A web morreu. Maçada, logo agora que os jornais aprenderam a usá-la

avatarPaulo Querido 18/08/2010

O artigo de capa da Wired de Setembro diz que a morreu. É uma maçada, pois acontece logo no momento em que os jornais aprenderam a usá-la. Depois de um loooooongo Curso Superior de 18 anos, o hipertexto e a conversa começam a entrar na rotina dos jornais online. Er, quer dizer, pelo menos dos melhores deles; mas os outros, seguindo o fenómeno de “imitação cautelosa” que caracteriza o meio, seguir-se-iam ao longo da próxima década.

Reparem: a Wired publica “The Web Is Dead. Long Live the Internet“. Um artigo do New York Times responde, cita e hiperliga, sem hesitações, muito naturalmente (muito invejavelmente, para um português): Is the Web Dying? It Doesn’t Look That Way.

Outros bons exemplos de utilização do hipertexto para uma conversa global sobre este assunto vêm, claro está, de publicações nascidas na web, e que por isso respiram o hipertexto.

Na GigaOM: The Web Isn’t Dead; It’s Just Continuing to Evolve
Excerto: “As with some of his other popular writings, Anderson seems to be coming to this realization rather late in the game, and has resorted to a sensationalized headline to grab some attention.

No Techcrunch: Wired Declares The Web Is Dead—Don’t Pull Out The Coffin Just Yet e When Wrong, Call Yourself Prescient Instead
(irresistível excerto: “In 1997 Wired Magazine declared the browser dead. “Sure, we’ll always have Web pages. We still have postcards and telegrams, don’t we?” said Kevin Kelly and Gary Wolf.“)

Na webmagazine boingboing: Is the web really dead?
Without commenting on the article’s argument, I nonetheless found this graph immediately suspect, because it doesn’t account for the increase in traffic over the same period. The use of proportion of the total as the vertical axis instead of the actual total is a interesting editorial choice.

E um dos meus favoritos, porque recorda algo que tenho vindo a repetir desde que o foi demonstrado: a mudança de interface, libertando-nos da tirania do teclado + rato: na The Next Web, The Internet’s fundamental shift isn’t browser to apps, it’s mouse to multi-touch.

(NOTA: Publicado no Ondas na Rede. A seguir: Dissertação sobre a Internet (onde se falará do iPad, blogs, Google, Apple e Sapo), da web às aplicações, as mudanças em curso. Não perca o desenvolvimento por esquecimento ou impossibilidade: subscreva o feed e receberá no seu leitor. Ou, ainda melhor, assine gratuitamente a newsletter — e receberá no final uma versão acrescentada do artigo.)

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Data
18 Agosto 10 22:00

Autor
Paulo Querido
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é jornalista e consultor de comunicação. Mantém o webzine pessoal Certamente!. É cronista e blogger do Correio da Manhã. Dois projectos: DoMelhor e TwitterPortugal. E não pára! Envie mensagem directa no Twitter. Onde me encontro:


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