandonar a “bandeira”, porque perante uma proposta financeira interessante poderei ceder facilmente. Contudo, tenho resistido, e gostaria de poder continuar a fazê-lo, à tentação de perverter a sua independência, como diz, a sua principal imagem de marca.</p>
<p><strong>Há 12 anos ainda mal se falava na Internet, como mercado publicitário. Actualmente, com os estudos a mostrarem que não há como os media fugirem a essa realidade, como justifica o reiterado alheamento?</strong><br />
Preconceito, preconceito, preconceito. Continuo a ouvir que o digital é o futuro, que não chega a toda a gente, que é bom para os miúdos&#8230; quando os números dizem claramente que o Setúbal na Rede é mais lido do que os outros. Não há explicação&#8230;</p>
<p><strong>Quais são as expectativas e projectos para o “Setúbal na Rede”?<br />
</strong>O principal projecto é manter-se vivo. Segundo, encontrar um volume de receitas garantido que suporte os custos fixos da estrutura para aliviar as dores de cabeça e terceiro, retomar a postura dinâmica dos primeiros anos, com arrojo, originalidade, surpreendendo tudo e todos e fazendo mexer a região.</p>
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		<title>“A Web Rádio em Portugal tem limitações e vive de streaming”</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Dec 2009 16:15:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sergio Bastos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
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		<category><![CDATA[streaming]]></category>

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		<description><![CDATA[A criação de web rádios por parte do Grupo Renascença e RTP, motiva o aprofundamento do saber sobre a produção áudio para o online no nosso país. Juntando o útil ao agradável entrevistamos Jorge Guimarães Silva, é sonorizador na TSF, formador multimédia e autor do blogue A Rádio em Portugal desde 2005. Desde que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A criação de <a href="http://diario2.com/renascenca-e-antena-1-lancam-web-radios-de-informacao-3577" target="_blank">web rádios por parte do Grupo Renascença e RTP</a>, motiva o aprofundamento do saber sobre a produção áudio para o online no nosso país. Juntando o útil ao agradável entrevistamos <strong>Jorge Guimarães Silva</strong>, é sonorizador na TSF, formador multimédia e autor do blogue <a href="http://ouvidor.blogspot.com/" target="_blank">A Rádio em Portugal</a> desde <strong>2005</strong>.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Desde que a rádio existe, é dada como morta com o aparecimento de novas formas de c</strong><strong>omunicação “mass media”. A internet representa uma ameaça à rádio como a conhecemos?</strong><br />
<img class="alignright size-thumbnail wp-image-3822" style="margin: 5px;" title="JorgeGuimaraesSilva - A Rádio em Portugal" src="http://cache.diario2.com/uploads/2009/12/JorgeGuimaraesSilva-A-Rádio-em-Portugal-162.jpg" alt="JorgeGuimaraesSilva - A Rádio em Portugal" width="162" height="200" />Não, de forma alguma e muito pelo contrário. A Internet veio complementar a rádio, dotando-a de novas ferramentas para que as emissoras se mostrem aos seus ouvintes de uma forma que até há pouco tempo era impensável. A Internet elevou a rádio para outro patamar. Acrescentou uma nova via de difusão às emissões hertzianas, com a possibilidade de criar online novas emissoras e levou as estações locais a todo o mundo (sendo locais apenas na emissão hertziana). Também permitiu que se escutassem os arquivos das emissoras, desde que estas o disponibilizem, e tornou as emissoras mais interactivas, com salas de conversação, correio electrónico, etc.</p>
<p><strong>A introdução de ligação internet a receptores pode fomentar a audição de rádios online. Há a possibilidade da rádio mudar de modelo de negócio nos próximos anos?<br />
</strong>O modelo de negócio das emissoras já mudou, mas muito pouco. O modelo será mais ou menos assente no que era até há uma década atrás, que era assente exclusivamente na venda de tempo de antena (em spots publicitários ou aluguer de horas a produtores independentes).</p>
<p>Ainda assim, a forma de financiamento das estações será sempre baseado em venda de tempo de antena, embora com a Internet se venda, também, espaço no sítio da emissora, mas agora acrescentando ao som, texto e imagens (fotos e/ou vídeos). Além de tempo antena, a rádio já foi financiada de outras formas, como gravação de discos, de registos sonoros para eventos públicos e outras gravações sonoras. Mas isso foi entre as décadas de 1920 a 1960.<strong> </strong></p>
