
Os números não mentem: Portugal já tem “twitteiros” com mais de 10 mil seguidores. Lá por fora, há quem seja seguido por milhão e meio de perfis a custo de um bom jogo de cintura.
Francisco Perez e Nuno Markl seguem no topo das preferências segundo o levantamento do TwitterPortugal. O humorista, que tem um especial talento para barrar doce em cream crackers sem as partir, ultrapassou os 10 mil seguidores a 24 de Abril.
Ashton Kutcher, actor mais conhecido por ser marido de Demi Moore do que pelos papéis que interpreta, tem perto de 1.6 milhões de seguidores. Superou a marca no mês passado ao lançar o seguinte desafio à CNN de Ted Turner: quem passa primeiro a barreira do 1 milhão de seguidores no Twitter?
A campanha mediática de @aplusk teve honras televisivas no espaço de Larry King, onde houve tempo para se bater as capacidades do Twitter enquanto ferramenta jornalística, e Oprah Winfrey que se converteu ao fenómeno angariando 100 mil followers no primeiro dia.
Entretanto, já existem seis contas com 1 milhão de seguidores segundo o twitterholic. Qual o desafio que se segue?
Dados da Nielsen Online, que em Fevereiro apontava um aumento de utilização de 1000% ao ano do Twitter.com, confirmam que 60% dos inscritos desistem no primeiro mês de uso da plataforma. A taxa de retenção é fraca e David Martin, vice presidente da Nielsen, refere no seu blog que o MySpace e o Facebook perdiam 30% em semelhante fase de crescimento.
Será que Ashton Kutcher é seguido por uma horda de perfis-zombies?











Mas então os dados da Nielsen consulting não estavam em falha? Ao que por ai consta, os numeros sobre a retenção no Twitter era inicialmente baseados unica e exclusivamente nos acessos via website do Twitter. Posteriormente, e tendo em conta as criticas, a Nielsen alargou o espectro da análise e incluiu uma série de outros web interfaces mas continua a esquecer-se dos acessos via aplicações dedicadas o que hoje em dia já será uma muito grande fatia da utilização. Aliás, pela lógica, é natural que o utilizador inicie a sua aventura com o Twitter pelo website do mesmo e que, à medida que a sua lista de contactos (friends + followers) vai crescendo, passe para aplicações dedicadas onde será mais facil gerir contactos e filtrar assuntos…
Em que ficamos?
Como em tudo existe seguidismo, mas no twitter GARANTO-VOS que é muito maior que em qualquer outro lado. Já fiz várias experiências que o comprovam.
Pedro, no campeonato dos números a luta é grande e os interesses imensos.
Na verdade, os números são para impressionar. Sempre foram. O interesse pode passar pelos números ou não passar. O Twitter é muito versátil
O twitter é uma reprodução em ponto virtual, do que acontece na sociedade real. As figuras públicas, apenas por o serem, conquistam logo uma grande prole de followers, sem grande esforço. Mas estão no seu direito, porque já trabalharam muito para conquistar esta posição de destaque na sociedade. E o twitter apenas reproduz este fenómeno de popularidade.
Também o cidadão anónimo tem a possibilidade de conquistar followers através do seu envolvimento na rede e através das mais-valias que proporciona ao twitter, seja em que domínio for… informação, cultura, divulgação… Mas o twitter por si só não dá fama a ninguém. Quem quiser ver reconhecido o seu trabalho, tem que merecer por isso.
Mas admito perfeitamente que existam mil e uma razões que nos levam a seguir determinados twitters, razões não só de ordem racional, mas também razões de ordem emocional. Afinal, muitos dos grandes fenómenos de popularidade são explicados mais pela subjectividade das emoções do que pela objectividade da razão.
Estão fazendo com o Twitter o mesmo daquilo que se observa na audiência de mídias clássicas e funcionalistas!
Creio que mídia social e convergente como o Twitter é mais que isso. De que vale seguir alguém se estas pessoas não atuam efetivamente no espaço criado!? Sigo muitos que escrevem diariamente, dentre eles os que se calam quando procurados, e os que dialogam oportunamente!
Se o Twitter quer ter expressão na mídia clássica, creio ter conseguido com estas ações quantitativas. Prefiro, no entanto, crescer vendo, lendo, navegando e averiguando o nível das contribuições!
De boas intenções o inferno está cheio!
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Sérgio. Concordo plenamente naquilo que o Paulo diz. Os números em sí de nada servem se não tem valor para dar aos seus seguidores. Esta corrida aos números deve outros interesses quase com certeza.