A revolução nos conteúdos digitais educativos

Acho que está a haver uma revolução nos conteúdos digitais. User generated contents. Acho que esta ideia de termos hoje, como nas grandes editoras, peritos ou especialistas fechados numa sala que fazem manuais que todos aplicam nas escolas, eu acho que isto está em vias de acabar, afirmava o Eng. Roberto Carneiro no Predictions & Broadband Summit, em Julho 2009, promovido pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (), no Museu da Electricidade, em Lisboa.

O caminho a percorrer com QI

O caminho a percorrer com QI

Esta afirmação, que poderá remeter para um ideal do futuro, já tinha sido lançada uma década atrás pelo Eng. Roberto Carneiro, no seu conceito de Escolas Navegadoras, aquando da abertura da Expo 98, operacionalizado em 2005, onde se pretendia criar comunidades de aprendizagem baseadas na partilha e na colaboração, através da utilização das tecnologias.

Ora, mais do que nunca, estão agora criadas as condições materiais nas escolas para se operacionalizar, de facto, a maior revolução ao nível dos , que poderá acontecer com a criação dos “Living Labs, laboratórios vivos em escolas, em grupos de escolas, clusters, que vão gerar materiais inovadores, vão aplicar, vão testar e que vão fazer posting para todas as outras escolas: open source content. Estamos em vésperas do novo modelo de conteúdos digitais educativos”, adianta o Eng. Roberto Carneiro, no vídeo abaixo.

Este novo modelo, só concretizável com um espírito de partilha de conhecimento, de cooperação e colaboração, já vinha acontecendo gradualmente no Projecto Interact – quadro interactivo nas salas de aula, ao longo de três anos, do qual foram produzidos mais de 1200 recursos por professores. Hoje, todos esses conteúdos estão disponíveis e com acesso livre a mais de 450 mil professores e educadores de todo o mundo, no portal Promethean Planet, talvez o maior laboratório vivo para utilizadores de quadros interactivos.

Porém, esta mudança nas escolas não ocorre do dia para a noite e exige uma nova atitude de todos aqueles que constituem os agentes destas comunidades educativas. Vários problemas se colocarão aos professores, tal como já tínhamos referido, ao abordarmos a questão da interactividade, no seu sentido mais lato. Estamos convictos, contudo, que cada escola ou agrupamento encontrará o seu projecto educativo mais adequado para iniciar um novo caminho, tal como outros o fizeram.

Retomando a metáfora dos gansos, sobre o voo em V, aqui fica o apelo: “façamos longos voos em equipa, num espírito de amizade e compaixão. Cultivemos e apoiemos na escola as atitudes de inovação e de renovação, capazes de suscitar em todos nós o desejo de ir mais longe sem medo, convictos que não estamos sós…”

[Veja o vídeo no Dailymotion]

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Data
17 Novembro 09 15:30

Autor
José Paulo Santos
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Administrador da Comunidade Interactic 2.0. Consultor em Educação da Promethean em Portugal. Apaixonado e entusiasta pela Educação e as TiC nas aprendizagens. Formador em Tecnologias Educativas. Utilizador e promotor das ferramentas da Web 2.0 junto dos professores.


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  2. SoniaBertocchi: RT @profteresa: A revolução nos conteúdos digitais educativos http://bit.ly/2DH2rq um artigo por @jprsantos
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