<p><strong>A internet permite que uma pessoa crie e emita a sua rádio. Porque é que bases de web rádios, como a Cotonete, são fenómenos sem grande aceitação? O entusiasmo do ouvinte está sempre dependente do valor acrescentado pelo jornalista e animador?<br />
</strong><strong><img class="alignleft" style="margin: 5px;" title="cotonete" src="http://cache.diario2.com/uploads/2009/12/s496011.gif" alt="cotonete" width="145" height="70" /></strong>Embora a plataforma “Cotonete” auto-denomine os espaços criados pelos seus utilizadores de &#8220;rádios&#8221;, na verdade não é bem assim. As “rádios” são apenas streamings de áudio que os utilizadores vão criando à medida dos seus gostos, que muitas vezes são únicos. Assim sendo não terá muitos internautas à escuta. No entanto, um dos problemas desses espaços é que não fazem mais que repetir uma lista de difusão, normalmente restrita, ao gosto &#8211; muitas vezes duvidoso &#8211; de quem a escolhe.</p>
<p>Falta o elemento humano, aquele que cria uma ligação emocional com o ouvinte. Falta a incerteza do que será dito a seguir e da música que se escutará. A emoção humana que nenhuma máquina pode imitar. Temos de nos lembrar que quase toda a música está disponível na internet com vídeo. Se apetecer a alguém escutar determinada música, só tem de a procurar. Resumindo, o entusiasmo do ouvinte estará sempre dependente do valor acrescentado do jornalista e animador.<strong> </strong></p>
<p><strong>Web</strong><strong> rádio e a “satellite radio” são uma realidade que parece não conquistar muitos ouvintes tanto em Portugal como lá fora. Porquê?</strong><br />
A rádio via satélite requer equipamento próprio, normalmente caro, e uma colocação por técnicos cuja mão-de-obra também não é barata. Entre gastar €200,00 ou mais ou comprar uma aparelhagem inteira com direito a colunas, cabos de ligação, amplificador, leitor de CDs e rádio, a metade do preço, é fácil ver qual a escolha. As web rádios não conquistam muitos os portugueses porque transmitem as mesmas emissões tanto na Internet como por via hertziana.</p>
<p>Exceptuando, aqui, algumas emissoras que criaram canais próprios, com diferentes conteúdos. A escuta de rádio já migrou há algum tempo quase exclusivamente para o carro. Isto explica a pouca adesão às web radios. Ainda não há muita oferta de auto-rádios com ligação à web, mas a rádio comum é grátis e as ligações à internet pagam-se.</p>
<p><strong>A Mais Futebol terá sido a primeira tentativa de criação de um operador rádio só para a Web. Porque falhou?<br />
</strong>Falta de ouvintes. E se falta quem escuta, não se consegue financiamento para a rádio. Os anunciantes desviam os fundos das campanhas de marketing para onde tem mais visibilidade.</p>
<p><strong>As novas web rádios da Renascença e Antena 1 vão ter, em princípio, programação própria. Em Portugal, haverá ouvintes e publicidade para sustentar estes projectos?<br />
</strong><img class="size-full wp-image-3583 alignright" style="margin: 5px;" title="Grupo Renascença" src="http://cache.diario2.com/uploads/2009/11/gruporenascença.jpg" alt="Grupo Renascença" width="127" height="94" />No caso da Antena 1, ser escutada ou não tem grande problema. O financiamento está assegurado pela contribuição do audiovisual paga por todos nos recibos da EDP. No caso da Renascença, a situação é diferente. Pode conquistar ouvintes, mas nunca serão muito, para já, pelas razões já enunciadas.</p>
<p><strong>O grupo RTP sente a necessidade de ter uma rádio de informação e faz da Antena<br />
1 uma soma de várias vertentes. Uma web rádio pode ser a solução?<br />
</strong>Julgo que não. O modelo radiofónico tradicional ainda está muito enraizado nos portugueses. As limitações das web rádios são ainda bastantes, pois ainda tem de se pagar para ter internet – a hertziana é gratuita, basta um receptor barato – e ainda não se podem escutar nos carros, sem equipamento próprio. A banda larga móvel ainda é muito cara em Portugal ronda os €22,50 por 1 GB ou €10,00 por dez horas. Pode-se escutar um milhão de horas ou mais gratuitamente, nas rádios hertzianas.<strong> </strong></p>
<p><strong>Com a chegada do Youtube, o podcast é raramente falado. Continua a haver autores e as rádios portuguesas não descuram este &#8220;meio&#8221;. Pela facto de poder ser ouvido quando quisermos, o podcast vale mais que uma web rádio?<br />
</strong>Uma coisa não tira o lugar à outra, pois são complementares. Uma web radio é um streaming de áudio, o podcast é um arquivo áudio que pode ser acedido quando se quiser, podendo inclusive subscreve-las através de um feed RSS, que as descarregará automaticamente para o nosso computador.</p>
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